A escolha ocorreu na noite desta segunda-feira (7), em sessão extraordinária, da Câmara de Vereadores. A disputa teve duas chapas. Uma delas encabeçada por José Luiz Tancredo (MDB) e vice, Denis Matiola (PSDB).
A outra chapa, a eleita indiretamente, com 10 dos 15 votos, contou com Jairo Cascaes (PSD) e como vice, Moisés Nunes (PP). todos os 15 vereadores votaram. Portanto, o município de Tubarão passa, a partir de agora, a ser comandada, por Cascaes. Ele era o presidente da Câmara. Venceu a melhor articulação.
A eleição ocorreu em razão da renúncia do então prefeito Joares Ponticelli (PP) e do vice, Caio Tokarski (União Brasil). Ambos arrolados na Operação Mensageiro. Por carta, em 10 de julho passado, eles entregaram a carta de renúncia, à Câmara de Vereadores, sendo imediatamente acatada.
Os novos titulares ficarão no cargo até o dia 31 de dezembro de 2024. Ambos afirmaram que seguirão trabalhando pela governabilidade do município junto à Câmara de Vereadores de Tubarão.
(Foto: Facebook – Câmara de Vereadores de Tubarão)
O prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, e o vice, Caio Tokarski, devem oficializar a renúncia à prefeitura de Tubarão. Uma carta foi entregue ao presidente da Câmara de Vereadores. A Câmara avalia a questão ainda hoje.
Foto: redes Sociais
A renúncia deve gerar uma eleição indireta, com votação apenas entre os parlamentares, para escolher um novo prefeito, que ficará no cargo até o fim de 2024.
Os políticos foram presos em fevereiro, na terceira fase da Operação Mensageiro, que apura a suspeita de fraude em licitação e corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e distribuição de lixo em diversas cidades de Santa Catarina.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu, no último dia 29, a liberdade provisória a Joares Ponticelli, que cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Já Caio Tokarski, segue recluso preventivamente.
Mesmo em segredo de justiça, informações da Operação Mensageiro, seguem vazando. O compadrio dos envolvidos estarrece o Estado. Em Lages, a partir do que vem sendo noticiado, tem deixado a comunidade serrana estupefata.
Foto: MP/Divulgação
Todos os envolvidos, tanto da primeira fase, quanto da segunda fase da operação ainda estão presos. O prefeito Antonio Ceron e o ex-secretário da Secretaria de Águas e Saneamento (Semasa), se encontram recolhidos em prisão domiciliar.
Print de informações do STJ apresentadas no Jornal do Almoço / NSC TV
As supostas irregularidades com a revelação de novos números, apontam um alto volume de propina repassado aos envolvidos, a partir de contratos de lixo e iluminação pública, e que deixam Lages como um dos principais pilares de desvios de dinheiro público, naquele que está sendo considerado o maior esquema de corrupção de Santa Catarina.
A cada revelação, os comentários revelam um sentimento de vergonha entre os lageanos. Apontam, que isso vem acontecendo pela crença na linguagem dos “coronéis” do voto, e que sempre conseguem ser eleitos. Aliás, as próximas eleições municipais prometem.
Print de informações do STJ apresentadas no Jornal do Almoço / NSC TV
Por fim, apesar de tudo, a administração ainda mantém o contrato e o serviços de recolhimento de lixo, com a empresa supostamente envolvida. Além disso, a gestão municipal, conduzida pelo vice Juliano Polese (PP), procura dar prosseguimento às ações, de forma mais natural possível.
No entanto, o clima na Prefeitura e na cidade, fomentado pela CPI da Semasa, na Câmara de Vereadores, é de total vergonha.
No Sul do Estado
O mesmo sentimento de vergonha deve estar atingindo a comunidade de Tubarão, no Sul do Estado, pelos mesmos motivos, com o possível envolvimento na Operação Mensageiro, com recebimento de altas somas em propina, com acusação dirigida ao prefeito Joarez Ponticelli, ao vice, Caio Tokarski, e a outro agente público, Darlan Mendes da Silva.
Pessoas agora marcadas e que a qualquer momento poderão ser responsabilizadas e se tornarem rés. As notícias, sempre que reportadas na mídia, causam efeitos negativos em meio à sociedade. O jeito será aguardar pelas decisões da Justiça, e, no próximo pleito, procurar construir candidaturas ilibadas e deixar para trás a mancha que tem colocado as administrações dos municípios arrolados em total desconfiança.
O prefeito de Turbarão, Juarez Ponticelli (PP), e o vice, Caio Tokarski (União Brasil), foram alvos da terceira fase da Operação Mensageiro, e foram presos preventivamente. Outros seis prefeitos já estão há mais tempo encarcerados. Entre eles, Antonio Ceron (PSD), de Lages.
Na Região Sul do Estado, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumprem dois mandados de prisões preventivas e oito mandados de busca e apreensão.
A Operação Mensageiro apura suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.
As novas ordens judiciais expedidas pelo TJSC estão sendo cumpridas no Sul do Estado e foram expedidas depois da análise dos depoimentos de testemunhas, dos investigados e das provas coletadas na primeira fase, que ocorreu em 6 de dezembro do ano passado.
Até agora
Ao todo até agora já foram cumpridos 121 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão – todos seguem presos preventivamente. A apuração ainda corre em segredo de justiça, por determinação legal, mas, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social – Correspondente Regional em Criciúma