Luta por investimentos nas rodovias federais em SC

 Lages e suas entidades representativas não vão se furtar em apoiar a causa para melhores condições das rodovias federais que cortam a Serra Catarinense, em especial as BRs 282 e 116.

Nesta segunda-feira (13), em evento híbrido, empresários, líderes políticos e representantes de entidades na Associação Comercial e Industrial de Lages – ACIL, discutiram a problemática.

 A ação é uma parceria da FIESC com o Grupo ND. Na ocasião, o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, apresentou dados relacionados à visão da entidade sobre a logística catarinense.

Já o vice-presidente da FIESC na Serra Catarinense, Israel Marcon, destaca a iniciativa do evento que marca esses pontos para a sociedade e pede que os catarinenses ajudem a cumprir a meta de duas milhões de assinaturas no abaixo-assinado digital que reivindica maiores e melhores aplicações de recursos no estado.

No levantamento da FIESC, em uma década, foi gerado um custo social de cerca de R$ 1,8 bilhão utilizado em acidentes. Um recurso que está justificando a cobrança por investimentos que garantam eficiência e segurança nas rodovias.

Fotos: Jonatan Mota – Assessoria FIESC Serra Catarinense

Terceiras pistas na BR 282

Sentindo que o projeto de duplicação da BR 282 não sairá do papel, a tempo da execução em seu governo, Carlos Moisés levou ao Ministério da Infraestrutura a proposta de investir R$ 50 milhões na construção de terceiras pistas, entre Lages e Florianópolis.

É. Segundo ele, a forma mais rápida para aliviar o forte trânsito de veículos e o número de acidentes, neste que ele considera um importante corredor logístico. O projeto deverá chegar à Assembleia Legislativa em breve.

A justificativa é a mesma usada para investimentos em outras rodovias federais no Estado, pois, quem anda nelas são os catarinenses.

Governo reserva recursos para as terceiras faixas na BR 282

É sabido que há muito tempo se pede a duplicação de toda a BR 282. Mas, como o projeto é difícil, surgiu a ideia da construção das terceiras pistas, o que está mais perto da possibilidade.

Diante disso, o governador Carlos Moisés publicou em suas redes sociais a informação de que seu governo reservou R$ 50 milhões para serem investidos nas terceiras faixas, assim que o Governo Federal apresentar o projeto de engenharia.

Disse ainda que, com mais este aporte, o governo de Santa Catarina chega ao total de R$ 515 milhões destinas às rodovias federais. Além disso, investiu mais de R$ 1,7 bilhão na infraestrutura estadual, e repassou cerca de R$ 3 bilhões aos municípios para a execução de obras.

BR-282 terá terceiras faixas nos pontos mais críticos

Muito distante de uma duplicação e uma das rodovias federais mais importantes de Santa Catarina, a BR-282 deve ganhar terceiras faixas nos pontos considerados mais críticos e onde há um registro de maior fluxo de veículos e acidentes, especialmente, entre o Litoral e a Serra Catarinense.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (16) pelo presidente da Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal, senador Dário Berger (MDB).

O parlamentar tratou sobre o assunto com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Santo Filho. A expectativa é de que as obras iniciem já no primeiro semestre de 2022.

Junto com a Infraestrutura

Reunião entre o Dnit e a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade será articulada pelo senador Dário Berger nos próximos dias, já que o governo estadual manifestou interesse em alocar recursos para agilizar a obra. O objetivo é acelerar os trâmites necessários para que os serviços iniciem o quanto antes.

Audiência Pública

A proposta também debatida em audiência pública no dia 14 de junho, em Lages, promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Empresarial de Lages (ACIL) e Ministério Público Federal (MPF).

No encontro, prestigiado pelo procurador da República, Nazareno Wolf, e pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Thiago Vieira, Berger se comprometeu em levar a pauta para Brasília e dar os encaminhamentos.

Foto: Divulgação / Fonte: DI Regional

Aporte de recursos estaduais nas rodovias federais de SC

Em audiência no Senado Federal nesta terça-feira, 17, o governador Carlos Moisés assegurou o uso de R$ 200 milhões nos lotes 1 e 2 da duplicação da BR-470 e se comprometeu a enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa (Alesc) para investir outros R$ 100 milhões nos lotes 3 e 4.

Com a proposta, os governos federal e estadual chegaram a um entendimento sobre o tema após mais de dois meses de impasse.

O governador Moisés voltará de Brasília com um acordo sobre o aporte de recursos estaduais nas obras das BRs 470, 280 e 163.

Mais R$ 100 milhões

Ao todo, serão aportados R$ 450 milhões do Governo do Estado nas rodovias federais. Além dos R$ 300 milhões para BR-470, mais R$ 100 serão investidos na BR-163 e R$ 50 milhões na BR-280. Segundo o governador, a intenção é que o convênio com o DNIT para o investimento seja assinado ainda este mês.

Fotos: Pedro França/Agência Senado

Ministro da Infraestrutura fala em R$ 200 mi para rodovias

A visita do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes em SC será produtiva e com anúncios importantes sobre as rodovias do Oeste.

Ministro Tarcísio Gomes (d) foi recebido pelo prefeito João Rodrigues, no aeroporto, nesta quinta, 24, à noite (Foto: Darci Debona)

O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, que chegou a Chapecó no início da noite desta quinta-feira (24), adiantou que o presidente Jair Bolsonaro irá trazer boas notícias, especialmente, para as estradas federais. Conforme disse o ministro em entrevista à imprensa, na manhã desta sexta-feira (25), existe a preocupação do Governo Federal com as rodovias não só do Oeste, mas de todo o Estado de Santa Catarina. O Ministro adiantou que o Presidente conversou com a equipe econômica e deverá trazer esperança ao empreendedorismo da Região. Aliás, não somente esperança, e sim praticidade.

Tarcísio Gomes ressaltou ainda de que já há contrato para a BR 282, 163 e a 158. Disse que, no tocante à 163, há recursos já determinados para que as obras sejam finalizadas até agosto, com terceiras pistas e pavimento de concreto, e que deverá amenizar e muito a trafegabilidade da região do Extremo Oeste, até a divisa com o Paraná. No tocante à BR 282, haverá também avanço no Oeste, com a construção de terceiras pistas e a duplicação nas travessias urbanas, e ainda com o prosseguimento dos estudos para as concessões de pedágios. Pelo menos R$ 200 milhões deverão ser anunciados de aporte federal para as estradas, de parte do Presidente.

Ferrogrão

Sobre a Ferrogrão, nada para agora, na Região. No Brasil, em outras estados, o projeto está bastante avançado. Para Santa Catarina, os projetos estão sendo prospectados, e, nos próximos 10 anos o Brasil deverá contar com uma estrutura de primeiro mundo. No Sul, o trabalho de recondicionamento está acontecendo, com a prospecção de ligar o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, devendo chegar ao terminal de Sumaré, em São Paulo. Há, no entanto, preocupação com a topografia do território catarinense e que irá tomar muitos recursos. “Será uma obra muito cara”, disse o Ministro, mas, que cedo ou tarde deverá ser concretizada. Enfim, a visita deverá trazer bons dividendos à infraestrutura regional.

Duplicação da BR 282: diálogos favorecem avanço do projeto

A proposta de duplicar a BR 282, principalmente do trecho Lages/Florianópolis ganhou nova esperança, a partir do diálogo entre os integrantes do Fórum Parlamentar Catarinense e o Governo de Santa Catarina, nesta última segunda-feira (7). Do encontro, a bandeira levantada pelo próprio governador Carlos Moisés, para que sejam buscadas outras fontes de receitas que viabilizem a concessão, tem amplo sentido. O que não se quer é onerar os usuários com altos pedágios. Ainda não se tem um formato, mas que pode ser oriundo de subsídios federais e estaduais. Além disso, está formada uma espécie de aliança com os parlamentares, para que se unam em torno do projeto, pensando somente nos que precisam trafegar pela rodovia, e que hoje são penalizados pela pista simples, e de difícil ultrapassagem.

Está certo o Governador. A duplicação é necessária e precisa de trabalho e união para que se torne realidade. Para tanto há necessidade de que sejam superados os empecilhos para que a concessão se torne realidade. Sabidamente, os investimentos são bastante elevados, mas, com diálogos desse nível, a exemplo deste feito com o Fórum Parlamentar, precisam avançar também com a forças representativas dos segmentos interessados, caso das classes produtivas, e até mesmo ligada ao transporte rodoviário, além, é claro, com as empresas concessionárias. O importante é de que se chegue à melhor alternativa. E isso para já, sem que se espere por mais tempo.

Estudos precisam também ter início. Como bem disse Carlos Moisés será preciso ter em mãos a modelagem de concessão para que o projeto da duplicação se viabilize. Os parlamentares terão papel preponderante na inserção e aporte de recursos para as rodovias federais no Estado. E nem entro aqui na discussão política a partir da ausência dos senadores Jorginho Mello (PL) e de Dário Berger (MDB). Enfim, a partir dessa nova discussão, espera-se que o assunto volte à pauta, como disse, entre as esferas interessadas, e que se tenha rapidamente uma proposição viável que possa avançar, o quanto antes. Enquanto isso, sobre a duplicação da BR 116, pouco tem se falado. Hora também da retomada.

Foto: Julho Cavalheiro/Secom

Governador sugere união pela duplicação da BR 282

Em reunião com o Fórum Parlamentar Catarinense na manhã desta segunda-feira, 7, o governador Carlos Moisés levantou a bandeira da duplicação da BR-282.

Ele propôs a busca de outras fontes de receitas para viabilizar a concessão em um formato que não onere excessivamente os usuários da rodovia, possivelmente com subsídios federais e estaduais.

Atualmente, o empecilho que inviabiliza a concessão é a necessidade de investimentos elevados, o que tornaria o pedágio excessivamente alto. A proposta apresentada pelo governador busca solucionar esse entrave.

Veja no vídeo abaixo o que disse Carlos Moises sobre a reunião: