Enquanto a FECAM, entre outras autoridades políticas, tentam barrar o edital de concessão da BR 101 para instalação de praças de pedágios, entre Paulo Lopes e São João do Sul, em cerca de 220 quilômetros, com o argumento de que há irregularidades, pendências e complicações, a FIESC pensa diferente.

A entidade empresarial acredita que o movimento contra a proposta de concessão do trecho sul da BR-101 pode ser prejudicial para os catarinenses. Segundo analisa, uma ação judicial adiará ainda mais os investimentos na segurança, integridade e fluidez do eixo.
Para a entidade, a estrada ruim é sinônimo de óbitos, aumento dos custos logísticos, danos ao meio ambiente, além de perda da competitividade, pois, a justiça não é uma alternativa célere. Portanto, a atitude é temporalmente inoportuna.
Por fim, dentro da FIESC, o pensamento é de que é preciso haver uma reflexão sobre os reais benefícios do gesto, considerando a complexidade do tema, que é estratégico para o desenvolvimento socioeconômico do Estado e para o futuro da BR-101.
Leilão no dia 21
Conforme o Ministério da Infraestrutura, o leilão do trecho sul da BR-101 será realizado no dia 21 de fevereiro, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
No total, 220 quilômetros serão concedidos entre os municípios de Paulo Lopes/SC e São João do Sul/SC – divisa do estado com o Rio Grande do Sul. O vencedor do leilão terá o direito de administrar a rodovia por 30 anos. É exatamente isso que a FECAM quer impedir.
Foto: divulgação DNIT