Governo de SC registra alta na arrecadação em 2018

O novo governo de Santa Catarine teve uma boa notícia já nos primeiros dias de gestão. A informação vem da Secretaria de Estado da Fazenda, divulgada nesta terça-feira, 15, dando conta de que o resultado da arrecadação de impostos de 2018 aumentou.

A receita corrente bruta de ICMS, IPVA, ITCMD e demais taxas estaduais foi de R$ 26,1 bilhões, alta de 13,3% em relação ao ano anterior. O maior tributo arrecadado foi o ICMS com R$ 19,4 bilhões, um crescimento real de 13% em relação a 2017.

Foi batido o recorde de arrecadação em novembro, com R$ 2,3 bilhões, alta de 17,1% em relação ao mesmo período de 2017.

Setores

Em 2018, os setores que apresentaram maior crescimento no recolhimento de ICMS foram: Redes de Lojas (29,3%), Automação Comercial (22,7%), Automóveis (17,5%) e Transportes (12,5%).

No entanto, três setores apresentaram queda na arrecadação: Embalagens e Descartáveis (-0,5%), Comunicações (-5,23%) e Agronegócio (-14,4%).

A queda no Agronegócio é principalmente em decorrência dos 11 dias de paralisação dos caminhoneiros, no primeiro semestre do ano passado.

Foto ilustrativa

Prefeitura de Lages mantém equilíbrio orçamentário

A análise da Secretaria da Administração e Fazenda de Lages ressalta que, apesar dos entraves e contrariedades econômicas em nível de Brasil, o Município tem feito despesas e investimentos em conformidade ao orçamento.

Isso, mesmo levando em conta o fato de que o país parou de crescer nos últimos dois anos, e teve uma tímida retomada do fôlego a partir dos meses de setembro e outubro deste ano.

Serviços e compras emergenciais e/ou permanentes são custeados incessantemente pela Prefeitura, com a finalidade de atender a complexidade de um município com praticamente 160 mil habitantes.

A arrecadação tributária de Lages está estabilizada, parou de cair, mas ainda não consegue força para retomar o crescimento.

Conforme o secretário de Finanças, Antonio Arruda, está abaixo da inflação, já que a expectativa é de 4,5 a 5%. A receita, contudo, não acompanha a inflação, mas pelo menos deixou de cair. A tendência é de subida, nos próximos meses. Atualmente, a receita bruta gira em torno de R$ 45 milhões.

Folha

Os gastos com folha de pagamento dos funcionários seguem o orçamento e está na faixa de 44% de comprometimento. O Município está dentro daquilo que preceituam os atos contábeis e do que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) exige que seja feito.

Enxugamento

Em 2017, no início da atual administração, houve um grande enxugamento de capital humano na máquina em relação a 2016, quando o contingente reduziu em 10%, principalmente nos cargos comissionados, com 150 a menos, e haverá outro agora em 2019 em relação a este ano corrente, de acordo com a capacidade de pagamento, inserindo a folha – que é hoje o maior percentual – na realidade financeira do Município.

Gastos e investimentos

Atualmente, a totalidade dos recursos financeiros arrecadados é gasta pelo Município, em despesas com folha de pagamento de servidores, execução de serviços e obras, compras de produtos e serviços, a exemplo de clínicas.

Contas a pagar

Ainda restam algumas contas a pagar – parte pequena da administração anterior e outra desta. A dívida de curto prazo é de R$ 24 milhões, significa ser próximo a uma receita. Já a dívida de longo prazo é de R$ 50 milhões, envolve precatórios e investimentos com dez, 15, 20 anos. 

R$ 400 milhões para receber

Pouca gente sabe que tem quem deva para a prefeitura, a fonte de origem de dinheiro para o atendimento às demandas da própria sociedade. O passivo de R$ 400 milhões diz respeito a impostos municipais e transferências, por pessoas físicas e jurídicas.

Estas dívidas estão ajuizadas e ao longo do tempo são executadas na medida em que as ações judiciais vão se aproximando do seu final. A expectativa é de que este ano, com a movimentação de mais ou menos três mil processos, a receita tenha um adicional em 2019, proveniente destas execuções.

R$ 9 milhões de IPTU

Sobre o IPTU deste ano foram lançados R$ 22 milhões e recebidos R$ 13 milhões. A última parcela vence dia 30 de novembro. Este ano não foi feita edição do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), como ocorreu em 2017, para negociação de pendências de impostos.

Fotos: Toninho Vieira

Em Lages a campanha do Refis continua

Estive conversando rapidamente com o secretário de Administração e Finanças, Antonio Arruda, sobre a arrecadação alcançada pelo Programa de Recuperação Fiscal (Refis). Segundo ele, ainda está abaixo do esperado.

Até agora, início de novembro, ao todo são R$ 7,2 milhões de contas atrasadas pagas. Desse montante, R$ 3,7 foram pagos á vista, e R$ 3,5 entram na cota das dívidas parceladas, em até 36 parcelas.

O Programa está agora na segunda etapa, e se encerra no dia 30 de novembro, e ainda com boas condições de negociações, com 90% de amortização nos juros e demais correções. A última segue até 15 de dezembro, com 80%.

A Prefeitura de Lages tem R$ 400 milhões atrasados a receber de contribuintes. 

Governo quer incrementar a arrecadação

Com o objetivo de incrementar a arrecadação, o Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa a Medida Provisória nº 2012 de 5 de julho de 2017, que institui o Programa Catarinense de Recuperação Fiscal (Prefis-SC). O objetivo é regularizar débitos tributários de ICMS.

O Prefis-SC abrange débitos com fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2016, que terão redução de multa e juros.

A redução se aplica inclusive na hipótese de pagamento parcial do débito, caso em que o benefício somente alcançará os valores recolhidos. A adesão ao Prefis-SC deverá ser efetuada eletronicamente no Portal da SEF. (Mais detalhes aqui)

Dados da arrecadação da rodoviária não fecham

É o que está dizendo o vereador Gerson, que indaga o Executivo de Lages sobre os valores apresentados na resposta ao pedido de informação sobre os detalhes de arrecadação do Terminal Rodoviário Dom Honorato Piazzera.

rodoviária

O questionando sobre os contratos realizados junto à rodoviária, teve como base o período de 2013 até 2016, e quantos e quais os contratos de prestação serviço foram realizados através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Públicos junto ao Terminal.

Conforme o vereador, os mesmos dados apresentados não conferem com os valores publicados no Portal Transparência, bem como com os números da prestação de contas.

O valor da resposta dada pela prefeitura ao pedido apresenta uma diferença de R$ 732.000,00 superior ao que esta disponível no portal Transparência.

O vereador pede para que sejam conciliados os valores, e informados devidamente o porquê das diferenças (entre prestação de contas e resposta ao pedido de informação) nas arrecadações apresentadas de janeiro de 2013 até a presente data.

Foto: Divulgação

Quanto arrecada o terminal rodoviário?

O questionamento partiu do vereador Gerson Omar dos Santos. Através de pedido de informações ele quer saber sobre a receita arrecadada junto ao Terminal Rodoviário Dom Hornorato Piazera de Lages.

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As questões abrangem os valores arrecadados de janeiro de 2012 até a presente data?   Além do montante total, discriminar os valores arrecadados por ano, de forma individualizada por fontes de receita.

Por outro lado, até hoje sequer foi ventilada a possibilidade de um dia revitalizar o Terminal, por completo. Essa questão é minha.    (Foto: Divulgação) 

O reflexo da crise nacional em Lages

Foi basicamente essa a conversa do prefeito interino Toni Duarte com o seu colegiado na manhã desta quinta-feira (11), junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda.

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Na pauta, a preocupação com o momento delicado em que o país está passando, e, segundo Toni, acaba se refletindo nos municípios.

Para o prefeito, é preciso o enxugamento de gastos e ter criatividade para enfrentar a crise, de cabeça erguida, sem vender sonhos.

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Para deixar a situação bem clara, o secretário da Fazenda, Mateus Lunardi apresentou um quadro nada favorável diante da atual crise financeira vivenciada no país, com dados que apontam queda na arrecadação.

(Foto: Marcio Avila)

Palmeira faz as contas e projeta aumento da receita

Visando atualização quanto a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Orçamentária Anual, a administração de Palmeira, na Serra Catarinense tratou de debater sobre os embaraços dessas leis, durante Seminário, nesta quinta-feira (5).

Palmeira4Toda a discussão feita em conjunto, ou seja, com autoridades e comunidade.

O Município está se preparando para o possível aumento da arrecadação a partir do ano que vem, podendo chegar a R$ 14 milhões. Atualmente, o faturamento está próximo dos R$ 6 milhões, bem abaixo da média.

Se, tudo correr conforme as previsões, acontecem também maiores investimentos em setores prioritários do Município.

(Informações e foto: Oneres Lopes)