Cannabis medicinal: a urgência que o governo insiste em adiar

Em sessão plenária da semana passada expôs uma realidade que há tempos incomoda quem acompanha de perto as políticas de saúde pública: a lentidão do governo federal em regulamentar o uso da cannabis medicinal pelo SUS. O prazo, que já era apertado, foi novamente prorrogado por mais 180 dias, e, enquanto isso, milhares de pacientes continuam reféns de altos custos e da incerteza.

Deputados aliados do governo criticam

O deputado Padre Pedro Baldissera (PT) foi direto ao ponto: “a morosidade não é boa para os pacientes”. Tem razão. Em muitos casos, a cannabis não é luxo nem modismo, é alívio e qualidade de vida. Santa Catarina já deu o exemplo, regulamentando o uso medicinal em nível estadual, mas o que se espera é que o país todo siga o mesmo caminho, com segurança e empatia.

Até mesmo Padre Pedro (PT), da base aliada do Governo Federal, critiva. Pois, enquanto o país posterga a regulamentação, pacientes continuam sofrendo com custos altos e falta de acesso a um tratamento que poderia aliviar suas dores / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Já o deputado Marquito (Psol) também tocou num ponto essencial: as associações que hoje ajudam pacientes não podem ser esquecidas ou empurradas para a ilegalidade. Elas preenchem, com solidariedade, o vazio deixado pela falta de regulamentação federal.

Outubro Rosa

Entre críticas e elogios, a sessão também celebrou boas notícias: o Outubro Rosa e a ampliação da faixa etária para exames preventivos de câncer de mama, uma medida que salva vidas e precisa ser celebrada. Mas fica o contraste: enquanto uma política avança com sensibilidade e foco na prevenção, outra emperra em burocracia. E, nesse atraso, quem mais sofre é quem já carrega o peso da dor e da espera.

Técnicos da Anvisa recomendam uso emergencial das vacinas

As vacinas de Oxford desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e a Coronavac foram aprovadas para uso emergencial recomendado pela área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da Anvisa de 17/1/2021Reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da Anvisa de 17/1/2021

A Anvisa confirmou a eficácia global do imunizante em 70,42%, validando estudo publicado no início de dezembro pela revista científica The Lancet. A eficácia mede a taxa de sucesso na prevenção da covid-19 comparada a quem recebeu placebo (medicamento inócuo).

Assim como no caso da CoronaVac, os técnicos da Anvisa recomendaram o monitoramento de incertezas e a reavaliação periódica da vacina de Oxford.

Assim, a população passa a ter acesso aos imunizantes. O programa nacional de vacinação está considerado pronto para ser ativado. Um momento histórico para o Brasil, na luta pela superação dessa pandemia.

No aguardo da autorização emergencial para uso de vacinas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou às 10 horas deste domingo, 17, através da diretoria colegiada do órgão a discussão para decidir sobre os pedidos de autorização para uso emergencial de vacinas.

O Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a Fundação Oswaldo Cru (Fiocruz), parceira do consórcio Astrazeneca/Oxford, entraram com requerimentos de autorização em caráter emergencial para suas vacinas.

Em caso de aprovação

O Ministério da Saúde afirmou que caso haja aprovação da Anvisa o início da vacinação pode ocorrer até cinco dias depois. A perspectiva apresentada pelos representantes do órgão é de que o processo possa começar no dia 20 ou 21 de janeiro.

Uso emergencial

Segundo norma da Anvisa, a autorização para uso emergencial envolve uma série de exigências. Os imunizantes não podem ser usados em massa nem comercializados, mas para públicos específicos. Para receber a permissão, a vacina tem que ter estudo clínico na Fase 3 no Brasil.

Acompanhe aqui, ao vivo a transmissão da reunião da Anvisa.

Anvisa vai conceder autorização temporária às vacinas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta quinta-feira conceder autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19 e estabeleceu regras para que empresas solicitem a autorização.

Na prática, a medida abre caminho para que empresas possam fazer esse pedido de emergência.  Porém, até agora, a agência ainda não recebeu nenhum pedido de uso emergencial e nem pedido de registro de vacinas. Ela também reforçou que esse pedido deve ser feito pela empresa. (Fonte: G1)

Coruja alerta para a venda de remédios falsos

Embora seja um deputado estadual, o médico Fernando Coruja (PMDB/SC), ocupou a tribuna na Assembleia Legislativa para chamar atenção sobre a comercialização de remédios falsificados no Brasil.

Muitos vendidos em feiras, pela internet, em bancas de ambulante, e até mesmo nas farmácias.

remédios coruja

Conforme lembra, a partir de relatório da Organização Mundial da Saúde, pelo menos 19% dos remédios comercializados no país e que vêm do Paraguai, China e Índia, são ilegais. São em média 20 remédios falsos em cada lote de 100.

O pior nisso tudo, é que boa parte dos medicamentos falsos não usados em tratamento contra o câncer, nas quimioterapias, em que não é possível o profissional da saúde, analisar o conteúdo da substância.

Coruja ainda cita, como médico, a série de produtos manipulados e vendidos sem rótulos como suplementos alimentares vendidos em academias.

Ele também citou a RDC 54/2013, da Anvisa, que deve ser promulgada em dezembro obrigando a rastreabilidade dos remédios, desde a fabricação até o consumidor final.

Aliás, gostaria que a classe médica também se pronunciasse com relação a medicamentos vitamínicos, ditos como milagrosos em disfunções entre outros benefícios, muito bem divulgados através dos veículos de comunicação.

Informações e foto: Luci franceschini