PSL “desmorona” em SC

O Partido Social Liberal, apesar de ainda novo, vive uma enorme crise interna, em Santa Catarina. Está desmoronando, e perto de sucumbir. Esta é a minha visão.

O Partido está fragmentado e sem unidade. Nem mesmo os deputados estaduais, eleitos pela sigla, comungam com seus líderes . Aliás, líderes estes, também contaminados por suspeição em irregularidades dentro do Governo do Estado.

Lucas Esmeraldino foi terceiro candidato ao Senado mais votado em 2018 /Foto: Tiago Ghizoni/Diário Catarinense)

Neste domingo (24), o anúncio de Lucas Esmeraldino, de que deixou o PSL, acentuou ainda mais a crise, com o agravante de que o Partido está mesmo à deriva, perdido, sem saber para que lado vai.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Lucas Esmeraldino, postou no seu Facebook, neste domingo (24), uma nota em que ele justifica e se despede do PSL. Porém, ainda permanece no Governo.

Por outro lado, circula a informação de que a permanência dele no Governo é incerta. Podendo ser exonerado ou deixar o cargo por vontade própria nos próximos dias. Esmeraldino é alinhado com o presidente Jair Bolsonaro, e seu destino político deverá ser mesmo o Aliança pelo Brasil..

Aliás, um Governo cada vez mais isolado, sem a força do Partido e dos deputados estaduais eleitos. Um Governo, que inclusive, está desacreditado pela maioria de seu povo.

Não há candidaturas do Aliança pelo Brasil em Lages

Com relação a reportagens que veicularam na mídia lageana, de pessoas alegando serem lideranças do Aliança ou até mesmo pré-candidatos a prefeito, os responsáveis pelo Partido no Município disseram que essa iniciativa não passou de atitude eleitoreira.

A intenção delas foi oportunista de angariar capital político colando seu nome ao do presidente Jair Bolsonaro ou Partido Aliança pelo Brasil, aproveitando o fato de que a maior parte da imprensa não possuía informações relevantes para detectar o caráter oportunista dessas pessoas.

Disseram mais. Que as “alegações” publicadas de forma equivocada geraram manchetes que desmotivaram as pessoas de se aliarem junto à causa do Presidente do Brasil.

Portanto, não tendo sua homologação para as eleições de 2020, aqui em Lages a organização do Aliança não encontrou até agora um nome que se alinhe à verdadeira ideologia bolsonariana.

Conforme a declaração do Presidente Bolsonaro, como seu partido não foi homologado, não terá envolvimento dele com as eleições municipais, com exceção da prefeitura de Belo Horizonte.

Organização em Lages

Segundo organização legal da equipe nacional, existem dois nomes em Lages que são responsáveis: Francisco Ramos e Samuel Augusto.

Veja na Lista, pela coleta de assinaturas para levar as mesmas junto ao TRE de Lages. Esta lista foi elaborada sob anuência da dra. Karina de Paula Kufa advogada e representante legal do partido Aliança pelo Brasil.

Difícil participação do partido nas eleições municipais

Como ainda não foi possível a homologação do Partido Aliança pelo Brasil, pois, são necessárias 492 mil fichas aptas aprovadas pelo TSE, dificilmente a sigla terá participação nestas eleições municipais. Ainda mais que o processo de filiações está prejudicado pela paralisação temporária.

Formação do Diretório em SC

Em Santa Catarina sob acompanhamento e organização de deputados federais, vice-governadora e deputados estaduais atuantes em seus mandatos, a meta é de 18 mil para a constituição do diretório estadual do Aliança. O partido tem como representante único do Aliança, o Presidente Jair Messias Bolsonaro.

Partido Aliança pelo Brasil

A política nacional ganha um novo capítulo na manhã desta quinta-feira (21), com o lançamento do partido Aliança pelo Brasil. O evento acontece em Brasília, em um hotel perto do Palácio da Alvorada, e com a participação do presidente Jair Bolsonaro.

Na semana passada, Bolsonaro anunciou a saída do PSL, partido pelo qual foi eleito, e a criação de outra legenda, a Aliança pelo Brasil. Ontem, Bolsonaro assinou sua desfiliação do partido.

Importante lembrar de que, para ser registrado oficialmente e poder disputar eleições, ainda será necessária a coleta de 500 mil assinaturas, em pelo menos nove estados. As rubricas precisam ser validadas, uma a uma, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O prazo para que o partido seja registrado no TSE a tempo de disputar as eleições municipais de 2020 é apertado, termina em março do ano que vem. A expectativa é de que o presidente da República possa ser o principal fator de mobilização para a coleta de assinaturas.

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Está criado o Aliança pelo Brasil

A saída presidente Jair Bolsonaro do PSL e o anúncio da criação da Aliança pelo Brasil cria uma situação totalmente nova no Brasil, e mexe com a política. Afinal, a proposta chega às vésperas das eleições municipais, e ainda não se sabe qual será a influência direta.

O certo é que um novo partido está nascendo: o Aliança pelo Brasil. Bem no estilo do Presidente. As razões, todos sabem, foram os problemas ocorridos dentro do PSL.

A verdade é que a movimentação para aderir ao novo Partido, já começou e deverá começar a ganhar corpo em todo o território.

Em Santa Catarina, no caso do governador Carlos Moisés, nada se ventila pela troca. Ainda mais que ele não está assim tão sintonizado com o Presidente.

Em Lages, nada se sabe ainda. É cedo. Mas, certamente terá impacto já nas eleições de 2020.

Foto: Agência Brasil