Lei Magnitsky nos EUA atinge o ministro Alexandre de Moraes

O governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, legislação que permite punições a autoridades estrangeiras envolvidas em corrupção ou violações de direitos humanos.

A medida torna-se uma virada diplomática surpreendente. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a integrar a lista de indivíduos sancionados pelos Estados Unidos por meio da Lei Global Magnitsky.

A legislação, que permite punições contra estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves dos direitos humanos, sinaliza um novo momento nas relações exteriores do Brasil, e lança luz sobre o debate interno sobre limites institucionais e garantias democráticas.

Contexto das sanções

O Departamento do Tesouro dos EUA afirma que Moraes teria autorizado prisões arbitrárias, repressões à liberdade de expressão e uma perseguição política contra brasileiros e cidadãos americanos. Embora essas alegações sejam controversas e negadas por apoiadores do ministro, elas foram suficientes para que os EUA o incluíssem em uma lista que já abrange líderes autoritários e oligarcas acusados de abuso de poder.

As sanções incluem:

Congelamento de bens e ativos sob jurisdição americana;

Proibição de entrada nos EUA para Moraes e seus familiares;

Bloqueio de serviços digitais vinculados a empresas como Microsoft e Google;

Impedimento de transações financeiras com bancos norte-americanos.

Impeachment de Moraes: Pacheco fala em prudência

Como se sabe, um grupo de parlamentares no Senado e na Câmara se mobilizou para pedir a abertura de um processo de impedimento de Moraes depois da publicação de uma série de reportagens do jornal Folha de S. Paulo, que mostrou a troca de mensagens entre assessores do ministro no STF e o setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral quando ele presidia o TSE.

As informações colhidas pelo TSE teriam sido abusivas, segundo os parlamentares, e abastecido inquéritos contra os invasores das sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Por sua vez, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse na sexta-feira (23) que vai agir com muita prudência para avaliar eventual pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco / Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Ao falar a jornalistas em Belo Horizonte, após receber homenagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Pacheco disse que a questão não pode ser pautada em “lacração de rede social, em engajamento de rede social, no desequilíbrio e em medidas de ruptura”. Fonte: Agência Senado

Futuro do senador Jorge Seif nas mãos dos ministros do TSE

É de se imaginar o desgaste psicológico que vem vivendo o senador catarinense Jorge Seif (PL/SC), em razão do processo que pode leva-lo à perda do mandato. Será nesta terça-feira (30), o julgamento do recurso impetrado pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil), por abuso de poder econômico nas eleições de 2022, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste mesmo processo estão arrolados também o dono da Havan, Luciano Hang e os dois suplentes de Seif.

O julgamento será presidido pelo ministro Alexandre de Moraes / Foto: Alberto Ruy/Secom/TSE

A sessão está marcada para começar às 19h, com a retomada da leitura do relatório e posterior voto, de parte do relator Floriano Azevedo Marques. Votarão em seguida André Ramos Tavares, Maria Isabel Diniz, Raul Araújo e os ministros Kássio Nunes Marques, Carmen Lúcia e Alexandre de Moraes. Vale lembrar que a acusação, a defesa e o Ministério Público Eleitoral, já se manifestaram.

Por outro lado, há outros interesses em jogo. O ex-governador Raimundo Colombo (PSD), principal parte interessada no resultado do julgamento, poderá ser beneficiado herdando o cargo, em caso de cassação de Jorge Seif. Colombo foi o segundo colocado no pleito.

Relatório

Relator do recurso no TSE, o ministro Floriano de Azevedo Marques que leu parte do relatório em outra ocasião, elencou as três supostas ilegalidades, assinaladas pela coligação adversária, que teriam sido cometidas pelo então candidato ao Senado Jorge Seif e correligionários nas Eleições 2022.

Senador Jorge Seif / Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A primeira delas teria sido a cessão de uso, que configuraria doação irregular, de um helicóptero de propriedade de Osni Cipriani para deslocamentos do então candidato Jorge Seif para participar de eventos da campanha eleitoral pelo estado.

Outro fato trazido na Aije diz respeito ao uso da estrutura material e pessoal das Lojas Havan, do empresário Luciano Hang, em favor de Jorge Seif. Entre as irregularidades, estariam o usufruto de transporte aéreo, dos canais oficiais da empresa para veiculação de campanha eleitoral, de uma sala de gravação para lives, vídeos para redes sociais e o envolvimento de funcionários da empresa na promoção da campanha do candidato.

Por fim, o ministro apontou, no relatório, que a coligação informou suposto financiamento de propaganda eleitoral por entidade sindical, por meio de participação na 21ª Semana de Indústria Calçadista Catarinense, no município de São João Batista (SC), evento promovido pelo Sindicato das Indústrias de Calçados da localidade.

Ministério Público Eleitoral

Após a apresentação do relatório e das sustentações orais pelos advogados de acusação e defesa, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, apresentou o parecer do Ministério Público Eleitoral.

Ele apontou que os fatos narrados na ação demonstram, claramente, a vinculação entre o candidato Jorge Seif e o empresário Luciano Hang. Depois disse o julgamento foi suspenso por ordem do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes. (Fonte: TSE)

Suspenso mais uma vez o julgamento do senador Seif

Novamente o julgamento que pode levar à cassação do senador Jorge Seif (PL/SC) foi adiado. Se isso quer dizer algo favorável, não sei. Seja como for, desta vez, a causa do adiamento se deveu à ausência do relator, o ministro Floriano Azevedo Marques.

Senador Jorge Seif durante pronunciamento, junto à bancada, Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Segundo informações, não pode comparecer por problemas de doença na família. A Sessão aconteceria na noite desta terça-feira (16), e até foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião foi apenas lida e aprovada a ata da sessão anterior, e em seguida comunicou o adiamento.

Porém, não se teve a informação de uma nova data para a continuidade de julgamento. Lembro que o primeiro julgamento estava marcado para o dia 4 de abril, quando foi suspenso.

O senador Jorge Seif está sendo acusado de suposto abuso de poder econômico no pleito de 2022. A acusação partiu da coligação Bora Trabalhar, e que reúne os partidos do União Brasil, Patriota e PSD. O ex-governador Raimundo Colombo (PSD), segundo colocado nas eleições passadas, é o principal interessado no processo.

Pleito de 2024 terá influência da minirreforma eleitoral

Sempre que surge algum tipo de proposição envolvendo o processo eleitoral, há se dar atenção. Algo é buscado, e sabe-se lá qual o juízo de valor. Seja como for, o processo anda conforme o ritmo de outros no Brasil, ou seja, às pressas.

O tema debatido no TSE deverá ser votado já na semana que vem / Foto: Ascom TSE

Na terça-feira (29), o assunto foi tema no Tribunal Superior Eleitoral e os parlamentares que integram o Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados, criado justamente para propor uma minirreforma eleitoral com vistas às Eleições Municipais de 2024.

Uma curiosidade. Virá do presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes um esboço da intencionada minirreforma. Por outro lado, a roupagem da justificativa, tem o fato da necessidade de ajustar alguns pontos do atual sistema eleitoral brasileiro.

Entre os tais pontos, a regulamentação das candidaturas coletivas (mandatos compartilhados) e das chamadas “sobras de votos” do sistema proporcional, bem como, o aprimoramento da regra que permite a formação de federações partidárias; a simplificação da prestação de contas por agremiações e candidatos; a antecipação dos prazos de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral; e regras de financiamento das campanhas e de inelegibilidade, além da violência política contra a mulher.

Audiências para ouvir especialistas

Como a ideia para a construção do projeto tem a necessidade de ouvir especialistas, a Câmara dos Deputados já realizou nesta terça e quarta-feira (29 e 30), as primeiras ouvidorias para tratar do tema.

Por fim, um anteprojeto deverá ser apresentado e votado até o dia 6 de setembro, para que a Câmara e o Senado tenham, pelo menos, quatro semanas para apreciar e votar a matéria para que as mudanças possam valer em 2024. A minirreforma precisa ser sancionada até o dia 5 de outubro.

Oposição ao Governo pede prisão do ministro-chefe da GSI

O vazamento de imagens extremamente comprometedoras, envolvendo o acontecimento de 8 de janeiro. Os vídeos, agora, comprovam porque o Governo Federal estava tentando, de todas as formas, evitar a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

General Gonçalves Dias / Foto: Fátima Meira/Estadão Conteúdo).

Palavras de parlamentares que aguardavam o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para prestar esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública, no Congresso, constam dizeres que a casa caiu, e de que o impeachment do atual presidente Lula, é uma questão de tempo. Além disso, a oposição pede a prisão do general. Muito grave.

Nesta quarta-feira (19), o general Gonçalves Dias, acuado pelas revelações, apresentou atestado médico e não compareceu à Comissão de Justiça, e por fim, pediu demissão do cargo. Ele aparece nas imagens de forma complacente, em meio a invasores no Palácio do Planalto, durante os atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

Apoio à CPMI

Diante dos novos fatos revelados, até mesmo lideranças ligadas ao Governo Federal, decidiram apoiar a instalação da CPMI. É o caso do líder do governo na Câmara dos Deputados, o deputado federal José Guimarães.

Deputado federal José Guimarães / ) Bruno Spada/Câmara dos Deputados

As imagens do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Gonçalves Dias caminhando ao lado de dos vândalos no palácio denotam total conivência. A decisão marca uma mudança na postura dos articuladores do Planalto, que inicialmente tentavam esvaziar a formação do colegiado. No entanto, Guimarães diz que o governo vai apoiar o Congresso Nacional em prol de uma apuração “ampla, geral e irrestrita”: “Doa a quem doer”.

Está exposto um dos maiores escândalos da política recente, e justamente envolvendo o Governo Lula, logo no início do mandato. Nas redes sociais, as manifestações provocam a necessidade da instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os atos do dia 8 de janeiro, e esclarecer as ações e as omissões. Fatos que podem mudar toda a narrativa construída contra os manifestantes, presos às centenas naquele dia de janeiro.

STF torna réus 100 denunciados nos atos de 8 de Janeiro

Enquanto as cenas reveladas poderão criar um novo capítulo da história do 8 de janeiro, nesta quarta-feira (19), o Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a 6 votos de 10 para o recebimento das denúncias contra 100 envolvidos nos atos.

Ministro Alexandre de Moraes / STF / Foto: Ascom STF

O relator Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar, favorável ao recebimento das denúncias e para tornar os acusados réus no processo. Acompanharam o relator os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Com seis votos a favor no total de 10, o Supremo conseguiu maioria e resta agora Moraes analisar a manutenção da prisão dos acusados que ainda permanecem detidos. O julgamento se inicia no dia 25. Resta saber se algo poderá mudar agora, diante das novas revelações. (Fonte: Jovem Pan).

Lula e Alckmin estão diplomados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez a cerimônia de diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, no início da tarde desta segunda-feira (12), no plenário do TSE.

Alexandre de Moraes e Luiz Inácio Lula da Silva / Foto: Ueslei Marcelino

Cerca de 400 convidados estavam presentes, entre eles, parlamentares, ministros de tribunais superiores e representantes de governos estrangeiros. Os ex-presidentes José Sarney e Dilma Rousseff também participaram da cerimônia.

Depois da execução do Hino nacional, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, entregou os diplomas para Lula e Alckmin. Após receber o documento das mãos de Moraes, o presidente eleito discursou.

A diplomação é uma cerimônia organizada pela Justiça Eleitoral para formalizar a escolha dos eleitos nas eleições e marca do fim do processo eleitoral. Com o diploma eleitoral em mãos, os eleitos podem tomar posse no dia 1° de janeiro de 2023.

Recursos

Diplomados os candidatos eleitos, começam a contar os prazos previstos em lei para a interposição do Recurso Contra a Expedição de Diploma (Rced) e o ajuizamento da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime).

O prazo para a interposição do Rced é de três dias a contar da cerimônia de diplomação. Já o mandato do candidato eleito poderá ser impugnado perante a Justiça Eleitoral por meio da Aime em até 15 dias após a diplomação.

Fonte: Agência Brasil

Moraes alivia PP e Republicanos e exclui multa imposta ao PL

Ao acatar o pedido do Partido Progressistas e do Republicanos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, os excluiu do pagamento da imposta à coligação Pelo Bem do Brasil e determinou que o Partido Liberal terá de pagar à multa de R$ 22,9 milhões sozinho por ter acionado à Justiça por má-fé após pedir uma revisão do segundo turno presidencial.

No conteúdo da petição as agremiações disseram reconhecer o resultado das eleições.

Foto: Abdias Pinheiro (Ascom/TSE)