Novos subsídios ao agro do Plano Safra 24/25 são suspensos

Não entendo muito de economia, mas imagino o que poderá acontecer, já a partir desta sexta-feira (21), com a decisão do Governo Federal, em suspender as novas contratações de linhas de crédito rural subsidiadas pelo Tesouro Nacional.

Presidente Lula durante o lançamento do Plano Safra 2024/2025, no Palácio do Planalto, em julho do ano passado, tido como o maior Plano da história – Foto: Ricardo Stuckert / PR

Essa medida, segundo a justificativa, é uma resposta à alta da Selic e ao aumento significativo dos custos para manter os subsídios. A suspensão afeta principalmente pequenos produtores rurais, inclusive, da agricultura familiar, que dependem desses créditos para custear suas operações e investimentos.

A notícia pegou de surpresa um dos maiores setores da economia brasileira. Sendo assim, o setor que mais tem fomentado a economia do Brasil, e que tem um caráter essencial e de grande relevância, se vê agora, desamparado das linhas de crédito, ou seja, dos financiamentos com taxas mais baixas que as dos juros comuns. E aí que entra o Plano Safra, com a cobertura do governo, em forma de subsídio.

Impacto no campo

 Diante da decisão e cortar tais subsídios, por certo, o impacto será enorme em boa parte dos produtos que dependem de crédito, a fim de custear as operações, investimentos e expansão da produção agrícola. Na prática, os produtores terão que passar a pegar crédito a taxas mais altas para manter suas operações. Em suma, a produção de alimentos ficará mais cara, além do que já está.

Para se ter ideia, em 2024, foram R$ 400 bilhões destinados ao Plano Safra, o que representou um aumento de 10% em relação aos recursos programados no ano-safra anterior. Cortar gastos de uma máquina de governo extremamente inchada e onerosa, não se cogita.

Deputada Caroline De Toni alerta para o descontrole dos javalis

A deputada Caroline De Toni (PL/SC) faz menção bastante crítica aos retrocessos e a incompetência do governo Lula, e que estão colocando o Agro em risco. Ressalta o fato de os caçadores com suas licenças suspensas e com as restrições ao acesso a armas, a população de javalis está aumentando e os danos às lavouras também.

O alerta da deputada chama atenção para a ameaça que o animal representa para o agronegócio / Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Em 2025, mais de 1 milhão de javalis precisarão ser abatidos, ou os prejuízos serão incalculáveis. Argumenta, que os javalis, que podem viver até 20 anos, e tem capacidade de se reproduzem até duas vezes ao ano, podem dobrar sua população em apenas 12 meses, se não controlados.

A falta de ação do governo e a burocracia crescente são uma sentença para o Agro. Ciente que problema poderia se agravar, ainda em 2023, protocolou proposições (PL 4492/23, PDL 324/23 e PLP 108/23) para facilitar o controle dessa praga. Agora, a deputada pede urgência para que a Câmara coloque em pauta os Projetos de Lei. Segundo diz, “o Agro não pode pagar mais essa conta”!

Vice-governadora: “Mexeu com o agro, mexeu comigo!”

Em nota, a vice-governadora Daniela Reinehr afirmou ter recebido com perplexidade a notícia de que, durante um evento na Universidade do Estado de Santa Catarina, na última semana, foram proferidas palavras e ações com o nítido propósito de promover a difamação do agronegócio.

Segundo ela, no mesmo instante, pediu a apuração destas informações e a responsabilização dos envolvidos em falas ideológico-difamatórias que visam denegrir este segmento fundamental para a economia do nosso Estado e do país: o AGRO. “Não podemos permitir a subversão de valores e a doutrinação no âmbito estudantil, em qualquer que seja a sua esfera pedagógica, muito menos em uma universidade do Estado”, disse.

E mais, ressaltou que não se pode permitir que esse tipo se situação se repita. “Não podemos permitir que a Udesc se torne mais uma universidade pública ideologicamente poluída a ponto de assistirmos sua própria destruição”, completou.