Agropecuária de Lages em franco desenvolvimento

O setor agropecuário representa em torno de 6% do PIB de Lages, mas tem um potencial para atrair investimentos e se desenvolver de forma exponencial, haja vista que, de um território municipal de 2.638 quilômetros quadrados, ocupa apenas 260.861 hectares em atividades produtivas.

Dados da Gerência de Movimento Econômico, da Secretaria Municipal da Fazenda, ligada à Prefeitura de Lages, apontam para o Valor Adicionado (VA) da movimentação econômica do município referente às atividades do setor agropecuário, englobando a agricultura, pecuária e florestal, nos anos 2022 e 2023. O Valor Adicionado compreende toda a produção anual obtida da venda da produção agropecuária.

Os dados gerais do VA e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) relacionados ao ano de 2024 serão divulgados somente no fim de 2025. São valores declarados pelos produtores rurais, de um modo geral, os quais estão integrados aos 1.389 estabelecimentos rurais existentes em Lages. Este número engloba o total de propriedades rurais do município (Censo – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE 2010).

O valor do ICMS repassado pelo Estado ao município, decorrente da atividade agropecuária, em 2021, totalizou R$ 7.154.970,89 e, em 2022, R$ 7.996.045,44. Os dados gerais do Valor Adicionado e do ICMS referentes ao ano de 2024 serão divulgados apenas no fim deste ano.

Potencial agropecuário

Lages possui o maior território municipal do Estado de Santa Catarina, com 2.638 quilômetros quadrados, dos quais, 260.861 hectares ocupados com atividades agropecuárias (Censo Agropecuário 2010 – IBGE).

O maior número de propriedades rurais no município, cerca de mil, se enquadra na Agricultura Familiar. As médias e grandes propriedades (200 a 500 hectares) são, ao todo, 240 estabelecimentos rurais. Na lista de propriedades com mais de mil hectares, o Censo Agropecuário de 2010 registrou um total de 55. “

Do total de área plantada, em Lages, as culturas de maior ênfase são a soja (14.200 hectares) e o milho (3.700 hectares), com estimativa de produção de soja para esta safra 2024 – 2025 de 53.960 toneladas. Lages é o 14º município catarinense no ranking da produção de soja e milho. Já na produção de pinus (madeira) e moranguinho, é o segundo maior produtor (Fonte Observatório Agro – Epagri/Cepa).

Informações: Iran Rosa de Moraes / Fotos: Iran Rosa de Moraes e Toninho Vieira

Otacílio Costa se destaca pelo potencial agrícola

Na manhã de sexta-feira (21), a imprensa regional esteve em Otacílo Costa, a convite do prefeito Fabiano Baldessar, para conhecer o desenvolvimento local, dos setores industrial e madeireiro, entre outras vocações econômicas, caso da agricultura. São setores que estão impulsionado o agronegócio no município.

Segundo o prefeito, Otacílio Costa sempre teve grande representatividade na indústria e na madeira, mas é importante mostrar também a agricultura, um setor em ascensão. “O município tem terras férteis e produtores dedicados, o que abre portas para um futuro promissor”, destacou o prefeito Fabiano Baldessar de Souza.

Programação

A programação incluiu visitas a propriedades rurais de destaque, como a fazenda dos produtores Valcir Tortelli e Maurício Brunetton, na localidade de Casa Vermelha. Além disso, a comitiva conheceu as instalações da Copercampos, na comunidade de Vila Aparecida, onde está sendo realizado um projeto de expansão com um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões.

Produção de grãos

Atualmente, Otacílio Costa já se destaca na produção de soja, milho e moranga. Além disso, o município começa a expandir o cultivo de tomate, cebola e frutas vermelhas, explorando novas culturas que podem fortalecer ainda mais o setor agrícola local.

O agrônomo da Epagri, Murilo Nunes, enfatizou a importância da assistência técnica para o desenvolvimento do agronegócio no município. “O uso de novas tecnologias e boas práticas agrícolas tem sido fundamental para aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade das lavouras. Nosso papel é orientar os produtores para que consigam obter os melhores resultados”, explicou.

Informações e fotos: Sérgio Pinheiro

Governador alinha nomes do MDB no alto escalão

Na presença de jornalistas, na manhã desta terça-feira (18), o governador comunicou importantes adesões ao governo, que indicam a consolidação da aliança com o MDB. Se confirmou o nome do deputado federal Carlos Chiodini, na Secretaria de Agricultura, com amplos poderes para nomear também adjuntos e dirigentes da Epagri e Cidasc.

MDB se junta ao projeto do governo em definitivo / Foto: Roberto Zacarias/Secom-SC/Divulgação.

Ou seja, será um supersecretário, a exemplo do já instalado no governo, Jerry Comper, na Secretaria de Infraestrutura. No meio ambiente, Emerson Stein. O time ainda deverá se completar com a indicação de mais alguém para a comandar a Fesporte.

As novas indicações ligadas ao MDB, não deixam margem de dúvidas de que alinha com o partido, visando a reeleição para 2026. Na mesma ocasião, os jornalistas convidados puderam também acompanhar um resumo dos números das ações e das contas do governo até então, apresentados pelo secretário da Fazenda, Cléverson Siewert.

MDB ajusta maior participação no governo de Jorginho

O projeto para 2026 com o MDB e o governador Jorginho Mello se consolidou com avanço positivo nas proposições do partido aliado. O acordo foi selado em reunião durante a manhã desta quarta-feira (30), na Casa D’Agronômica.

Do MDB estiveram presentes os deputados estaduais e Carlos Chiodini, da esfera federal. Na decisão, o acerto para ocupar três importantes secretarias, ou seja, a manutenção da Infraestrutura, mais a da Agricultura e Pecuária, com chances de ser ocupada pelo deputado estadual Antídio Lunelli, e outra ainda a ser definida, podendo ser a de Assistência Social.

Em resumo, a consumação da nova parceria, tem influência direta com o projeto de reeleição de Jorginho Mello, e abre a perspectiva da presença efetiva do MDB na majoritária. Além disso, um aceno que amplia a bancada da Alesc, em prol das proposições do Executivo. Por fim, a questão da presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, é um assunto que deverá ser discutido internamente, entre os deputados.

Foto: Secom

Deputado alerta para crise no agronegócio da Região Serrana

Nesta quarta-feira, o deputado Lucas Neves (Podemos) apresentou dados alarmantes sobre a situação do agronegócio na Serra Catarinense.

Deputado solicita ação urgente para socorrer agricultores: prejuízos ultrapassam R$ 210 milhões na safra 2023/2024 / Foto: Agência AL

De acordo com um relatório das cooperativas Copercampos, Cooperplan, Copérdia e Cravil, nas cidades de Lages, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Correia Pinto, São José do Cerrito, Otacílio Costa, Palmeira e Bom Retiro, o setor deve enfrentar uma perda de faturamento de R$ 210 milhões na safra 2023/2024.

Lucas lembrou que os agricultores estão pedindo socorro. Estamos vivendo a pior crise dos últimos 25 anos em decorrência da chuva.

Média de chuva

Desde a safra de 1995/1996, a média de chuva na região é de 1899,81 mm. No entanto, na safra atual, a quantidade de chuva já ultrapassou os 2903,00 mm, representando um aumento de 1000 mm acima do normal.

Lucas Neves destacou que 70% das lavouras de milho, 40% das lavouras de feijão e 50% das lavouras de soja apresentam danos significativos.

El Niño

Especialistas dizem que esses problemas na Serra Catarinense e no estado gaúcho foram causados pelo El Niño. O fenômeno aquece as águas do oceano, mudando o clima e causando mais chuvas no Sul do Brasil.

Mais um deputado assume Secretaria no governo Moisés

Na mistura de “nova” e “velha” política, o governador acabou entendendo que a aproximação com os deputados estaduais vai além de um relacionamento entre eles, embora, importante.

Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro será o novo secretário de Estado da Educação

Ao incluir em seu alto escalão deputados, caso de Altair Silva (PP) na Secretaria de Estado da Agricultura, e agora Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro (MDB) na Secretaria de Estado da Educação, Carlos Moisés atende seus próprios interesses na gestão. Pois, Vampiro não é do segmento da educação.

Seja como for, Vampiro já está junto à Pasta tomando pé dos projetos e trocando informações com os servidores e as equipes de trabalho, embora ele ainda não tenha uma data confirmada para assumir o cargo oficialmente.

Quem é Luiz Fernando Vampiro

Natural de Criciúma, o futuro secretário tem 47 anos, formação em Direito e experiência em Gestão Pública.

Essa é a segunda vez que Luiz Fernando Vampiro ocupa o cargo de secretário de Estado. Entre janeiro de 2017 e março de 2018, esteve à frente da pasta de Infraestrutura. Antes, também foi secretário de Desenvolvimento Regional em Criciúma.

Foto: Agência Alesc

Cultivo de hortas caseiras

O secretário da Agricultura e Pesca, de Lages, Osvaldo Uncini não se preocupa somente com o interior. O homem tem o pensamento de agregar projetos que contemplem o campo e a cidade.Em maio agora, por exemplo, já está formatado o projeto Colheita Feliz – Hortas Comunitárias e Escolares. O lançamento piloto será no bairro Guarujá, em área anexa à Cozinha Comunitária.

O projeto também será desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, a qual receberá todo o apoio técnico para a reativação e implantação de hortas escolares.Uncini diz que o objetivo central do Colheita Feliz é incentivar as pessoas a cultivarem as suas próprias hortas. Promovendo-se o cultivo de hortas comunitárias e escolares, o secretário acredita que as crianças irão incentivar os pais a implantar uma horta caseira.

Fotos: Ary Barbosa de Jesus Filho

Parlamentares de unem a produtores de maçã

Em Brasília parlamentares entraram forte na defesa da produção de maçã, juntamente com produtores e a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).

Os deputados federais Valdir Colatto (PMDB-SC), Jerônimo Goergen (PP-RS) e Mauro Pereira (PMDB-RS); também estiveram, na última semana, em audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, para discutir os principais pleitos do segmento da maçã e sua importância socioeconômica.

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Dados apontam que a maçã gera 58 mil empregos diretos e outros 136 mil indiretos e movimenta 6 bilhões de reais.

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O que foi dito ao Ministro relata a importância da maçã para o país e as preocupações do setor, como o seguro agrícola de 2015/2016, no valor de 30 milhões que o governo não pagou, e além dos os registros de produtos fitossanitárias para a fruticultura que demoram para serem liberados pela Anvisa.

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A produção nacional

De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), o Brasil possui 4321 produtores de maçãs que cultivam 36 mil hectares da fruta, especialmente nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Em 2015, foram produzidos 1,27 milhões de toneladas de maçãs, o que coloca o Brasil entre os 12 maiores produtores do mundo.

Fotos: assessoria Valdir Colatto