As força das mulheres da Bancada Feminina na Alesc

A deputada Paulinha (Podemos), durante solenidade especial do Dia Internacional da Mulher, assumiu nesta quarta-feira, 8, a coordenadoria da Bancada Feminina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Luciane Carminatti e Paulinha / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

No mesmo ato, a deputada Luciane Carminatti (PT) assumiu a coordenação da Procuradoria da Mulher. Paulinha destacou que mesmo contando com apenas duas parlamentares, a Bancada Feminina tem expectativa de importantes avanços, mesmo com a redução de representantes femininas nesta legislatura.  

Evidenciou que há muito a conquistar e que a luta não é só delas, e sim, de todos os deputados que entendem que é preciso desconstruir um processo histórico que prejudica as mulheres. Citou a necessidade de que se construa a igualdade entre homens e mulheres, tanto em respeito quanto em oportunidade, e que todos possam estar juntos enfrentando a violência e as desigualdades contra as mulheres.

Já Luciane Carminatti destacou o compromisso de implantar a Procuradoria da Mulher em todos os municípios catarinenses. Atualmente, cerca de um terço das Câmaras Municipais de Santa Catarina contam com esse serviço.

Registro: PT de Lages 43 anos

Petistas de Lages realizaram uma confraternização, na última sexta-feira, para comemorar o aniversário de 43 anos do Partidos dos Trabalhadores (PT).

O evento foi organizado pela presidente do PT, Celi Garcia, juntamente com integrantes da executiva (Cláudia Bratti, Igor Marafigo, Dan Ferreira, Giedre Ragnini e Artur Rodrigues).

Além dos petistas, tbm estiveram participando lideranças de outros partidos, como PDT (Guazelli) , PV (Domingos Valente), PCdoB (Kakau) e PSB (Dani Carneiro). Vale o registro.

Foto: Adriana Palumbo

Alesc: posse dos deputados e a eleição da Mesa Diretora

Assim como em todo o Brasil, os parlamentos darão posse aos seus representantes eleitos em 2 de outubro de 2022. Em Santa Catarina, dos 40 deputados, 16 vão assumir os mandatos pela primeira vez. Os outros 24 foram reeleitos.

(Plenário Deputado Osni Régis / Foto: Solon Soares/Agência AL)

Destes 16, pelo menos dois já tiveram rápida passagem pela Casa, como suplentes: Carlos Humberto (PL) e Pepê Collaço (PP), já estiveram por como deputados por 60 dias. Quanto aos outros 14, estes, estarão sim pela primeira vez no parlamento catarinense.

Outras informações dão conta de que quatro deles nunca tiveram outro cargo eletivo, ou seja, estarão pela primeira vez no exercício de um mandato: Mario Motta (PSD), Egídio Ferrari (PTB), Matheus Cadorin (Novo) e Sérgio Guimarães (União).

Partidos

No total serão 13 os partidos que conquistaram vaga para a Assembleia em 2023. Um número histórico. Marca um recorde da Alesc, superando o anterior, que era de 12, registrado nas eleições de 2018. O Partido Liberal terá a maior bancada, com 11 cadeiras.

É a primeira vez na história da Alesc que o PL elege o maior número de deputados, posição que, desde 1982, foi ocupada apenas por MDB e PP. O MDB elegeu o segundo maior número de deputados: seis, ao todo. O PT conquistou quatro vagas e terá a terceira maior bancada.

O Psol e o Novo surgem como novidade. Pela primeira vez elegeram deputados para a Alesc. Os dois partidos já tiveram parlamentares na Casa, mas eles foram eleitos por outros partidos e, já no exercício do mandato, migraram para Psol e Novo.

Confira novamente a completa composição da Casa:

PL – 11 cadeiras

MDB – 6 cadeiras

PT – 4 cadeiras

Podemos – 3 cadeiras

PP – 3 cadeiras

PSD – 3 cadeiras

União Brasil – 3 cadeiras

PSDB – 2 cadeiras

Novo – 1 cadeira

PDT – 1 cadeira

Psol – 1 cadeira

PTB – 1 cadeira

Republicanos – 1 cadeira

Roteiro da posse

A cerimônia de posse está prevista para começar às 9h. Neste mesmo dia, também irá ocorrer a escolha do novo presidente da Casa Legislativa e o início dos trabalhos em 2023. A cerimônia será conduzida pelo deputado mais velho entre os com maior número de legislaturas, conforme prevê o regimento da assembleia.

Foto: Agência Alesc

O deputado Padre Pedro Baldissera (PT), de 65 anos, e que irá para o seu quarto mandato terá a responsabilidade inicial. Cada deputado terá que proclamar, de pé, o compromisso para exercer o cargo e, depois, assinar o termo de posse.

Eleição da Mesa Diretora

Na sequência ocorre a eleição da Mesa Diretora. Serão escolhidos o presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 3º secretário e 4º secretário. Conforme a programação o ato de escolha da Mesa está previsto para começar às 14h de 1º de fevereiro, também sob a presidência do deputado Padre Pedro Baldissera.

Dois nomes na disputa

Por hora estão na disputa pela Presidência os deputados Mauro De Nadal (MDB) e José Milton Scheffer (PP). O emedebista notoriamente carrega consigo o favoritismo da disputa. Ele que já foi presidente em 2021. Nadal conta com o apoio de um bloco partidário que na soma geral, em princípio, lhe dará o maior número de votos.

Zé Milton é o preferido do governador Jorginho Mello e teve o apoio antecipado. Desde então, a disputa passou a ser alvo de novas articulações, e que terão o desfecho na tarde de quarta-feira, próxima.

Crítica infundada de Décio Lima ao Governador

Fora do foco e distante da mídia, notadamente o ex-candidato ao governo de Santa Catarina, Décio Lima (PT) parece estar procurando alguma forma de chamar atenção.

Décio Lima / Crédito: Bianca Matos

Ao criticar a conduta do governador Jorginho Mello (PL), por ter decidido acompanhar a situação de catarinenses detidos em Brasília, em razão dos atos do último domingo (8), ele deu uma demonstração de total descaso humanitário. Afinal, seja quem forem os “criminosos”, todos têm o direito de defesa. O petista sabe muito bem disso.

Taxar o governador de cúmplice e afirmar que se iguala a eles, é um contrassenso, vindo justamente de uma pessoa que durante a campanha pregava o amor. Falácia. Apenas discurso.

A conduta do governador, ao determinar que a Secretaria de Articulação Nacional do Estado, em Brasília (DF), acompanhe de perto a situação dos 19 catarinenses, é justa.

Virar as costas simplesmente, sem amparo e sem direito à defesa, é igualmente criminoso. Justamente, o que Décio propõe, e critica. Ainda mais que as coisas envolvendo os atos nos poderes estão ainda muito nebulosos.

Governo Federal alinha nova ordem com governadores

Os manifestos começaram pacificamente, com a ocupação em frente aos quarteis, tão logo terminou o pleito de outubro. Patriotas, apoiadores de Bolsonaro, resistiram e acreditaram numa mudança que nunca ocorreu.

O presidente Lula em reunião com os governadores / Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Por conta própria, sem sequer ter ao lado deles, um vereador que seja, foram se mantendo do jeito que deu. Porém, os movimentos estavam incomodando. De um jeito ou de outro, precisavam ter um fim. O que houve em Brasília no domingo é condenável. Com infiltrados ou não, era o que faltava para fazer dos manifestantes, criminosos.

Agora são taxados, além de bolsonaristas, de terroristas, nazistas, fascistas e golpistas. São os adjetivos que definem os que são contrários ao atual governo, e todos os que os cercam.

A reunião em Brasília, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 27 governadores, teve o propósito de traçar uma linha de conduta, para que novos ataques de vandalismo não aconteçam mais, nem em Brasília, e nem nos Estados.

Para tanto, investigações serão feitas para encontrar supostos culpados de terem financiado acampamentos. Todos os governadores, sintonizaram com o governo federal, além de outras autoridades, para dar fim a qualquer manifesto contrário, especialmente em Brasília.

A palavra democracia, que vem sido vilipendiada há muito tempo, foi repetida muitas vezes durante a reunião. Lula falou em golpe, e que isso não vai ocorrer, e que todos tem de aprender que a democracia é uma coisa complicada a ser feita. Neste ponto tem razão. Realmente, ela está por um fio, e precisa de fato, ser exercida.

Por qual razão o TSE decidiu antecipar a diplomação de Lula?

Difícil entender a pressa em tudo o que cerca no presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Primeiro a pressão para aprovar a tal PEC da Transição, questionada por inúmeros especialistas, que apregoam só incertezas e problemas futuros para o país. E mesmo assim, avança.

Agora, a pressa se dá para a diplomação, antecipada em cinco dias, de 19 de novembro, para o dia 12. Mesmo sem uma justificativa clara, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu ao pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), e confirmou que a diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, para o dia 12 de dezembro, às 14h, no plenário da Corte. Tudo diferente. O homem parece já está governando, mesmo sem ter assumido.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Emenda de Neodi Saretta para cirurgias eletivas

Foto: Agência AL

O deputado Neodi Saretta apresentou emenda ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) garantindo, para 2023, R$ 55 milhões em recursos para a realização de cirurgias eletivas ambulatoriais e hospitalares.

O deputado, que também é presidente da Comissão de Saúde, falou que solucionar a fila por cirurgias eletivas é uma das questões mais importantes do Estado.

Ele prevê que no orçamento do ano que vem não haverá recursos suficientes para resolver isto, por isso apresentou esta emenda para suplementar esse valor em R$ 55 milhões, e assim, garantir a realização de todas as cirurgias represadas.