Santa Catarina terá voos regionais até o fim de 2025

Durante encontro com a imprensa realizado na manhã desta quinta-feira (21), em Joaçaba, o governador Jorginho Mello anunciou um marco na mobilidade aérea catarinense: até o final de 2025, Santa Catarina contará com voos regionais conectando o Extremo-Oeste ao Litoral do estado.

O modelo das aeronaves escolhidas para os voos regionais em Santa Catarina é o Y12-E, de fabricação chinesa, com capacidade para 17 a 21 passageiros mais dois tripulantes. O projeto inclui aeronaves chinesas e parceria público-privada / Foto: divulgação

A iniciativa visa facilitar o deslocamento de moradores, empresários e turistas, além de fortalecer a logística para o transporte de insumos e medicamentos.

Missão à China e aquisição de aeronaves

O projeto ganhou forma após a viagem oficial do governador à China, acompanhado por empresários catarinenses. A comitiva conheceu modelos de aeronaves de pequeno porte e firmou acordos para a aquisição de quatro aviões chineses, com capacidade para 21 passageiros.

Os modelos escolhidos têm como diferencial a versatilidade: em apenas 20 minutos, podem ser convertidos em aviões cargueiros, ampliando sua utilidade para o transporte de medicamentos, documentos e outros itens essenciais.

Parceria estratégica e sede em Joinville

Para viabilizar a operação, o governo estadual será sócio de uma empresa catarinense criada especialmente para administrar os voos regionais. A sede da companhia será em Joinville. Segundo Jorginho Mello, a participação do Estado será temporária, apenas até que a empresa esteja em condições de operar de forma autônoma.

“Vamos ser sócios até que a empresa esteja estruturada. Depois disso, o governo sai da sociedade e ela segue com capital privado”, afirmou o governador.

Rotas e conectividade

A operação inicial contará com rotas diárias que vão interligar diversas cidades estratégicas:

São Miguel do Oeste

Xanxerê

Joaçaba

Lages

Forquilinha

Florianópolis

A proposta é garantir agilidade e integração entre regiões que hoje enfrentam limitações de transporte aéreo, promovendo desenvolvimento econômico e social.

Expansão e visão de futuro

Além dos voos regionais, o governo também estuda a implantação de uma ferrovia ligando o Oeste ao Litoral, com apoio de investidores russos e chineses. A medida reforça o compromisso com a infraestrutura e a conectividade em Santa Catarina.

Com essa iniciativa, o estado dá um passo importante rumo à modernização do transporte regional, apostando em inovação, parceria internacional e desenvolvimento sustentável.

Decisão do STF suspende o mérito da inconstitucionalidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para suspender a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Procuradoria-Geral da República contra o Código Ambiental de Santa Catarina, aprovado em 2022.

O ponto central da disputa envolve os campos de altitude: a legislação catarinense define como áreas de preservação permanente (APPs) aquelas acima de 1.500 metros, enquanto a PGR defendia a proteção de áreas acima de 400 metros, o que abrangeria cerca de 80% do território estadual.

Deputado Valdir Cobalchini (MDB) / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Valdir Cobalchini comemorou a decisão, destacando que a medida preserva empregos, PIB e atividades econômicas estratégicas, e reforçou que o Código foi construído de forma participativa, conciliando preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Seja como for, a decisão do STF equilibra a proteção ambiental com a realidade socioeconômica de Santa Catarina. Se a proposta da PGR prevalecesse, haveria impactos severos na produção agrícola, pecuária e florestal, comprometendo empregos e municípios inteiros.

Em suma, apesar da formação de maioria no STF para suspender a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o Código Ambiental de Santa Catarina, a ação ainda permanece em tramitação na Corte. Enquanto isso, o Código Ambiental catarinense continua em vigor, representando uma vitória parcial para o estado.

Fechado acordo entre SC e PR pelos royalties do petróleo

Santa Catarina e Paraná chegaram a um acordo sobre a disputa em torno dos royalties do petróleo da Bacia de Santos. A negociação, mediada pelo Supremo Tribunal Federal, encerra mais de uma década de impasse sobre a delimitação marítima e os repasses da ANP.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Pelo acordo, o Paraná manterá os direitos sobre os repasses financeiros, enquanto Santa Catarina será compensada com obras de infraestrutura viária no Norte do estado, especialmente nas rodovias SC-416, SC-417 e PR-412, em um pacote estimado em R$ 300 milhões.

O acordo representa uma solução pragmática e positiva para Santa Catarina, especialmente ao transformar uma disputa judicial longa em obras concretas que beneficiarão diretamente a população.

 Em vez de travar a discussão nos tribunais por mais uma década, a escolha por investimentos em rodovias estratégicas, com impacto direto na logística, no acesso ao Porto de Itapoá e no turismo regional, mostra maturidade política e foco no desenvolvimento.

Ainda que SC não receba os royalties em espécie, a compensação por obras atende demandas históricas da região e fortalece a infraestrutura do estado, gerando um retorno prático e duradouro.

Além disso, a mediação do STF mostra que o diálogo federativo, quando bem conduzido, pode resultar em soluções equilibradas sem vencer ou perder, mas sim, construir em conjunto.

Agosto Lilás, repúdio, e o combate ao feminicídio

A violência contra a mulher no Brasil deixou de ser apenas uma estatística preocupante para se tornar uma verdadeira epidemia. O país ostenta a vergonhosa quinta maior taxa de feminicídio do mundo: 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, segundo a OMS.

Em Santa Catarina, os números são alarmantes. Somente em 2024, 51 mulheres foram mortas vítimas de feminicídio, e até junho deste ano já foram contabilizados 23 casos oficiais. Mais de 15 mil medidas protetivas foram emitidas e quase 37 mil registros de violência foram feitos, e todos sabemos que a subnotificação é uma realidade cruel.

A deputada Paulinha, coordenadora da Bancada Feminina do Parlamento, não apenas expressou indignação com os recentes casos, mas também atua para mudar essa realidade. Das 48 propostas que apresentou, quatro se transformaram em leis de proteção à mulher, como o Programa Tem Saída, que oferece suporte a vítimas de violência doméstica, e a Semana de Conscientização sobre Relacionamentos Abusivos. Sua postura reforça que não basta lamentar, é preciso agir.

Agosto Lilás

O “Agosto Lilás”, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, não pode ser visto apenas como uma campanha simbólica. É um chamado à sociedade. “Espancadas, assassinadas, só por serem mulheres. Eu não aceito que esse seja o mundo que fica para as minhas filhas e netas”, desabafa Paulinha. E ela tem razão. Violência contra a mulher não tem partido, ideologia ou fronteira. Pode atingir qualquer uma, em qualquer lugar.

Denunciar é urgente. O silêncio é cúmplice. E a inércia institucional só perpetua o ciclo de violência. É preciso políticas públicas, recursos, fiscalização rigorosa das medidas protetivas e educação desde cedo sobre respeito e igualdade de gênero. O Brasil não pode mais aceitar que mulheres morram por serem mulheres. Se você sofreu ou presenciou violência, ligue 180. Não se cale.

Foto: Agência AL

Serra Catarinense: tarifaço dos EUA ameaça empregos e PIB

A sobretaxa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não é apenas um problema econômico; é também um reflexo da fragilidade política do Brasil no cenário internacional. E Santa Catarina, especialmente a Serra Catarinense, pode ser uma das regiões mais penalizadas.

Exportações em risco: Serra Catarinense entre as mais afetadas pela sobretaxa dos EUA (Foto: Freepik)

Setores como carnes suína e avícola, motores elétricos, autopeças, confecções e o setor moveleiro, todos com forte presença na economia catarinense, perderão competitividade de forma imediata. Já há empresas do Planalto Norte suspendendo contratos e concedendo férias coletivas. São milhares de empregos ameaçados em municípios cuja estrutura produtiva depende diretamente das exportações para os EUA.

Impacto econômico direto

Segundo estimativas preliminares da FIESC, apenas em Santa Catarina as perdas podem superar US$ 500 milhões em exportações ao longo de 12 meses, considerando o histórico de vendas para os EUA. O impacto no PIB estadual pode chegar a 0,4% em 2025, com a possibilidade de eliminação de 10 a 15 mil postos de trabalho diretos, especialmente nos polos de móveis, carnes e têxteis.

Na Serra Catarinense, onde a agroindústria e a produção de madeira representam parte significativa da economia, o efeito pode ser devastador. Em cidades menores, como São Bento do Sul e municípios vizinhos, o risco de retração econômica é real: empresas com 90% da produção voltada ao mercado norte-americano estão na iminência de fechar linhas de produção inteiras de móveis.

O reflexo político

No campo político, a medida expõe a ausência de uma estratégia sólida do Brasil para proteger seus interesses. O governo federal vive uma inércia diplomática enquanto a relação com os EUA se deteriora. Em vez de abrir canais de diálogo, o presidente Lula tem feito ataques reiterados ao governo americano e ao presidente Donald Trump, justamente no momento em que seria necessário um esforço para desarmar tensões.

Essa postura enfraquece ainda mais a posição do país e compromete qualquer tentativa de reversão do tarifaço. É inaceitável que quase 36% das exportações brasileiras para o mercado americano fiquem sob risco sem uma reação proporcional. A diplomacia brasileira parece paralisada, incapaz de articular coalizões em organismos multilaterais ou negociar acordos setoriais que minimizem os danos.

Santa Catarina

O governo de Santa Catarina, por sua vez, também tem um papel fundamental. É hora de mobilizar a bancada federal, pressionar o Itamaraty e abrir frentes com outros mercados para reduzir a dependência dos EUA. Sem ação coordenada, a Serra Catarinense, que depende fortemente da exportação de carnes, móveis e produtos industriais, será uma das regiões mais prejudicadas do estado.

Este “tarifaço” dos EUA é um chamado à maturidade política e à integração federativa. Se a reação for tímida, a conta chegará rapidamente às fábricas e aos lares dos trabalhadores catarinenses. O desafio vai muito além de uma questão comercial: trata-se da capacidade do Brasil de se posicionar de forma firme no tabuleiro global e proteger sua indústria e sua gente.

Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em SC

Nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, a partir das 19hs, a Uniplac de Lages sediará o Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em Santa Catarina. O evento será uma plataforma de debate sobre o papel da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no combate ao tráfico humano, e das instituições de justiça e segurança no enfrentamento das redes criminosas que exploram vítimas no estado

Voltado à capacitação de agentes públicos, representantes da sociedade civil e órgãos de segurança, o seminário tem como foco:

Apresentar tecnologias e estratégias de investigação e proteção às vítimas;

Fortalecer a integração entre órgãos estaduais e federais no combate ao tráfico humano;

Debater políticas públicas voltadas à prevenção e à assistência às pessoas afetadas por essa grave violação de direitos humanos.

O evento representa uma iniciativa importante de conscientização e organização de atores envolvidos no enfrentamento direto desse crime no território catarinense.

Ataque em escola no RS reacende alerta para a segurança

Infelizmente um novo ataque trágico ocorreu na manhã de terça-feira, 8 de julho de 2025, desta vez, na Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, no município de Estação, no norte do Rio Grande do Sul. Curiosamente, com o envolvimento também de um adolescente de apenas 16 anos.

O novo ataque ocorreu na cidade de Estação, no Rio Grande do Sul, provocado por um adolescente / Foto: Polícia Civil RS/Divulgação

Armando com uma faca atacou e matou um menino de 9 anos. Outas duas meninas de 8 anos ficaram feridas; uma delas passou por cirurgia e está em estado estável. Uma professora de 34 anos também foi ferida ao tentar proteger os alunos. O agressor foi imobilizado por funcionários da escola e apreendido pela polícia.

Repercussão

Não como refletir a respeito. Pois, o caso reacende o debate sobre segurança nas escolas e até mesmo a saúde mental de jovens. Notadamente, muitos municípios de estados como Santa Catarina, e que já amargaram a triste experiência de ataques seguidos de mortes em escolas, já relaxaram nas medidas de proteção.

Vale lembrar, que o poder público de Santa Catarina tem adotado uma série de medidas robustas e integradas para prevenir novos ataques em escolas, especialmente após episódios trágicos como o ocorrido em Blumenau e em Saudades.

Cito como exemplo, a criação do Comitê Integra: Um comitê interinstitucional permanente para promover a cidadania e a paz nas escolas, com participação de órgãos como o Ministério Público, Polícia Militar, Secretaria de Educação e outros; o Plano Integrado de Gestão de Segurança Escolar: Estrutura ações de curto, médio e longo prazo com foco em prevenção, resposta e monitoramento; Projeto Escola Mais Segura: reforço da presença de policiais militares nas escolas, com policiamento preventivo nos horários de entrada e saída.

Isso sem falar na instalação de câmeras de segurança, hoje, obrigatória em todas as escolas públicas e privadas, com integração ao Centro de Inteligência da Polícia Militar, e ainda, o controle de acesso às escolas, com portões trancados após o início das aulas e entrada de terceiros apenas com identificação.

Em resumo

Portanto, essas ações em Santa Catarina mostram um esforço coordenado entre diferentes esferas do governo e da sociedade civil para transformar as escolas em ambientes mais seguros e acolhedores.

No entanto, ainda é preciso despertar novamente o sentimento da segurança, para os riscos novos ataques inesperados. Há relaxamento de parte de escolas e municípios, quanto aos cuidados com a segurança.

Problemas de saúde impedem vinda de Bolsonaro à SC

O ex-presidente Jair Bolsonaro adiou sua visita a Santa Catarina que estava prevista para os dias 4 e 5 de julho. Segundo comunicado oficial, a decisão foi tomada por orientação médica após ele apresentar problemas de saúde, incluindo crises de soluço e vômito, sintomas recorrentes desde a facada sofrida em 2018.

Ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: divulgação

Ele participaria de eventos do programa Rota 22, uma caravana do Partido Liberal que percorre o país com encontros políticos. A agenda incluía compromissos em Balneário Camboriú e São José, uma “motociata”, além de um grande evento na Arena Opus, em Florianópolis.

A suspensão da visita ocorre em meio a movimentações políticas envolvendo a possível candidatura de seu filho, Carlos Bolsonaro, ao Senado por Santa Catarina em 2026 — o que tem gerado reações intensas entre lideranças locais.

Cirurgias

Desde a facada sofrida em 2018, Bolsonaro já passou por diversas cirurgias e enfrenta complicações digestivas recorrentes. Em abril deste ano, ele foi submetido a uma cirurgia de 12 horas para tratar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal.

Por outro lado, o boletim médico mais recente do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgado em 2 de julho de 2025, aponta que ele está com esofagite intensa e gastrite moderada. O diagnóstico foi feito após uma endoscopia no Hospital DF Star, em Brasília. Diante do novo quadro, o ex-presidente foi orientado a fazer repouso domiciliar absoluto durante o tratamento de saúde, por todo o mês de julho.

O Partido Liberal de Santa Catarina, presidido pelo governador Jorginho Mello, expediu nota a respeito:

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