A Câmara não pode ser trancada por conveniência política

Nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tomou uma decisão que causou indignação em boa parte da oposição: ele suspendeu, por ato administrativo, o funcionamento de todas as comissões da Casa durante o recesso parlamentar.

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta / Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A justificativa: obras no prédio e respeito ao calendário regimental. A verdade: uma clara tentativa de neutralizar articulações políticas que contrariavam os interesses do governo e da própria presidência da Câmara.

Reuniões estratégicas

É evidente que o recesso existe para garantir um respiro institucional. Mas a história da política brasileira mostra que, em momentos críticos, o Congresso já funcionou de forma extraordinária — inclusive para votações urgentes ou manifestações políticas que refletiam o momento do país.

A oposição, especialmente representantes do PL, tentava realizar reuniões em comissões estratégicas, como Segurança Pública e Relações Exteriores, para discutir moções em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal. Motta, ao barrar essas reuniões, não só engessou o debate como também feriu o princípio da pluralidade política.

Controle político

A atitude revela mais do que um zelo pelo calendário ou pelas reformas estruturais da Câmara. Trata-se de uma manobra de controle político. Ao impedir que comissões funcionem, mesmo que com quórum e dentro da legalidade, Motta age como censor institucional, transformando o recesso em uma mordaça temporária.

É legítimo discordar da oposição, de suas pautas e até de suas estratégias de desgaste. O que não se pode tolerar é que o espaço democrático da Câmara seja tratado como extensão da vontade do presidente da Casa. A oposição tem o direito e o dever de se manifestar, mesmo que isso incomode ou provoque instabilidade.

O Congresso não é propriedade de quem o preside. Ao bloquear o funcionamento das comissões, Motta enfraquece o próprio Parlamento e abre um perigoso precedente: o da governança por conveniência.

A democracia se faz no dissenso, e não no silêncio forçado.

Cenário da política serrana com olhar no pleito de 2026

Raimundo Colombo / Foto: divulgação

Por mais que o lageano e ex-governador Raimundo (PSD), esteja aguardando ainda qualquer decisão que possa lhe colocar na cadeira do Senado, a partir da possibilidade de o senador Jorge Seif (PL/SC), ser cassado, segue aberta a clara oportunidade de ele ser o principal nome à Câmara dos Deputados em 2026.

A vaga deixada pela agora prefeita de Lages, Carmen Zanotto (Cidadania), requer um nome com densidade estadual. No caso, o de Raimundo Colombo seria o mais consistente neste quesito.

No entanto

Em não contando com Colombo, a Serra tem outros nomes que podem surgir, mesmo sem grande aparição no contexto estadual. Estaria, por exemplo, sendo citado, uma oportunidade para o ex-prefeito Elizeu Mattos (MDB), além de Samuel Ramos (PL), hoje na chefia do gabinete da prefeita Carmen Zanotto. Vale dizer, que Elizeu visualiza uma candidatura a estadual, por hora.

Outro cenário

Seria natural se um dos dois deputados estaduais da Serra, Lucas Neves (Podemos) e ou Marcius Machado (PL), entrassem também na possibilidade da esfera federal. Porém, ambos descartam e devem buscar a reeleição a deputado estadual. 

Ex-prefeita de  Palmeira, Fernanda Córdova

Por outro lado, é preciso observar o surgimento de outras lideranças, que também postulam ascensão política. É o caso da ex-prefeita de Palmeira, Fernanda Córdova (PL), hoje na função de Assessora Especial, na Serra, da Casa Civil do governo de Jorginho Mello.

A intenção dela é também na esfera estadual pelo Partido Liberal. Porém, bate de frente com os interesses de Marcius Machado, que refuta a ideia de concorrer a Federal.

Nesse caso, pela simples coragem, Fernanda disse ter. Conversei com ela a respeito. E, se for então para lançar-se a uma candidatura a deputada federal, deverá encarar. Portanto, mais um nome que pode surpreender aos interesses serranos, ainda mais sendo pelo PL.

Entre os nanicos

Por fim, em Lages e na Serra, aos poucos, nomes vão surgindo na perspectiva de alcançar uma cadeira, seja na esfera estadual ou na federal.

Empresário Cládio Bainchini

Entre os partidos nanicos, e com chance de ser eleito, com menor quantidade de votos, já está posto o nome do empresário de Lages, Cláudio Bianchini (Solidariedade).

Cláudio tem dito que a eleição dele seria a mais viável, exatamente, por precisar de menos votos em comparação com os demais candidatos.

Seja como for, o cenário para o pleito de 2026, para a Serra Catarinense está apenas no campo das hipóteses e completamente aberto.

Lula veta integralmente aumento de deputados na Câmara Federal

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei que aumentaria o número de deputados federais de 513 para 531. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 17 de julho.

Motivo do veto: Lula alegou contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade da proposta. Segundo ele, o projeto geraria um impacto orçamentário de cerca de R$ 65 milhões por ano, sem estimativa completa de compensações financeiras. Disse ainda que medida também poderia afetar os orçamentos estaduais, já que o número de deputados estaduais é proporcional ao de federais.

Contexto político

A proposta foi aprovada pelo Congresso como resposta a uma decisão do STF, que exigia a redistribuição das cadeiras com base no Censo de 2022. Para evitar a perda de cadeiras em alguns estados, o Congresso optou por aumentar o número total de deputados.

Uma pesquisa da Genial/Quaest mostrou que 85% dos brasileiros são contra o aumento de cadeiras na Câmara.

Próximos passos

O Congresso tem até 1º de outubro para analisar o veto. Caso o veto seja mantido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será responsável por redistribuir as vagas, respeitando os limites constitucionais.

Resultado da audiência pública sobre Linha Férrea Tronco Sul

Para quem não soube, lembro que no dia 1º de julho, ocorreu uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir a suspensão da operação da Linha Férrea Tronco Sul — ferrovia estratégica que liga os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, afetando diretamente a cidade de Lages e diversas regiões do Sul do país.

A iniciativa foi resultado de um pedido feito pelo vereador de Lages, Jonata Mendes, à deputada federal Daniela Reinehr, que prontamente atendeu à solicitação e protocolou o requerimento da audiência na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.

Passados alguns dias, o vereador Jonata Mendes conta ao Blog os avanços conquistados após a audiência. Confira o que ele disse no vídeo abaixo:

Como adiantou o vereador, governos do Sul trataram do assunto

Nesta terça-feira, 8, em Santa Catarina, os governadores Jorginho Mello, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, debateram a questão das ferrovias dos quatro estados e ter uma ligação comum entre todos, a Ferrosul.

Fotos: Roberto Zacarias / SECOM

O grupo decidiu criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.

Por determinação de Jorginho Mello, Santa Catarina vai ser representada pelos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do adjunto da mesma pasta, Ivan Amaral, e do secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.

Junto com os representantes dos outros estados eles vão trabalhar o mapa ferroviário dos quatro estados, aquilo que é convergente para a comissão e definir a espinha dorsal fundamental, a Ferrosul, para o desenvolvimento ferroviário no Sul.

Senado aprova e o Brasil terá 531 deputados a partir de 2027

Após as eleições de 2026, a Câmara dos Deputados terá 531 deputados federais, 18 a mais que os atuais 513.

Girão falou contra o projeto e alertou para aumento de gastos com novos mandatos / Foto: Jonas Pereira / Agência Senado /

É o que determina projeto de lei complementar aprovado pelos senadores no Plenário, nesta quarta-feira (25), com 41 votos favoráveis e 33 contrários (PLP 177/2023). Ele também estabelece que a criação e a manutenção dos novos mandatos não poderão aumentar as despesas totais da Câmara entre 2027 e 2030.

O projeto volta agora para análise da Câmara, pois o Senado votou por retirar parte do texto que já havia sido aprovado pelos deputados.

Lei futura

A correção periódica do número de deputados em relação à população de cada estado e do Distrito Federal é um mandamento da Constituição. Ela não fixa número total máximo de deputados, mas determina que uma lei futura regule o assunto. A Constituição também estabelece que nenhuma unidade da federação pode ter menos de 8 representantes e que o estado mais populoso (São Paulo, atualmente) deve ter, no máximo, 70 cadeiras.

Assim, deputados e senadores aprovaram, cinco anos depois de promulgada a Constituição, a Lei Complementar 78, de 1993, que estabeleceu o atual total de 513 representantes na Câmara — o número foi escolhido com base no Censo de 1986.

O texto aprovado nesta quarta-feira revoga e substitui essa lei. Com a mudança, o Congresso Nacional passará a ter 612 parlamentares (são 594 atualmente), pois o Senado continuará com 81 cadeiras.

A matéria foi relatada no Plenário do Senado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), que defendeu a pertinência do projeto.

Críticas

Senadores contrários ao projeto afirmaram que a criação de novas cadeiras implicará pesado impacto orçamentário. Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a Davi Alcolumbre o adiamento da votação para que o projeto fosse analisado primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O requerimento de adiamento foi rejeitado e, em seguida, um requerimento de urgência para votação do projeto foi aprovado, com 43 votos favoráveis e 30 contrários. 

Girão assinalou que pesquisa do instituto Datafolha mostrou que 76% da população brasileira é contra o aumento do número de deputados federais. Ele disse que a mudança vai aumentar os gastos da Câmara em R$ 150 milhões por ano.

Concluo dizenque que, mesmo com a maioria da população sendo contrária, deputados e senadores aprovaram o aumento de cadeiras da Câmara. Quem votou pelo sim, atende apenas aos próprios interesses.

Fonte: Agência Senado

Senado aprova texto da Câmara e suspende aumento do IOF

O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira (25) como item extrapauta, o projeto de decreto legislativo deliberado pela Câmara mais cedo que suspende os efeitos de três decretos editados pelo governo federal sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Votação encerrada, Davi avalia resultado e sinaliza possibilidade de construção de novo acordo
Andressa Anholete/Agência Senado›

PDL 214/2025 abrange empréstimos, financiamentos, operações com cartões de crédito e remessas de valores para o exterior. O projeto agora vai à promulgação.

Encerrada a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fez questão de fazer uma avaliação sobre o que ocorreu com a nova tentativa do governo de cobrar mais IOF para compensar as perdas de receita com a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil e contribuir para o equilíbrio fiscal do país.

Davi disse que a votação foi uma derrota para o governo. Mas sinalizou com a possibilidade de construção de um novo acordo. Pediu que haja maior diálogo com o Parlamento, que, segundo ele, vem apoiando a política econômica do atual governo, desde o início. E criticou o decreto governamental.

De parte do Governo

Em maio, dois decretos (12.466/2025 e 12.467/2025) editados pelo governo aumentaram o IOF para várias operações financeiras. Por conta da reação negativa de alguns setores produtivos, o Palácio do Planalto recuou de parte dos aumentos, baixando um novo decreto (12.499/2025). Mas esse posicionamento do governo não foi suficiente para reverter as críticas de agentes econômicos e de parlamentares no Congresso Nacional.

Texto alternativo

A Câmara acabou aprovando um substitutivo ( texto alternativo) do relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), ao Projeto de Decreto Legislativo 314/25, apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS). O texto original sustava apenas o último dos decretos presidenciais sobre o imposto. O substitutivo suspendeu os três decretos do governo.

Decreto restabelecido

Contrário ao aumento do IOF, Izalci relatou projeto no Plenário
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

Além de sustar os três últimos decretos do Executivo, o projeto restabelece o decreto nº 6.306/2007, que regulamenta o IOF em operações de crédito, câmbio, seguro e operações com títulos e valores mobiliários. 

O decreto restabelecido também define, em cada tipo de operação, quais são as alíquotas aplicáveis. Por exemplo: em operações de crédito, a alíquota varia conforme o prazo e o tipo de operação; no câmbio, a alíquota é geralmente de 0,38%, mas pode ser maior ou menor, a depender da finalidade da operação. O decreto também lista diversas situações de isenção do IOF, como operações de câmbio vinculadas a exportações; operações de seguro de vida; e algumas operações com organismos internacionais.

Recuo parcial

Com a forte reação de parlamentares e do setor empresarial, o governo recuou parcialmente no mesmo dia. A pressão levou os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, a darem um prazo para que o Executivo revisasse a medida.

Em 11 de junho, o governo publicou a Medida Provisória 1.303/2025, tratando da tributação de investimentos, e um novo decreto que reduziu parcialmente as alíquotas inicialmente propostas, mas ainda manteve aumentos. Com o novo decreto, a arrecadação era estimada em torno de R$ 30 bilhões. As novidades do segundo pacote anunciado incluem a taxação de 5% sobre títulos antes isentos, como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas. Demais ativos terão uma alíquota única de 17,5% de Imposto de Renda.

Fonte: Agência Senado

Congresso aprova urgência para derrubar aumento do IOF

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (16), o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/2025, por 346 votos a 97. O projeto aprovado visa derrubar o decreto do governo federal que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Isso significa que o projeto poderá ser votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões, acelerando sua tramitação.

A votação, com 346 votos a favor e 97 contra, foi vista como uma derrota significativa para o governo e um sinal claro de insatisfação do Congresso com o pacote fiscal do ministro Fernando Haddad / Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Esse movimento reflete uma crescente insatisfação no Congresso com medidas de aumento de impostos adotadas pelo governo Lula. Mesmo partidos da base aliada, como MDB, União Brasil e PSD, apoiaram a urgência. O mérito do projeto — ou seja, a decisão final sobre a revogação do decreto — ainda não tem data para ser votado, mas a expectativa é que isso ocorra após o recesso de São João, na semana que vem.

Por outro lado, o governo tenta negociar alternativas para manter sua meta fiscal, diante da possibilidade de perder essa arrecadação estimada em até R$ 20 bilhões.

Em suma

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/2025) foi apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS) e ganhou destaque após a publicação de um decreto que aumentava a taxação sobre apostas eletrônicas, fintechs e investimentos como LCI e LCA, que antes eram isentos de imposto de renda.  A medida representa uma reação do Congresso à tentativa do governo de aumentar a arrecadação para cumprir metas fiscais.

Segundo a deputada catarinense Caroline De Toni, foi uma grande vitória da oposição, mas principalmente daqueles que sustentam o país com os impostos. “A aprovação da urgência segura a sanha arrecadatória do Governo”, disse.

Além disso, também o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o clima na Casa é desfavorável a aumentos de impostos com fins arrecadatórios, e que há pressão para que o governo busque alternativas como cortes de gastos.

Para que se saiba

O IOF, ou Imposto sobre Operações Financeiras, é um tributo federal brasileiro que incide sobre diversas transações financeiras, como: empréstimos e financiamentos; câmbio (compra e venda de moeda estrangeira); seguros; investimentos (como ações e títulos); compras internacionais com cartão de crédito. O

imposto é cobrado automaticamente no momento da operação e serve a dois propósitos principais: arrecadação: gera receita para o governo e a regulação econômica. Ou seja, o governo pode ajustar as alíquotas do IOF por decreto, usando-o como ferramenta para controlar o crédito e o fluxo de moeda estrangeira no país.

Por exemplo, se o governo quer desestimular o consumo ou a saída de dólares do país, ele pode aumentar o IOF sobre essas operações, tornando-as mais caras.

Serra sem representatividade política no âmbito federal

A eleição de Carmen Zanotto (Cidadania) para a Prefeitura de Lages deixou uma lacuna na esfera federal na Região Serrana. Quem assumiu, a suplente Giovania de Sá (PSDB), não tem nenhum compromisso com a Serra, e se voltou aos interesses do Sul do Estado, na própria base eleitoral. Fato.

Ex-governador Raimundo Colombo / Foto: difulgação

Diante dessas constatações, em 2026, as portas estão escancaradas para que surjam nomes com potencial para novamente buscar uma cadeira na Câmara dos Deputados. E, o nome do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), obviamente entra nesta condição.

Ele, sem dúvida, ao lado de Carmen Zanotto, compõe a premissa de ser uma das mais expressivas lideranças da Serra Catarinense. Sem a Carmen, ele tem ampliada quase que integralmente a chance de ser o candidato natural a deputado federal, caso opte pela possibiidade.

Observância ao caso Seif

Senador catarinense Jorge Seif / Foto: Pedro França/Agência Senado

O processo de cassação ao senador Jorge Seif (PL/SC), por suposto abuso de poder econômico se deu por iniciativa do Partido Social Democrático (PSD), e que abriga Raimundo Colombo. Ele ficou em segundo lugar no pleito ao Senado, em 2022.

Portanto, aguarda a oportunidade de vir assumir o cargo, ocupando a vaga de Seif, em caso de cassação, ou, pelo menos, interinamente até que haja uma nova eleição. Sendo assim, deixar o PSD não está no pensamento de Raimundo Colombo, e muito menos ingressar no MDB, por mais que existam especulações.

Declaradamente é adversário político do governador Jorginho Mello (PL), e endossa a iniciativa do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), em levar adiante a intenção de se candidatar o Governo do Estado, em 2026.

Por fim, sem Carmen e sem Raimundo, a esfera federal deverá permanecer sem representatividade a partir do próximo pleito. Não vejo atualmente nenhum nome com forte densidade política em toda a Serra, para se ajustar à condição de candidato à Câmara dos Deputados, e muito menos, ao Senado.