Saúde ouvindo a comunidade

Como se sabe a Secretaria da Saúde atua nas 24 horas do dia, e, sempre que pode, a secretária Odila Waltrich, atende à convocação da comunidade para trocar ideias e explicar o andamento dos serviços, tanto pela Unidade Básica do bairro, quanto dos demais serviços da Pasta.

Foi o que ocorreu neste sábado, no salão de festas da Igreja São Pedro. Nessa ocasião, as pessoas presentes tiveram uma visão geral da forma de atendimento da UBS do bairro, e também questionaram a Secretária Odila.

Entre as constatações, na Unidade também ocorre evasão de pacientes com consultas marcadas, e não comparecem. Cerca de 30% das consultas se perdem, sem justificativa.

Além disso, muitas pessoas não sabem diferenciar as necessidades do atendimento, se é para uma simples consulta eletiva, ou se precisam ser enquadradas na classificação de risco.

A Unidade conta com dois médicos e um odontólogo. São cerca de seis mil pessoas cadastradas para uma média de 700 atendimentos médicos por mês, sem falar da área de enfermagem e odontológica. Os agendamentos acontecem diariamente, das 8 às 10 horas.

A Unidade também contempla obairros Morro do Posto, Guadalupe, Gralha Azul e Vila Comboni.

Reclamações

Entre as reclamações da comunidade estão a falta de medicamentos e a necessidade de atendimento mais rápido nas consultas com especialistas.

Nesse caso, a secretária Odila Waldrich lembrou que, em casos específicos, como os cardiológicos, realmente não se consegue médico em menos de quatro meses.

Já no campo oftalmológico, ela ressaltou que o município conta com três profissionais atendendo normalmente, desde janeiro deste ano, e a fila da demanda reprimida está andando.

Lembrou também que uma unidade móvel (Ônibus), com serviço de oftalmologia estará ajudando no atendimento. Somente para custear os serviços de oftalmologia, o município investe R$ 120 mil, mensalmente.

Fotos: Toninho Vieira

Enquanto se reclama da saúde em Lages…

Em apenas um mês mais de 1.700 pessoas faltaram às consultas médicas agendadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. Esse tem sido um problema recorrente.

O dado é referente apenas ao mês de junho, segundo a Secretaria de Saúde, que fez o levantamento nas 28 Unidades de Saúde.

Considerando que cada médico realiza em média dez atendimentos por período, esse número de faltantes significaria deixar dois médicos ociosos durante um mês inteiro.

Algumas pessoas se queixam da falta de médicos, mas todas as Unidades estão assistidas. Há 49 equipes, a maioria com médicos da Família que cumprem jornada de 40 horas semanais, e alguns médicos de produção que atendem as Unidades que não possuem médicos efetivos. Por isso, as Unidades estão sendo orientadas a expor em murais a quantidade de pacientes faltantes para conscientizar a população.

O relatório aponta, ainda, que no primeiro semestre foram realizadas 74.468 consultas médicas, as quais incluem os cuidados continuados dos grupos prioritários (hipertensos, diabéticos, gestantes, saúde mental, idosos e crianças menores de dois anos) e consultas gerais (excluindo preventivos, procedimentos, vacinas e consultas odontológicas e de sinais vitais). Também foram realizadas outras 17.426 consultas de enfermagem (classificação de risco, prescrição de cuidados e outros procedimentos).

 Fotos: Toninho Vieira

Policlínica fecha emergencialmente

Em razão da chuva contínua ocorreu uma situação atípica envolvendo a Policlínica Municipal, e foi necessária uma decisão emergencial. Não é grave. Mas, ocorreram algumas infiltrações no prédio.

Por segurança e evitar maiores problemas, o prefeito Antonio Ceron,  determinou que o prédio passe por uma averiguação e receba os reparos necessários, e ficará fechado nesta quarta-feira (31).

Entretanto, importante  destacar que os serviços e consultas serão mantidas e realizadas nas salas da secretaria. Haverá funcionários orientando.

A previsão é que os trabalhos de manutenção sejam concluídos até o final do dia.

A retomada do “Pedalando com Saúde”

Ciclistas e patinadores lageanos de todas as idades participaram de mais uma edição do Pedalando com Saúde.

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 Eles se encontraram na Praça Joca Neves, na tarde de sábado (22). Confraternizaram, alongaram e foram até o Fórum. Depois retornaram para a praça para participar de sorteio de brindes e saborear frutas da estação.

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A atividade foi realizada pela Prefeitura, através da Secretaria de Saúde, como parte do Outubro Rosa (projeto que visa combater o câncer de mama).

A ação reuniu ciclistas, inclusive do grupo Pedal Rosa e da Polícia Militar, e patinadores do grupo Roller Lages.

 (Foto: Nilton Wolff)

Lages adota estratégias quanto à gripe H1N1

Assim como em todos os lugares, especialmente no Sul do País, Lages também está preocupada com a contaminação da gripe H1N1.

coletiva gripe

Tanto que os dirigentes municipais chamaram a imprensa para explicitar esta preocupação, em coletiva, na tarde desta terça-feira (5).

A preocupação não é para menos. Conforme boletim epidemiológico, de 1º de janeiro a 31 de março deste ano foram confirmados 68 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em Santa Catarina (SRAG). Destes, 22 (32,3%) foram confirmados para Influenza, sendo todos pelo vírus Influenza A (H1N1).

Outros 46 casos (67,6%) apresentaram resultado negativo para Influenza A e B, sendo classificados como Síndrome Respiratória não especificada.

Os 22 casos confirmados de SRAG pelo vírus Influenza A (H1N1) acometeram residentes nos municípios de Blumenau (10), Itajaí (4), Florianópolis (3), São José (2), Guaramirim (1), Tubarão (1) e Brusque (1).

Em relação à idade, o maior número de casos da gripe confirmados por Influenza está na faixa etária de 40 a 49 anos, com oito casos (36,3%).

Em Lages

Dos oito casos suspeitos surgidos na Serra, cinco foram em Lages, sendo três mulheres (duas com 36 e uma com 31 anos), e dois homens (79 e 59 anos); uma mulher com 19 anos em Correia Pinto, um homem com 85 anos em Ponte Alta, e uma mulher com 22 anos em Urubici. Dos casos lageanos, três resultaram em positivo, um negativo e um sob análise de amostra junto ao Lacen, em Florianópolis.

Lages teve um caso com óbito, o do homem de 59 anos, que apresentava a comorbidade de câncer e pneumonia.

Secretária de Saúde, Rose Possato
Secretária de Saúde, Rose Possato

Ações

Foi montada uma sala extra para vacinação na Policlínica Municipal e uma sala extra no Centro de Estudo e Assistência à Saúde da Mulher (Ceasm), além de ter sido ampliado o horário de atendimento da Vigilância Epidemiológica (ao lado do pronto-atendimento), das 8h às 12h e das 13h às 19h; da Policlínica, entre 8h e 12h e das 13h às 18h.

Nas 23 salas de vacina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) o horário continua o mesmo: das 8h às 12h e das 13h às 17h. Dois veículos estarão à disposição para toda logística de encaminhamento das amostras ao Lacen, em Florianópolis. Os resultados on-line ficam prontos dentro de quatro dias, em média.

No pronto-atendimento

O pronto-atendimento Tito Bianchini sofrerá alteração a partir de segunda-feira (11). Haverá uma ala exclusiva para pacientes sintomáticos, sem acompanhante, e equipe exclusiva e capacitada para identificação das Síndromes Gripais. O objetivo é a detecção e tratamento precoce.

Início da campanha

A campanha de vacinação será antecipada para iniciar no dia 25 de abril e seguirá até 20 de maio, para os grupos prioritários em uma semana, sendo o Dia D em 30 de abril (nas Unidades de Saúde e na Vigilância Epidemiológica das 8h às 17h, ininterruptamente).

 O foco são gestantes, idosos, doentes crônicos, crianças de seis meses até a idade de quatro anos, 11 meses e 29 dias, puérperas, trabalhadores da saúde, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A meta é vacinar 80% de um total de 84.454 mil pessoas em Lages.

Cuidados

Para se conviver bem em sociedade e com segurança em saúde é fundamental manter alguns hábitos cotidianos buscando a prevenção da gripe H1N1: lavar bem as mãos constantemente várias vezes ao dia; evitar levar as mãos à boca e aos olhos; usar lenço descartável; desinfectar bancadas com álcool número 70 e tossir sobre o antebraço, evitando proliferações.

(Fotos: Cao Ghiorzi e Nilton Wolff)

Dengue: o perigo mora muito perto

O surto de dengue registrado em Pinhalzinho, no Oeste do Estado, foge toda a concepção do absoluto controle. Não justifica o município estar com a maior taxa de registros da doença em Santa Catarina, e de maneira alarmante. É grave o que está acontecendo. Mas de quem é a culpa? De todos um pouco. Da população que não cumpre com a mínima obrigação de eliminar os focos, e das autoridades sanitárias que não souberam executar o trabalho de fiscalização. No entanto, é preciso total austeridade no controle do mosquito, para que o Município possa, gradativamente, reduzir os casos da doença.

dengue
Aliás, imagino que não seja por falta de campanha alertando sobre o perigo da proliferação do mosquito Aedes aegypti. As Secretarias Municipais de Saúde têm absoluta consciência quanto às campanhas educativas. O reforço das Forças Armadas ajuda. Mas o que precisa mesmo é a consciência e a participação efetiva dos próprios moradores. Muitos não são capazes de olhar nem sob seu nariz, quanto mais nos arredores da casa para ver se existe algum foco em potencial do mosquito.

Saúde emite Nota de Esclarecimento

Em virtude de denúncias formuladas junto ao Ministério Público e Tribunal de Contas, segue nota de esclarecimento da Secretaria Municipal da Saúde de Lages.

A SECRETÁRIA MUNICIPAL DA SAÚDE, no uso da competência privativa que lhe confere o art. 111, da Lei Orgânica do Município de Lages, vem esclarecer que após notícia de fato 01201500006046/8, encaminhado pelo MP, solicitou a instauração de Processo de Sindicância, cuja abertura se deu através da Portaria nº 704/2015, para averiguação de possíveis falhas/irregularidades no Pregão Presencial 25/2013, para aquisição de materiais e equipamentos para o Programa DST/HIV e AIDS da SMS, especificamente no item de número 12.

Tal processo busca apurar possíveis irregularidades quanto a discrepância do preço praticado no ano de 2012 e 2013.

Se comprovado o sobrepreço, a empresa fornecedora será notificada e serão identificados todos os envolvidos a fim de que sejam tomadas as providências cabíveis.

Lages, 11 de setembro de 2015.

ROSE CRISTINA POSSATO
Secretária Municipal da Saúde

Secretaria de Saúde sem definição de nome

Em rápida conversa com a ex-secretária Municipal de Saúde de Lages, Cristina Subtil, na manhã desta quarta-feira (11),disse-me estar tranquila quanto à decisão de deixar a Pasta, para voltar a cuidar somente de seus projetos pessoais.

Por outro lado, ainda não sabe quem poderá ser indicado a assumir a Secretaria. Não há ainda um nome de consenso.

Porém, entende que este assunto deva ser resolvido dentro do PPS, juntamente com a deputada federal Carmen Zanotto, neste final de semana.