Jorginho Mello alinhado com os demais poderes

O governador eleito Jorginho Mello (PL) age dentro do que se esperava. Neste período que antecede a posse, trabalha de forma coerente visando, já no início da gestão, ter o alinhamento com os poderes.

As conversas na semana que passou com as lideranças da Assembleia Legislativa (Alesc), do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), e o segmento empresarial, junto à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), lhe deram robustez para a condução do restando do processo de articulação do governo.

Agora, num segundo momento, irá se debruçar na construção arrumação do futuro governo. Para o secretariado, nenhum nome foi divulgado oficialmente.

Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Carta da Indústria: Fiesc lembra Jorginho Mello de compromisso

O governador eleito Jorginho Mello (PL) esteve na manhã desta última sexta-feira (18), na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O encontro serviu como a uma espécie de lembrete ao compromisso firmado com o segmento ao receber a Carta da Indústria, enquanto era ainda candidato.

(Foto: Filipe Scotti).

A entidade reforçou as prioridades do setor. Entre elas, investimentos em infraestrutura de transporte e em energia, além da manutenção dos incentivos fiscais. O objetivo da Fiesc é ter condições para competir, a partir de um ambiente que considera favorável para o desenvolvimento do setor.

Entre um pedido e outro, o da revisão dos os incentivos fiscais em 2023, como sendo um instrumento em que o Estado tem para alavancar o desenvolvimento econômico. Atento às reivindicações da indústria, Jorginho deixou aberto um canal de diálogo e de parceria com o setor produtivo. 

Bancada do PT quer dialogar com governador eleito

Durante sessão na Assembleia Legislativa, no meio desta semana, representante da bancada do PT propôs abrir o diálogo com o governador eleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). A fala foi da deputada Luciane Carminatti (PT).

Deputada Luciane Carminatti / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Segundo ela, a maioria decidiu por um candidato que não foi o dela, mas respeita a decisão da urna, não está bloqueando rodovias, não está distribuindo notícias falsas, pedindo ditadura militar ou causando prejuízos à economia. Sendo assim, a bancada que representa quer dialogar com o próximo governo.

Carminatti salientou que ainda que há muito para avançar, construir e erros para corrigir, como os 14% da contribuição previdenciária, as cirurgias eletivas e a recuperação das rodovias.

Mutirão da saúde: primeiro ato no governo de Jorginho

A questão da saúde foi um dos temas bastante abordado durante a campanha de Jorginho Mello. Neste final de semana, ao falar para a imprensa, disse que o primeiro ato de governo será realizar um mutirão de saúde para começar a reduzir a fila de atendimentos. Este um dos mais sérios problemas no campo da saúde no Estado. Prometeu que irá contratar os procedimentos junto aos hospitais filantrópicos e médicos, assim que assumir.

Aliás, não é mais promessa de campanha, portanto, é de se esperar algo prático nesse sentido já a partir de janeiro de 2023. Conforme relata, é desumano ver mais de 100 mil paciente à espera na fila por uma cirurgia. Obviamente também deverá cumprir promessas relacionadas à educação e à redução do desemprego.

A faculdade gratuita foi também muito comentada por ele em todos os debates e discursos. Disse que irá levantar a régua da educação em Santa Catarina. Assuntos que nos deixarão atentos no campo da opinião.

A respeito do Plano 1000

O Plano 1000 foi um dos programas municipalistas empregado antes mesmo de iniciar a campanha para reeleição, de parte do governador Carlos Moisés. Alguns candidatos até prometeram que dariam sequência a ele, caso eleitos.

Confesso que não tenho lembrança de ter ouvido Jorginho Mello ter prometido também. No entanto, se coloca como sendo municipalista e que irá fazer um governo voltado para as pessoas e aos municípios. Talvez, seja a forma de dizer que dará continuidade ao Plano 1000, mas com outro formato de denominação.

Valorização da vice Marilisa

Importante o comprometimento feito por Jorginho Mello sobre a participação da vice-governadora, a delegada Marilisa. A formação dela permite ter no governo uma participação efetiva, diferente do atual gestor, que excluiu a vice por completo de qualquer presença nas atribuições governamentais.

Sendo assim, o governador eleito, ao dividir a vitória com a vice, da indicativos de que irá gerir o Estado de mãos dadas. Na política e aos olhos do eleitor isso tudo faz muito sentido.

Foto: Assessoria de Imprensa JM

Natalino Uggioni na Secretaria de Estado da Educação

O governador eleito Moisés anunciou nesta sexta-feira, 28, o nome que faltava para completar o secretariado do primeiro escalão do Governo. Natalino Uggioni vai assumir a Secretaria de Estado da Educação.

Com perfil inovador e tecnológico, um dos principais desafios da pasta será tornar o ambiente escolar um espaço cada vez mais atrativo para os jovens estudantes catarinenses. Moisés destaca que o trabalho deverá ser conduzido em parceria com servidores de carreira, construindo a ponte entre o ensino básico e o profissionalizante.

Secretariado completo

Com o anúncio de Natalino Uggioni na Educação, o governador eleito completa o quadro de secretários setoriais. A equipe de Moisés tem ainda os seguintes nomes:

– Administração, Jorge Eduardo Tasca;

– Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Lima;

– Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa;

– Casa Civil, Douglas Borba;

– Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo, Lucas Esmeraldino.

– Desenvolvimento Social, Maria Elisa da Silveira de Caro;

– Secretaria de Estado da Fazenda, Paulo Eli;

– Infraestrutra e Mobilidade, Carlos Hassler;

– Secretaria de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino;

– Colegiado da Segurança Pública: Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior (PM), João Valério Borges (CBMSC), Giovani Adriano (IGP) e Paulo Koerich (PCSC);

Conforme projeto de reforma administrativa proposto pelo futuro Governo, Comunicação, Articulação Nacional e Defesa Civil passarão a ser secretarias executivas.

As duas primeiras vinculadas à Casa Civil e a Defesa Civil, ao gabinete do governador. O projeto prevê ainda a criação da secretaria de Governança, Integridade e Transparência.

Foto: Susi Padilha

Audiência com Jair Bolsonaro

O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL) esteve em Brasília nesta terça-feira (11), e manteve audiência com o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Na ocasião repassou todas as informações referente ao Estado, incluindo as medidas que deverá tomar, assim que assumir, caso da redução da máquina administrativa e a privatização de algumas estatais.

Além disso, informou que irá conceder ativos a rodovias, ou seja, deverá promover o pedagiamento da maioria, e detalhou questões sobre a área da segurança pública e da saúde, e ainda sobre as reformas administrativas que deverá promover. Não esqueceu da necessidade de que os tributos aos Estado sejam revistos.

Seja como for, é grande a expectativa de que os governos estadual e federal estejam bem alinhados. Se isto acontecer, todo o Estado de Santa Catarina poderá ser beneficiado. Afinal, ambos são do PSL, e devem falar a mesma língua.

(Foto: divulgação)

Reuniões na Alesc e em Brasília com Bolsonaro

Independente de conversar ou não com a imprensa, sabe-se que o governador eleito Carlos Moisés tem tido agendas intensas, neste período de transição.

Uma das reclamações dos deputados estaduais começa a ser atendida. Ele irá conversar nesta segunda-feira, 10, à tarde com o presidente da Alesc, Sílvio Dreveck, acompanhado do futuro líder dele na Casa, o coronel Onir Mocellin (PSL). Será a primeira conversa em meio ao parlamento depois de eleito. O próximo passo é o agendamento com todos os deputados eleitos antes de fechar o ano.

Em Brasília

Já nesta terça-feira (11), Carlos Moisés estará em Brasília, onde, às 14h30min, tem agenda com o presidente eleito Jair Bolsonaro. No encontro, a apresentação dos números de Santa Catarina, e  o pedido para total alinhamento de seus governos.

Moisés distante da imprensa

O governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) parece ter aversão à imprensa. Até agora tem se mantido recluso às declarações abertas, exceto por algumas gravações em “lives” nas redes sociais, com poucas visualizações.

Ele tem usado a fonte oficial do governo para enviar informações, ressaltando que esta é uma fonte verdadeira de informação. Fica a pergunta: será que não acredita nos veículos de comunicação?

O homem poderia seguir o exemplo de Jair Bolsonaro, que nunca se furta em falar abertamente com jornalistas. Está na hora de uma relação mais democrática com a imprensa, ou será que não sabe ou não tem nada a dizer?

O problema é que setores da sociedade, principalmente a produtiva, está começando a ficar apreensiva. Ninguém sabe nada do que está acontecendo neste período de transição.

(Foto: divulgação facebook)