Décio Lima / Foto: divulgação / Assessoria de Imprensa
O diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Melles, apresentou nesta quarta-feira, 29, carta de renúncia que foi formalizada ao presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, José Zeferino Pedroso.
O governo federal venceu o impasse de quase dois meses, para destituí-lo da presidência do Sebrae e indicar o escolhido do presidente Lula, o ex-deputado federal Décio Lima.
O Sebrae tem 2.649 pontos de atendimento espalhados pelo país e está implantando uma agência de financiamento orientada para pequenas empresas. Uma nova reunião deve acontecer nos próximos dias para os encaminhamentos da posse, que deve ocorrer no dia 10 de abril.
“O Sebrae Nacional não poderia ser um partido, muito menos, um partido de Oposição. O Sebrae nasceu para ser o parceiro dos micro e pequenos empreendedores, parceiro da Democracia e parceiro do governo do presidente Lula no próximo período”, afirmou Décio Lima, após receber a informação da renúncia, na noite desta quarta-feira, em Brasília.
O político Décio Lima
Ex-deputado federal. Disputou o governo do estado pelo PT indo para o segundo turno com o atual governador Jorginho Mello (PL). Décio é advogado e tem experiência junto ao setor de micro e pequenas empresas, na época foi prefeito de Blumenau e desenvolveu ações em prol do crescimento do setor.
Ele assume este novo desafio como indicação de confiança do presidente Lula. Décio é casado com a deputada federal Ana Paula Lima e atualmente é presidente do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina.
A determinação de parte do governador Jorginho Mello, para que a Secretaria de Articulação Nacional do Estado, em Brasília, acompanhe de perto a situação dos catarinenses que se encontram detidos após os atos registrados domingo na Capital Federal, tem rendido muitas críticas de correntes da esquerda.
Depois do candidato ao governo, pelo PT, Décio Lima, o deputado federal Pedro Uczai também disparou contra o Governador. Por outro lado, houve também que entrasse na defesa de Jorginho Mello. Aliás, uma das poucas manifestações públicas neste sentido.
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), gravou um vídeo e publicou nas suas redes sociais. Ele pediu respeito à atitude do governador Jorginho Mello, dizendo que foi correta, a partir de uma determinação para que simplesmente acompanhassem a situação dos catarinenses detidos.
Lembrou que o devido processo legal seja feito, para que se apure verdadeiramente quem estava ou não envolvido. Por fim, parabenizou Jorginho pela atitude e afirmou que alguém precisa defende-lo.
Fora do foco e distante da mídia, notadamente o ex-candidato ao governo de Santa Catarina, Décio Lima (PT) parece estar procurando alguma forma de chamar atenção.
Décio Lima / Crédito: Bianca Matos
Ao criticar a conduta do governador Jorginho Mello (PL), por ter decidido acompanhar a situação de catarinenses detidos em Brasília, em razão dos atos do último domingo (8), ele deu uma demonstração de total descaso humanitário. Afinal, seja quem forem os “criminosos”, todos têm o direito de defesa. O petista sabe muito bem disso.
Taxar o governador de cúmplice e afirmar que se iguala a eles, é um contrassenso, vindo justamente de uma pessoa que durante a campanha pregava o amor. Falácia. Apenas discurso.
A conduta do governador, ao determinar que a Secretaria de Articulação Nacional do Estado, em Brasília (DF), acompanhe de perto a situação dos 19 catarinenses, é justa.
Virar as costas simplesmente, sem amparo e sem direito à defesa, é igualmente criminoso. Justamente, o que Décio propõe, e critica. Ainda mais que as coisas envolvendo os atos nos poderes estão ainda muito nebulosos.
O candidato ao governo pelo PT, Décio Lima, sabia que não teria uma campanha fácil em Santa Catarina. Porém, comemorou o avanço histórico ao segundo turno, e principalmente, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva a Presidente. Através das redes sociais, ao comentar sobre o pleito, disse que essa foi uma campanha única, emocionante, que transformou Santa Catarina e todos nós para sempre.
Pela primeira vez na história tantos catarinenses digitaram o 13 na urna para defender a democracia, a verdade, a paz, o respeito, o salário digno, a comida na mesa, a educação pública de qualidade, as obras que reconhecem o tamanho de Santa Catarina.
Tantos catarinenses que, sendo ou não petistas, enxergaram no PT o seu legítimo representante nesse segundo turno. “Provamos que a vida pode, sim, ser melhor para todos, e o mundo, pode sim, ser feito mais de amor e menos ódio”, completou.
O derradeiro debate antes do pleito de domingo, 30, envolvendo os candidatos ao governo de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e Décio Lima (PT), na NSC, na noite desta quinta-feira (27), não trouxe basicamente nada de novo. A não ser a chapa quente em determinados momentos, com a artimanha mais voltada para os presidenciáveis do que para os interesses e perspectivas das próprias campanhas.
O petista Décio Lima foi quem mais procurou desconstruir a imagem de Jorginho ligada a Bolsonaro. Uma clara tentativa de favorecer Lula e tentar a reversão do favoritismo do adversário político no Estado. No entanto, o debate validou a certeza do eleitor que assistiu.
Obviamente foi também oportuno para que ambos revigorassem seus planos de governo e debatessem temas essenciais, a exemplo da corrupção, transporte, infraestrutura, educação, agronegócio, desenvolvimento e saúde. Enfim, um confronto que não deve mudar mais os rumos de uma projeção, que tem colocado o liberal com larga margem nos índices das pesquisas.
Em discurso para apoiadores na cidade de Lages, região serrana, o candidato da Frente Democrática ao governo de Santa Catarina, Décio Lima, disse neste domingo que sua campanha se contrapõe aos interesses de quem, atualmente, se coloca a favor de orçamento secreto e outras medidas com uso indevido dos recursos públicos. O candidato também percorreu as ruas de Lages em carreata.
Crédito: Bianca Matos
Ao discursar, disse que Santa Catarina é hoje um dos estados com maior registro de casos de assédio eleitoral. Dezenas de empresários são responsáveis por pressionar funcionários para votar em candidato bolsonarista. Segundo as denúncias, muitos ameaçam demitir o trabalhador caso não votem de acordo com a preferência do patrão.
Virada do voto
Conforme a assessoria, o candidato lembrou da importância de trabalhar pela virada do voto nos próximos dias, reta final da eleição, que acontece no próximo domingo, dia 30. Hoje, segunda-feira, 24, a comitiva estará em Chapecó, onde realiza atividades de campanha.
Jorginho lidera pesquisa para o Governo / Foto: Assessoria de Imprensa
Não vou entrar nos detalhes da pesquisa IPEC, divulgada ontem. Vou apenas traçar uma avaliação direta. O demonstrativo revela uma ampliação favorável a Jorginho Mello, em relação às anteriores. Desta vez, o candidato do Partido Liberal tem 59%, e Décio Lima (PT), 26%, na corrida para o Governo do Estado de Santa Catarina. É uma margem considerável, e que praticamente define os rumos do pleito, neste segundo turno. Nulos e brancos somaram 9%, e os que disseram não saber, 6%. Esses, os índices da estimulada.
Chance de vencer
Outro ponto a ser considerado nos dados é o apontamento sobre quem tem mais chance de vitória. Embora aparentemente óbvio, Jorginho é citado com 69% para vencer, contra 15%, para a vitória de Décio Lima. Os dados constam na pesquisa do IPEC contratada pela NSC, ouviu 800 eleitores entre 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, e o índice de confiança da pesquisa é de 95%. A pesquisa está registrada no TRE: sob o número SC-08056/2022, e no TSE: sob o número BR-09340/2022.
Trago aqui alguns pontos da entrevista do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Décio Lima, concedida ao jornalista Rodrigo Cardoso, da TV Barriga Verde (BAND), na última sexta-feira (14). O tempo foi o mesmo dado ao candidato Jorginho Mello (PL), no dia anterior.
Décio Lima / Foto: reprodução vídeo
Tive também participação. Inicialmente, Décio, ao avaliar a primeira fase da campanha, disse sempre acreditar que estaria na disputa do segundo turno. E mais, na possibilidade real de ser eleito governador. Durante a entrevista falou de temas relacionados à educação, segurança pública, saúde, meio ambiente, turismo, cultura, economia, entre outros.
BR 470
Perguntei a ele sobre a não finalização das obras de duplicação da rodovia, até hoje, e se ele terminará caso venha a ser o governador. Lembrou que a BR 470 fazia parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), proposto por ele à então presidente Dilma Rousseff, que teve o mandato interrompido, e, no governo Temer, os recursos foram retirados. Por esta razão a duplicação não foi terminada até hoje.
Além disso, o atual governo também não investiu. Prometeu que, em sendo eleito, irá desta vez terminar, favorecido também pela aliança com o presidente Lula, caso também seja o eleito. Na mesma pergunta, Décio Lima foi mais longe. Citou obras como a do prolongamento da duplicação da BR 101 Sul, investimento na Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, nos portos de Imbituba, São Francisco do Sul e no de Itajaí.
Eleitor conservador em SC
Num segundo momento, perguntei ao Décio como vai enfrentar ou convencer o eleitor, que tem em Santa Catarina, na maioria, pensamentos conservadores, e também devido aos apontamentos favoráveis em pesquisas ao candidato liberal. Categoricamente, respondeu que nunca se sentiu favorito nas disputas. Porém, contestou que o povo catarinense tenha expressão conservadora.
Lembrou a eleição dele mesmo a prefeito de Blumenau pelo PT, entre tantos outros municípios conquistados por petistas, no Estado. Calmamente ressaltou que é um candidato que representa o amor, e não o ódio, o livro, e não a arma. De que representa o novo, amparado por um marco histórico na política catarinense; algo que nunca aconteceu. Por isso, finalizou dizendo que acredita num resultado favorável a ele no segundo turno.
Reforço em meu espaço a nota da assessoria do candidato Décio Lima, com a justificativa do cancelamento da vinda à Joinville do candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para esta quarta-feira (19). Segundo informações, o motivo alegado, foi por falta de logística da agenda de Lula, pois, deverá circular pelo Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, ainda nesta semana. Não há confirmação de uma nova data para voltar ao Estado.
Lembro novamente, que foi na cidade de Joinville que o candidato à reeleição a presidente, Jair Bolsonaro alcançou no primeiro turno a maior votação proporcional, entre as cidades de maior porte do País, no dia dois de outubro (68,98%). Talvez, seja este, outro motivo que levou ao cancelamento da visita do presidenciável petista à Joinville.