Tem coisas que não se entende

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As dificuldades impostas pelo coronavirus nos remete a várias reflexões. A necessidade de ficar mais tempo recluso em casa, por exemplo, ou a de se precaver de todas as maneiras ao circular pelas ruas ou supermercados, passaram a fazer parte da rotina.

Em meio às decisões, estão os poderes constituídos que, em muitas vezes nem razão tem, mas se amparam no que chamam de artigos da lei, e tornam tudo obrigatório. Nesta semana, o uso da máscara vem da ordem de um decreto. É preciso acreditar que esse é o caminho para a segurança e a preservação da saúde.

As instâncias superiores deram carta aberta para as decisões de governadores e prefeitos, sem a associação do que pensa ou age o Governo Federal.

Então por qual razão um prefeito, ao agir de forma diferente, tem de estar atrelado ao decreto do Governo do Estado? Se quem sabe o que o Município pode ou não pode, é o prefeito? Ele tem responsabilidades, ou não?

A imposição judicial diante de decisões controladas, no caso do exercício em praias, como a de Balneário Camboriú, com todos os cuidados recomendados, e com fiscalização conjunta, nos levam a pensar que, nesses casos, depois de liberados serviços bem mais complexos, se percebe que nem tudo o que o Governo e a Justiça decidem, é o melhor.

Cada prefeito conhece a cidade dele, a estrutura, os hábitos, as pessoas. Portanto, poderia também de forma responsável, adotar seus próprios decretos, sem fugir do contexto geral da segurança imposta pelo Estado.

Crédito foto: Prefeitura de BC