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Impressiona saber que poucos lageanos conhecem o Hotel Fazenda Pedras Brancas, localizado literalmente no quintal de Lages. Ou seja, logo ali, na saída para São Joaquim. Um lugar exuberante, mais bem aproveitado por quem vem de longe.

Pois, estive lá muitas vezes, e confesso que a cada nova visita fico ainda mais fascinado com o que ouço, vejo e registro. Um lugar que Lages deve se orgulhar por ele existir. Um lugar para ser visitado nem que seja para simplesmente almoçar ou conviver com a natureza, e curtir as opções de lazer que a Fazenda oferece. Se puder pernoitar, melhor.

Estou escrevendo isso com o sentimento buscado no fundo do coração. Pois, a Fazenda se funde com a história de um passado recente, contada em detalhes pelo historiador Ader Godoi. Ele consegue relatar os acontecimentos que originaram a família Gamborgi, e a própria fazenda, a partir do casamento do lendário Vicente com a dona França. Tudo, muito fascinante.

Aliás, o que torna ainda mais fascinante é o local das contações, exatamente na cozinha de chão, ainda original, e decorada com os mais variados utensílios utilizados no dia a dia da fazenda naquela época. Ao estar nesse lugar, o imaginário nos leva a uma viagem ao passado.

Também a forma com que seu Vicente conheceu a esposa, escondido da força imperialista nos idos 1900 em uma fenda ou caverna das conhecidas pedras brancas. E de lá, do alto, poder controlar todos os acontecimentos na planície dos campos, e da velha estrada, hoje, SC 114. E está tudo lá para o seu próprio testemunho. Coisas que aconteceram, num tempo de revolução, e com seu comércio saqueado Vicente Gamborgi foi obrigado a fugir e se esconder.

Isso tudo pode ser rememorado ao visitar a Fazenda, conhecer o Museu da Família Gamborgi, e remontar a história. E, claro, ver de perto o centenário carvalho que serviu de abrigo por muitos anos aos tropeiros, e convívio comercial entre eles e o seu Vicente.

Imaginar que estas pedras brancas se formaram, segundo geólogos, três mil anos antes de Cristo. E que neste lugar vidas passadas se revezaram com o passar dos anos na luta pela sobrevivência. Nessa passagem as pedras abrigaram índios, escravos fugitivos, bandidos, ou seja, gente de várias origens. Dá para sentir a energia que as pedras emanam.

Assim, entre amigos e com a família, tenho tido o privilégio de ter vivenciado momentos tocantes junto a centenária Fazenda, pioneira no turismo rural no Brasil. Inclusive, o por do sol do alto das pedras. Oportunidade de aproveitar todos os encantos que ela oferece, desde o mais simples até o mais sofisticado. Cavalgadas, caminhadas, contações do histórias, ocasiões místicas do simbolismo indígena, entre outras maravilhas, como a gastronomia campeira, e como disse, muito próximas dos lageanos e dos catarinenses.

Encerro dizendo que está sim, tudo muito perto, a oportunidade de conviver não só com as especiarias do turismo rural, mas também a paz da natureza, e todos os causos verdadeiros muito bem relatados.
E por fim, a Fazenda tem inovado. Dado aos visitantes, oportunidades múltiplas tais como o Baile de Máscaras no Carnaval entre outros eventos. O mês de março reserva outras surpresas que também serão contadas neste espaço. Visite a Fazenda, e comprove tudo isso que eu disse aqui. É o meu testemunho!



