É preciso vivenciar o 3º Salão do Livro

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Tive a satisfação de poder participar, pela primeira vez, nesta semana, de uma palestra do 3º Salão do Livro. Foi na desta quinta-feira (14), quando ouvi um dos grandes nomes da literatura, dos quadrinhos e do cinema, Lourenço Mutarelli, de São Paulo.

Na mediação inteligente de Rodrigo Casarin, também de São Paulo, foi possível viajar no contexto das obras de Mutarelli, muitas transcritas para o teatro e para o cinema. Inclusive, com a participação dele em alguns curtas.

Gosta de escrever auto ficção. Por outro lado, revelou-se um não leitor, especialmente de trabalhos contemporâneos, e escreve tomando por base ideias pequenas, e vai encontrando o contexto até finalizar o livro.

Tem a convicção de que a literatura não pode ser escrita distante da realidade, apesar de que uma simples banalidade pode ser tocante e até importante na criação.

Em seus trabalhos, disse não se identificar com os personagens. Ele nunca é o narrador do livro, sempre parte de um terceiro contanto a história, dele mesmo, inclusive.

Gosta de escrever, porém, afirma que o trabalho da escrita tem caráter terapêutico.

A diversidade de obras de todos os preços enriquece ainda mais o evento.

Bacana poder fazer parte de acontecimentos assim, em Lages. E, tomara que sempre continuem acontecendo em todos os lugares, com ruas interditadas ou não, mas que aconteçam.

Nesta sexta-feira (15), o Salão do Livro trás direto de Los Angeles casal sensação da literatura de fantasia brasileira, Raphael Dracon e Caroline Munhoz. Imperdível!

Vale ainda dizer que as atividades nos estandes iniciam as 8h30. Durante o dia, inúmeras atrações.

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