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Maria Luiza Ferreira de Farias disse que aprendeu que não se deixa a torneira aberta à toa, que não se pode dormir no banheiro e, que ainda vai contar para os pais e aos quatro irmãos tudo que pude aprender.
A encenação faz parte da exigência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério da Saúde, para a liberação do valor referente ao saldo de R$ 250 mil do governo federal, voltado à aplicação de melhorias sanitárias em 25 domicílios de famílias financeiramente carentes em Lages.
A peça de aproximadamente 30 minutos conta o dia a dia de dois mendigos, grandes amigos (1 e 2, ou 2 e Óh!), interpretados pelos atores e produtores culturais Nelson José “Furmiga” e Robson Andrade, que disputam espaços públicos (banheiros e praças) e, a princípio, desconhecem a utilização correta dos utensílios que garantem a higienização do corpo.
Dessa forma, as crianças compreendem melhor a questão do uso correto do vaso sanitário, o desperdício de água potável, a necessidade de ativar a descarga e os locais higiênicos para liberação de dejetos.
Em forma de documento
Os espetáculos e a oficina serão documentados, gerando um relatório a ser entregue à Funasa, que se posicionará quanto a próxima etapa para liberação dos recursos.
O relatório socioeconômico das famílias e o projeto de engenharia foram entregues no dia 20 de agosto à Superintendência Regional da Funasa, em Florianópolis, criando a etapa do teatro.
O convênio 789, de 2005, contava com valor total de R$ 1,25 milhão para as melhorias sanitárias para famílias com renda familiar de até R$ 1.600,00 por mês. O valor remanescente de R$ 250 mil ainda não está depositado, mas será resgatado.



