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Pelo clamor da democracia a Câmara de Vereadores de Lages está bastante dividida. Situação e oposição, mal começaram seus mandatos, e pouco se entendem. Sobram ofensas e acusações. Ou mudam os comportamentos, agora, no início, ou, assim penso, em poucos meses a credibilidade de muitos recém-eleitos vai se perder.

Ontem, conversei demoradamente com o presidente da Casa, o vereador Gerson Omar. Mostrou-se muito preocupado, exatamente como fazer para devolver a credibilidade da fraca legislatura encerrada no final de 2020. O presidente terá de ser firme.
Avalio, portanto, que mal começaram os trabalhos e o risco de a Câmara de Vereadores cair novamente em descrédito, é eminente. Tem vereador que ainda nem descobriu o seu verdadeiro papel e já está se achando.
O episódio da discussão sobre o Projeto de Lei de remanejamento de dotações já deixou evidente o despreparo inicial de alguns.

O nervosismo e o descontrole do vereador Nei Casa Nossa (PSL) que repetidas vezes afirmou que estava decepcionado com tudo desde já, e que não estava se controlando devido não só ao nervosismo, mas por algo que lhe incomodava, denota realmente o quanto precisa aprender.
Tanto, que nem percebeu a agressividade de suas palavras quanto se referiu ao fato de um vereador eleito não poder assumir uma Secretaria. “Não deveria abandonar a Casa e aí vira o que aí está”, numa citação à inclusão da suplente Katsumi Yamagushi (PP), que, aliás, votou a favor do projeto de transposição de verba.

Nei foi mais infeliz ainda quando afirmou, em bom tom, de que quem manda na vaga de suplente é o Prefeito. Deveria entender que na vaga do titular, o primeiro suplente assume pela forma legal, e não a mando de ninguém. Vai aprender a ser legislador, nem que seja aos tombos.
Por fim, Katsumi mostrou discernimento, ótimo raciocínio e domínio das palavras. E falou sem titubear.
Veja aqui o vídeo gravado por ela, em que demonstra a indignação por julgar ter sido desrespeitada.
Fotos: Débora Bombílio e reproduções do Facebook



