Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para a 32ª Sapecada da Canção Nativa e a 24ª Sapecada da Serra Catarinense, eventos que integram a programação da 36ª Festa Nacional do Pinhão, em Lages. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, por meio do site oficial do festival.
Foto: Arquivo PML
A triagem das composições ocorrerá em abril, com seleção feita por comissão especializada. A Sapecada da Serra Catarinense acontece em fase única no dia 29 de maio, enquanto a Sapecada da Canção Nativa será realizada em duas etapas, nos dias 30 e 31 de maio.
As obras premiadas na etapa serrana garantem vaga direta na final do festival principal, reforçando o papel das Sapecadas como vitrine da música e da identidade cultural nativista no Sul do Brasil.
Portanto, as inscrições seguem até o dia 30 de março de 2026 e devem ser feitas exclusivamente de forma on-line, por meio do site oficial do festival https://sapecada.lages.sc.gov.br/. Para participar, os compositores precisam realizar cadastro no sistema, no link http://sapecada.lages.sc.gov.br/inscricoes.
Lages demonstrou organização, integração e preparo ao realizar o 2º Simulado de Desastres, promovido pela Prefeitura por meio da Defesa Civil na manhã deste domingo (1º), na região do Carahá. A ação mobilizou uma ampla força-tarefa envolvendo secretarias municipais, forças de segurança, equipes de saúde, assistência social, órgãos ambientais e instituições parceiras, em um exercício que simulou um acidente com transporte de produtos perigosos.
O treinamento teve como foco aprimorar protocolos, fortalecer a integração entre os órgãos e testar a capacidade de resposta rápida diante de situações extremas. A operação foi dividida em quatro etapas, alerta, atendimento emergencial, evacuação preventiva e normalização, incluindo isolamento da área, atendimento às vítimas, bloqueios viários, resgate de animais, contenção ambiental no rio Carahá e avaliação técnica final.
A prefeita Carmen Zanotto acompanhou o exercício e destacou a importância da prevenção e da capacitação contínua das equipes, ressaltando que o objetivo é estar preparado para agir com agilidade caso uma emergência real ocorra.
Coordenado pela Defesa Civil municipal, o simulado foi considerado um sucesso pelas equipes envolvidas, reforçando que o município avança na cultura da prevenção e na construção de uma resposta cada vez mais técnica, integrada e eficiente para garantir segurança à população.
A retomada das obras da SC-114, futura BR-438, conhecida como “Caminhos da Neve”, voltou ao centro das articulações políticas e institucionais nesta semana, após novas tratativas conduzidas pelo deputado estadual Marcius Machado e pelo empresário Wirto Schaeffer junto à Secretaria de Infraestrutura de Santa Catarina.
“Caminhos da Neve”, reúne autoridades para agilizar reínicio das obras de ligação entre São Joquim e Bom Jesus – Foto: Grupo BR-438 – Arquivo Bancada Sulista
A cobrança é pelo reinício imediato dos 10,7 quilômetros restantes do trecho catarinense entre São Joaquim e Bom Jesus, até a Ponte das Goiabeiras, já concluída na divisa com o Rio Grande do Sul.
Reunião entre o Exército de Engenharia, em Lages, e o governo estadual, nesta semana, encaminhou a parte operacional da obra, tratada como prioridade pelo governador Jorginho Mello. A estrada é considerada estratégica para integrar a Serra Catarinense aos Campos de Cima da Serra gaúcha, impulsionando turismo, logística e escoamento da produção regional.
A expectativa regional é alta: além de antiga promessa de desenvolvimento, a rodovia pode restabelecer conexões perdidas, estimular investimentos e conter o esvaziamento populacional da área de abrangência. No lado gaúcho, o trecho de 43,9 km aguarda inclusão definitiva no PAC, já com pareceres técnicos favoráveis do DNIT e do Ministério dos Transportes e apoio parlamentar amplo.
Quando concluída, a ligação entre Florianópolis e Gramado deverá consolidar um novo corredor turístico e econômico no Sul do país, transformando o “Caminhos da Neve” de projeto histórico em eixo real de integração regional, agora sob vigilância mais próxima da sociedade e das lideranças locais.
Na celebração dos 16 anos do Sindaf-SC, o presidente Sandro Medeiros Alves aproveitou o encontro com diretoria e filiados realizado na última quinta-feira (26) para reforçar o papel técnico dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas na solidez fiscal catarinense, especialmente diante de um ano que antecede o calendário eleitoral.
Ao falar sobre o momento, o presidente destacou: “O Estado de Santa Catarina, a Secretaria da Fazenda e o governador sabem da nossa importância, mas também sabem que temos demandas que precisam ser vistas com atenção e responsabilidade, para que a Secretaria continue sendo referência em gestão fiscal e finanças públicas.”
A mensagem é clara: a excelência das contas públicas passa, necessariamente, pelo reconhecimento e fortalecimento de quem atua diretamente na gestão fiscal do Estado.
Vem aí a 17ª edição do Mulheres de Sucesso, promovida pelo Núcleo da Mulher Empreendedora, da ACIL.
No Tema Livre inédito gravado nesta sexta-feira, 27, a entrevista contou com as presenças de Cristina Yamagushi, organizadora do evento, e de Denise Luciano, coordenadora do Núcleo.
Além deste assunto, já foi conversado sobre o início da organização do próximo Desapega Rosa, e ainda a respeito de um forte trabalho de conscientização a respeito violência contra a mulher. Vale a pena conferir!
O deputado estadual Lucas Neves consolidou, nesta sexta-feira (27), o maior investimento parlamentar já destinado à APAE de Lages nesta legislatura. Com a entrega de novos recursos, que serão aplicados na cobertura da área externa da instituição para garantir mais conforto e segurança aos alunos, o parlamentar alcança a marca de R$ 700 mil repassados em três anos.
O ato contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Maurício Batalha, além de profissionais, direção e famílias atendidas pela entidade. Neves destacou que investir na educação especial é assegurar dignidade e futuro para quem mais precisa.
Além de Lages, o deputado ampliou os repasses para outras Apaes de Santa Catarina, somando R$ 3,5 milhões em três anos de mandato. Os recursos têm sido aplicados em reformas, ampliações, aquisição de equipamentos e implantação de salas multissensoriais voltadas ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) confirmou a realização de novas sessões itinerantes em 2026, reforçando a proposta de descentralizar as atividades parlamentares e aproximar o Legislativo da população catarinense.
Plenário do Alesc Itinerante, em Balneário Camboriú / Foto: Rodrigo Corrêa/Agência AL
O destaque fica para a primeira edição do ano, marcada para os dias 24 e 25 de março, em Curitibanos, contemplando diretamente a Serra Catarinense e abrindo o calendário com foco nas demandas regionais do interior do Estado.
Criadas em 2024, as sessões itinerantes transferem temporariamente a sede do Parlamento para municípios catarinenses, permitindo maior participação da sociedade civil, entidades locais e lideranças regionais nos debates legislativos. A iniciativa integra as ações de modernização institucional e interiorização do Legislativo estadual.
A segunda sessão de 2026 está prevista para maio, ainda com local a ser definido pela Bancada do Sul, conforme o calendário legislativo.
Os números reforçam o impacto do programa: somente em 2025, as edições realizadas em São Miguel do Oeste, Mafra e Balneário Camboriú resultaram na aprovação de 109 projetos, com participação de 93 entidades. No acumulado dos dois anos, já são 266 entidades envolvidas e 330 matérias aprovadas, evidenciando maior diálogo entre Parlamento e sociedade.
A iniciativa foi instituída pelas resoluções nº 2 e nº 5 de 2024, dentro das comemorações dos 190 anos do Parlamento catarinense, e já passou por cidades como Blumenau, Joinville, Criciúma, Lages e Chapecó, ampliando a presença institucional em todas as regiões do Estado.
O debate sobre o fim da escala 6×1 começa a ganhar temperatura no Congresso Nacional, mas um posicionamento do deputado catarinense Jorge Goetten chama atenção justamente por pedir o contrário: menos calor político e mais racionalidade.
Deputado Jorge Goetten (Republicanos foi o relator do projeto / Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
O parlamentar defendeu que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho seja adiada para depois das eleições gerais de 2026. Na avaliação dele, o ambiente eleitoral contamina o debate, transforma um tema técnico em bandeira ideológica e dificulta a construção de um consenso equilibrado entre trabalhadores e empregadores.
A proposta de revisão da escala 6×1 já avança na Câmara dos Deputados, com análise de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça envolvendo duas PECs que tratam do tema. Enquanto defensores apontam ganhos à saúde e à qualidade de vida dos trabalhadores, entidades empresariais alertam para riscos econômicos relevantes, especialmente para micro e pequenas empresas.
Estudos citados por representantes do setor produtivo indicam possíveis aumentos de custos, necessidade de novas contratações e impactos nos preços e no emprego, sobretudo em áreas como comércio, turismo e serviços, setores que dependem diretamente de escalas contínuas de trabalho.
Para Goetten, a discussão ainda carece de dados consolidados e pode gerar insegurança no mercado de trabalho se conduzida sob pressão política.
Analogia crítica
Discutir o fim da escala 6×1 em pleno ano pré-eleitoral é como tentar reformar o motor de um avião durante uma turbulência: todos sabem que ajustes podem ser necessários, mas ninguém consegue avaliar com clareza o que é melhoria técnica e o que é apenas movimento para acalmar passageiros assustados.
Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
A jornada de trabalho é um tema sério demais para virar slogan de campanha. Em períodos eleitorais, propostas complexas tendem a ser simplificadas em promessas fáceis, e promessas fáceis costumam produzir consequências difíceis depois.
O alerta do deputado catarinense revela algo raro no ambiente político atual: reconhecer o tempo da política e o tempo das políticas públicas. O primeiro vive de urgência; o segundo exige diagnóstico, números e previsibilidade.
Porque reduzir jornada pode ser avanço social, mas, se mal calibrado, pode também reduzir empregos, aumentar preços e transferir o custo justamente para quem se pretende proteger.
No fundo, a discussão não deveria ser “menos trabalho” ou “mais trabalho”, mas mais produtividade, mais qualificação e mais segurança econômica. Sem isso, mudar a escala pode ser apenas trocar o relógio da parede enquanto a engrenagem continua desajustada.
E talvez esteja aí o ponto central: antes de decidir quantos dias se trabalha, o Brasil ainda precisa decidir como produzir melhor.