A Prefeitura de Lages iniciou um novo estágio no planejamento da mobilidade urbana ao adotar tecnologias de monitoramento com câmeras fixas e drones. A iniciativa é conduzida pela Secretaria do Planejamento Urbano (Seplam) em parceria com a Diretoria de Trânsito (Diretran), com o objetivo de tornar as decisões mais técnicas, precisas e baseadas em dados reais sobre o fluxo de veículos.

As câmeras operam 24 horas por dia em pontos estratégicos com semáforos, permitindo a contagem de veículos em diferentes horários e a identificação dos principais movimentos de tráfego. Já o uso de drones complementa os estudos ao oferecer uma visão aérea dos gargalos e da dinâmica viária, auxiliando na avaliação de melhorias na sinalização e no ordenamento do trânsito.
Entre setembro e outubro de 2025, foram realizadas contagens em todos os cruzamentos semaforizados da cidade e em pontos-chave, como as rotatórias do bairro Conte, do acesso ao 1º Batalhão Ferroviário e do bairro Penha. Com base nesses dados, o município começou a implantar novas programações semafóricas, priorizando o sincronismo entre corredores viários e a chamada “onda verde”, para tornar os deslocamentos mais fluídos nos trechos de maior movimento.

A administração municipal também alerta os motoristas para mudanças nos tempos dos semáforos, que poderão aumentar ou diminuir conforme o fluxo identificado, reforçando que o objetivo não é estimular a velocidade, mas garantir agilidade com segurança. Segundo a gestão, todas as intervenções são fundamentadas em dados técnicos e visam melhorar a qualidade de vida da população, com um trânsito mais seguro e eficiente.
O que penso
A adoção de câmeras e drones marca um avanço importante para Lages ao enfrentar um dos problemas mais complexos das cidades contemporâneas: a mobilidade urbana. Ao trocar o improviso por decisões baseadas em dados concretos, a prefeitura sinaliza maturidade administrativa e compromisso com soluções estruturais, e não apenas paliativas.

O foco no sincronismo semafórico e na “onda verde” é um passo correto, pois ataca diretamente um dos principais fatores de estresse no trânsito: a perda de tempo em cruzamentos mal coordenados. Além disso, o uso de tecnologia relativamente acessível mostra que inovação nem sempre exige obras milionárias, mas sim inteligência na gestão dos recursos disponíveis.
É claro que os resultados só serão plenamente validados no dia a dia, à medida que motoristas, ciclistas e pedestres sintam, de fato, mais fluidez e segurança. Ainda assim, o caminho adotado pela gestão Carmen Zanotto aponta para uma política pública moderna, técnica e alinhada às melhores práticas de planejamento urbano.
Se houver continuidade, transparência nos dados e abertura para ajustes conforme a resposta da população, Lages pode transformar um gargalo histórico em um exemplo regional de como tecnologia e planejamento podem andar juntos para melhorar a vida nas cidades.





Há méritos evidentes na iniciativa. Motta demonstra sensibilidade diante da indignação coletiva e tenta transformar esse sentimento em ação concreta. O projeto reforça a ideia de que a proteção animal é uma pauta legítima e urgente, além de reconhecer os limites da atuação parlamentar estadual, sem prometer mais do que sua competência permite.





