Contra a unificação das eleições, mas sugerem votação virtual

Diante dos desafios impostos às eleições, em virtude da crise sanitária provocada pela Covid-19, juristas da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) elaborou relatório com sugestões para garantir a manutenção da realização das eleições municipais em 2020.

O documento, encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Congresso Nacional, opõe-se firmemente à unificação das eleições em 2022.

Como alternativa, o relatório indica a possibilidade de flexibilização no calendário eleitoral com perspectiva de 1º e 2º turno entre novembro e dezembro deste ano, respectivamente, e recomenda aos órgãos competentes alternativas tecnológicas para diminuição dos riscos de contágio durante etapas do processo eleitoral.

Votação pela Internet

Segundo os Juristas que são contra a unificação das eleições, eles também sugerem que se faça a implementação futura de formatos alternativos de votação remota, em especial, o voto eletrônico não presencial via internet.

Defende ainda que esta implantação deve ser realizada de forma gradativa, com a habilitação de uma parcela do eleitorado para votar pela internet pode marcar o começo de uma transição.