A história da aviação regional na Serra Catarinense é marcada por avanços importantes, mas também por recorrentes oscilações na demanda, especialmente nas rotas que conectam a região ao principal centro econômico do país, São Paulo. Esse cenário volta ao radar das lideranças empresariais e institucionais após a retomada das operações aéreas pela Gol Linhas Aéreas, que iniciou, em 27 de novembro de 2025, um novo serviço com três voos diários a partir do Aeroporto Regional da Serra Catarinense, em Correia Pinto.

Apesar do avanço representado pela nova operação, o histórico regional de queda sazonal na procura por passagens tem despertado atenção e preocupação entre setores produtivos. Diante disso, dirigentes empresariais passaram a articular uma campanha orgânica para estimular o uso da rota, envolvendo entidades, empresários e lideranças regionais. O objetivo é evitar que a baixa ocupação, fator que já comprometeu iniciativas anteriores, volte a ameaçar a permanência do serviço.
Em Vacaria
Essa mobilização ganha novo capítulo nesta quarta-feira (4), durante o Rodeio Internacional de Vacaria, no Rio Grande do Sul. Lideranças empresariais e autoridades dos dois estados participam de um encontro que busca discutir estratégias para fortalecer e consolidar a rota aérea entre Correia Pinto e São Paulo. A reunião ocorre às 18h30, no Palco 1 – Concha Acústica do evento.
Atualmente, a linha operada pela Gol utiliza aeronaves Boeing com capacidade para 138 passageiros e registra taxa média de ocupação próxima de 60%. O índice ainda é considerado abaixo do ideal para garantir sustentabilidade econômica da operação a longo prazo, o que reforça a necessidade de ações coordenadas para ampliar a utilização dos voos.
Iniciativa
O encontro é uma iniciativa do Banco da Família, Mercado Martendal e CDL Lages, reunindo ainda representantes da CIC e CDL de Vacaria, ACIL, Uniplac e Associação Rural de Lages. A proposta vai além do estímulo ao transporte aéreo, buscando posicionar o aeroporto como um polo estratégico de integração regional.
A presidente do Banco da Família, Isabel Baggio (foto), destaca que a consolidação da rota pode transformar a competitividade econômica da Serra Catarinense e dos municípios gaúchos próximos. Segundo ela, a conectividade aérea reduz custos logísticos e amplia o acesso a investidores e novos mercados, especialmente para setores como agronegócio, turismo, comércio e serviços.
Voo encurta distâncias
A ligação direta com São Paulo também reduz a dependência dos aeroportos de Florianópolis, Caxias do Sul e Porto Alegre, encurtando distâncias e fortalecendo a integração econômica entre regiões que possuem forte complementaridade produtiva.
Nos bastidores, lideranças empresariais defendem que a permanência e o fortalecimento da operação aérea dependem diretamente do engajamento regional. A avaliação é de que a sustentabilidade da rota não está apenas na oferta do serviço, mas na conscientização coletiva sobre sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico e turístico da Serra Catarinense.









