Manifesto de venezuelanos em Chapecó após prisão de Maduro

Em Chapecó, os venezuelanos já se tornaram parte ativa da economia local, ocupando vagas em frigoríficos, comércio e serviços. A queda de Nicolás Maduro reacendeu esperanças de retorno. No entanto, entendo que esse movimento não será homogêneo: alguns podem optar por reconstruir o país, enquanto outros podem preferir permanecer no Brasil, onde conquistaram estabilidade.

Foto: Diário do Iguaçu / divulgação

Neste último sábado, 3, fizeram um manifesto pacífico reconhecendo a gravidade das violações dos direitos do povo da Venezuela.

Por outro lado, háá ainda a possibilidade de migração circular, com famílias divididas entre os dois territórios. O cenário, porém, é marcado por riscos e incertezas, a transição política não garante democracia, a infraestrutura segue debilitada e a reconstrução dependerá de apoio internacional. Em resumo, acredito, que o retorno é uma esperança concreta, mas não imediata nem universal, exigindo dos migrantes uma avaliação cuidadosa entre o desejo de reerguer sua pátria e a segurança já alcançada em solo brasileiro.

Venezuelanos pedem esmolas em semáforos da cidade

Lages, assim como várias cidades de Santa Catarina também recebe imigrantes venezuelanos. Algumas famílias, esta semana, inclusive, com crianças de colo, estão postadas em semáforos, mendigando.

Conversei com o secretário da Assistência Social, Jean Pierre, e disse-me que o município ofereceu assistência em abrigos, com alimentação e tudo mais. Porém, recusaram.

Ouça o que disse-me o Secretário: