Em Chapecó, os venezuelanos já se tornaram parte ativa da economia local, ocupando vagas em frigoríficos, comércio e serviços. A queda de Nicolás Maduro reacendeu esperanças de retorno. No entanto, entendo que esse movimento não será homogêneo: alguns podem optar por reconstruir o país, enquanto outros podem preferir permanecer no Brasil, onde conquistaram estabilidade.

Neste último sábado, 3, fizeram um manifesto pacífico reconhecendo a gravidade das violações dos direitos do povo da Venezuela.
Por outro lado, háá ainda a possibilidade de migração circular, com famílias divididas entre os dois territórios. O cenário, porém, é marcado por riscos e incertezas, a transição política não garante democracia, a infraestrutura segue debilitada e a reconstrução dependerá de apoio internacional. Em resumo, acredito, que o retorno é uma esperança concreta, mas não imediata nem universal, exigindo dos migrantes uma avaliação cuidadosa entre o desejo de reerguer sua pátria e a segurança já alcançada em solo brasileiro.



