A Polícia Ambiental de Lages mostrou que está totalmente inteirada em buscar alternativas de controle da proliferação do javali na Serra Catarinense. O Plano de Ação para o controle populacional dos animais já está sendo executado. Até agora, não há como saber o número exato de animais espalhados pelo território catarinense. O tema foi abordado com a imprensa na tarde desta quinta-feira (23), na sede do Pelotão da PMA.

Comandante Pimentel do 2º PMA de Lages
Não há dúvida de que o problema é extremamente complexo. Mas, as atitudes estão sendo tomadas e vão desde a desburocratização das licenças para as caçadas até as análises dos prejuízos dos produtores. Recentemente foram liberadas mais de 240 autorizações.
A questão, por outro lado, não é simplesmente liberar. Há um cuidado em saber quem irá caçar. A pessoa precisa estar preparada para o manuseio de armas específicas e, principalmente treinada para enfrentar os perigos e saber diferenciar a espécie das demais nativas.
Entre as medidas, a execução de um trabalho consorciado com os caçadores é a construção de armadilhas, para tornar a ação mais eficiente.

Padre Edilson, Prefeito de Campo Belo do Sul
O Município de Campo Belo do Sul tem sido referência nas ações. Foi o primeiro a se organizar, planejar e trabalhar em torno da criação do georreferenciamento, com um mapa de danos. Diante desse planejamento, será contemplado inicialmente com 28 armadilhas. Na Amures são necessárias aproximadamente 850.
Além disso, um forte trabalho de conscientização precisa ser feito junto aos produtores, para que eles entendam a sistemática legal, e os reais perigos que a animal oferece ao ser afrontado.
A questão do aplicativo irá nortear todas as ações, e vai permitir a acúmulo de informações que darão uma noção mais exata do número, das regiões que o animal habita e irá também facilitar as liberações de caça, entre outras utilidades.

A participação do professor Rodrigo, da Unisul, irá propiciar cientificamente um estudo completo do comportamento dos javalis, e chegar na frente das ações dos animais.
Isso tudo, implica no controle da sanidade. A temeridade é o fato de o animal poder influenciar no campo econômico do estado e criar problema nas exportações de carne suína.

Modelo de armadilha em miniatura
Até mesmo um colar com GPS que deverá ser colocado em 14 animais, para saber com exatidão as coordenadas geográficas percorridas pelo animal.
Desejo todo o sucesso possível nas ações. A imprensa estará a postos para ajudar na divulgação e conscientização de quem for preciso.