Coligação de Carlos Moisés enfrenta nova ação

A coligação “Santa Catarina em Primeiro Lugar” que reúne a siglas Avante, Republicanos, MDB, PSC, DC e Podemos, enfrenta uma nova ação. Desta vez, impetrada pela coligação “Frente Democrática”, resultante da união dos partidos de esquerda, o PT, PCdoB e PV. A primeira ação, do Pros, está transcorrendo.

A acusação de agora tem o mesmo embasamento: abuso de poder econômico. A novidade, é o apontamento também do vice, Udo Döhler.

A argumentação utilizada para a formatação do processo ressalta a recente campanha institucional “Aqui tem Governo”, na qual, teria levado à indução via publicidade, além do slogan “Aqui Já tem Governador”, que vem sendo reiteradamente utilizado na campanha.

Todo o embasamento está frutificado a partir do Plano 1000, e o encaixe de verbas repassadas aos municípios. O resultado, ainda não se sabe.

Principais convenções no sábado

Penso que as principais convenções partidárias de Santa Catarina ocorreram no sábado (23).  Foram nove convenções. A mais tranquila, creio, deve ter sido a da composição de Gean Loureiro (UB), Eron Giordani (PSD), e de Raimundo Colombo, (PSD), na cabeça de chapa, composta e alinhada bem mais cedo.

A do MDB, mais conturbada, gerava certa expetativa. Completamente rachado, o partido acabou cedendo à proposta de ser coadjuvante, na posição de vice, de Carlos Moisés (Republicanos), que também ratificou no sábado, a sua candidatura à reeleição. O MDB tinha a opção de abraçar a candidatura própria com o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli.

Udo Döhler, Paulinha e Carlos Moisés

Seja como for, sem consenso interno, os convencionais optaram mesmo pela homologação do empresário de Joinville, Udo Döhler, dando ao deputado federal Celso Maldaner, a oportunidade de concorrer ao Senado.

O Novo também homologou seus candidatos e vai de chapa pura com Odair Tramontin e Ricardo Althoff, como vice.

Ex-prefeito de Joinville indicado para vice de Moisés

O MDB parece estar encaminhando para a convenção uma proposta com boas chances de passar, ou seja, a composição de vice da chapa majoritária encabeçada pelo governador Carlos Moisés (Republicanos).

Nesta terça-feira (12), boa parte da bancada se reuniu em almoço em Florianópolis, e confirmou a indicação do ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, para o vice.

Após tudo decidido, o governador esteve no ambiente da reunião, obteve o comunicado oficial, almoçou junto, e até já pousou para foto, ao lado de Döhler.

Logicamente a aprovação da proposta ainda deve passar pela convenção marcada para o próximo dia 23, e conta também com o apoio da maioria dos prefeitos da sigla.

Na convenção, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul irá também buscar o consenso dos convencionais. Antídio Lunelli se inscreveu e vai buscar a indicação do nome para que o MDB tenha candidatura própria. As duas propostas serão colocadas em votação.

Créditos: Fotos/divulgação/Diário do Iguaçu

Flexibilizações nas mãos dos prefeitos, incluindo o transporte

Ao visitar Joinville, e falar com empresários e o prefeito Udo Döhler, o governador Carlos Moisés, entre as conversações, anunciou que os municípios, a partir da próxima segunda-feira (1/6), vão ter autonomia para definir sobre a retomada do transporte, educação e eventos, atividades ainda suspensas no Estado.

(Foto: Carlos Junior, ACIJ)

O Governador não falou em datas, mas dentro das conformidades regionais, os prefeitos poderão traçar um cronograma e decidir.

Segundo informações, o Governador passa a dividir responsabilidades com os gestores municipais que sabem exatamente como está a situação de suas cidades, ou seja, observando a particularidade de cada região e município.

O governador Carlos Moisés entende que cada município tem uma situação particular e, com a descentralização da tomada de decisões, é possível adotar medidas de acordo com a realidade.

No entanto, ainda há a preocupação, pois, o Governador acredita de que nos próximos dias o número de casos deve avançar no Estado.

Caças às bruxas?

Dentro do MDB é mais ou menos isso que está acontecendo. A discussão é para saber exatamente o que aconteceu ou quem seria o responsável pela inédita posição de terceiro lugar no primeiro turno. Há quem diga que o candidato Mauro Mariani teria se afastando de importantes lideranças e feito uma campanha rodeado de gente ligada a ele. Evidência nesse sentido, e que está hoje sendo colocada, foi o fato de ignorar a liderança de Udo Döhler, prefeito de Joinville. Lá o MDB perdeu para o PSL e para o PSD.

O maior partido de Santa Catarina agora, ainda não sacudiu toda a poeira das costas, mas prometeu que deverá ainda nesta terça-feira (9) dizer a quem deverá dirigir o voto no segundo turno. Não significa apoio integral, ainda ao candidato A ou B. Aliás, há certa temeridade do indicativo direto de apoio do MDB, e que pode causar efeito reverso, pelo simples fato de ser MDB, e estar ligado ao presidente Michel Temer. O mesmo ocorre com o PT, e a ligação com Lula. Diante disso, creio que liberação dos votos dos partidários seja o melhor caminho, sem direção de apoio a nenhum dos candidatos. O PSDB é o apoio de maior credibilidade.

Foto: Marco Fávero / Diário Catarinense

Prefeito de Joinville fora da disputa ao Governo

Ao comunicar que irá permanecer na Prefeitura de Joinville, Udo Döhler, oficializa também a desistência da candidatura ao governo pelo MDB.

Sendo assim, com o deputado federal Mauro Mariani alijado do processo, tudo indica que o nome do partido para o cargo de chefe maior de Santa Catarina, pelo MDB, recai ao atual governador interino, Eduardo Pinho Moreira.

O MDB reconhece que precisa oficializar um nome, pois, até então vive de indefinições.

À espera da definição

Tem gente do MDB que não  esconde a angústia de o Partido ainda não ter definido um único nome para a candidatura ao Governo.

A alegação é de que poderiam trabalhar desde já para o escolhido. Porém, ninguém ainda sabe se será o governador interino Eduardo Pinho Moreira, ou se o deputado federal Mauro Mariane, ou ainda, mais distante na visão deles, o prefeito de Joinville Udo Döhler.

Enquanto isso não acontece, todos são unânimes ao afirmar que o MDB está perdendo tempo.

O que era para ser, não é mais!

O comportamento em meio a política varia de direção, assim como o vento. No ano passado, tudo o que se dizia sobre os pré-candidatos, parecia dar certeza de que estariam todos no confronto.

Parecia. Assim que começou 2018, mas com resíduos de 2017, as majoritárias, em especial dos maiores partidos estão indefinidas, e repletas de novas possibilidades.

Notem. Entre os resíduos que se mantêm, do ano passado, e que sustenta a candidatura própria, está o deputado estadual Gelson Merisio (PSD). Este não mudou a concepção, ainda.

Há, tem o deputado federal Esperidião Amin (PP), que está assanhado em ser candidato, porém, ainda não oficializou.

No PSDB também no âmbito residual, está o tucano Paulo Bauer, mas que pode se ajustar a uma parceria. Portanto, ainda não tem uma proposta de candidatura consistente.

Mudança na rotulação ocorreu no MBD. Quem estava ambicionando como futuro candidato, era, isso mesmo, era, o deputado federal Mauro Mariane.

Porém, Eduardo Pinho Moreira, entrou forte no páreo, e quer ser ele o representante do Partido, como cabeça de chapa. Mariane, nem mais aparece na mídia.

Não se pode também se esquecer do prefeito de Joinville, Udo Döhler, que se apresenta neste mesmo grupo, para ser o candidato ao Governo, pelo MDB.

Tem ainda, as mais diversas especulações no campo das hipóteses, como por exemplo, MDB e PSD, juntos. Tudo indefinido!