Acessibilidade: Lages terá que adequar à legislação vigente

Será uma mudança gradual, com diálogo e bom senso. Assim, o Município de Lages irá nortear o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público de Santa Catarina e a Prefeitura Municipal de Lages.

O acordo foi feito ainda em 2020, visando a acessibilidade de estabelecimentos comerciais da cidade, mas sem muitos avanços nos últimos anos.

Exigências

De acordo com o documento, a Prefeitura deveria exigir o cumprimento de medidas em prol da inclusão de pessoas com deficiência (PCD) e o livre acesso delas aos segmentos econômicos atuantes em Lages, sob pena de cancelamento e suspensão de alvarás de funcionamento.

Contudo, atenta aos anseios da comunidade, tanto no que tange à equidade de direitos e da necessidade de viabilizar os acessos, quanto à realidade dos negócios lageanos e sua aplicação prática, a Secretaria de Planejamento Urbano (Seplam), encontrou alternativas para atender o acordo firmado junto ao MPSC, porém sem prejudicar a economia local.

Nenhum alvará será permanentemente suspenso ou cancelado conforme possibilidade inicialmente prevista. Em vez disso, a Seplam encontrou um formato alternativo para a emissão das licenças de funcionamento.

Fotos: Fábio Pavan / Divulgação Seplam

Cascalheiras começam a ser regularizadas

Com a reivindicação da isenção das taxas das cascalheiras vencida, num trabalho que mobilizou forças da Serra Catarinense por mais de um ano, agora deve começar a efetiva retirada dos cascalhos e recuperar as estradas.

cascalheiras estradas

O prefeito de São Joaquim e presidente do Consórcio Serra Catarinense – Cisama, Humberto Brighenti comemorou. Segundo ele, a regularização de cascalheiras se tornou uma questão de utilidade e responsabilidade pública.

A região possui o maior território do Estado com mais de 16 mil quilômetros quadrados e uma malha viária rural de mais de oito mil quilômetros.

A liberação das cascalheiras deve melhorar a condição das estradas. Pelos prazos firmados com o Ministério Público, até maio de 2017 cada município terá o direito de ter uma cascalheira regularizada.

E até maio de 2018, mais uma ou tantas quantas cascalheiras consiga regularizar.

Mas, conforme um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a partir de 2019 os municípios não poderão mais explorar qualquer cascalheira que não esteja regularizada.

cascalheiras1

Assim, todas as cascalheiras informadas ao Ministério Público e à Polícia Militar Ambiental poderão ser utilizadas pelas prefeituras.

Ao todo, no levantamento de campo, a equipe do Cisama apurou e apresentou à Fatma e a Polícia Ambiental 127 cascalheiras relacionadas para uso nos 18 municípios da Amures.

(Informações e fotos: Oneres Lopes)