Ao revogar a “autorização permanente” de trabalho aos domingos e feriados, o Governo Federal, através do Ministério do Trabalho, dá nova demonstração de contrariedade à evolução para o funcionamento de empresas, a
exemplo, dos supermercadistas. Um retrocesso.
A medida havia sido concedida durante o governo de Bolsonaro, incluindo outras atividades do comércio em geral. Desta vez, atendendo a pedido dos sindicatos, e sem ouvir os setores envolvidos, a nova regra passa a valer em janeiro de 2024. Há promessa de ouvir os empresários.
Mas, para que mexer no que já vem funcionando e bem. Um critério puramente político. Obviamente, houve manifesto. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) entende exatamente o que a revogação significa, e já espera pelos problemas e prejuízos.
No caso do setor supermercadista em específico, não vai poder abrir sem que haja antes prévia autorização de convenção coletiva, além de uma nova aprovação de parte do município. A impressão é que, além da alta de carga de impostos, estará criado outro mecanismo para travar o desenvolvimento das empresas.
Por outro lado, de parte da União Geral dos Trabalhadores (UGT), a medida resgata a dignidade do trabalhador do comércio. Só não falou do risco da queda de faturamento e do corte de mão de obra.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil







