ACIL unida no fortalecimento da rota aérea na Serra Catarinense

A Associação Empresarial de Lages (ACIL) integrou a comitiva que apresentou a nova rota aérea da Gol Linhas Aéreas durante o Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. A ligação conecta o Aeroporto Regional da Serra Catarinense, em Correia Pinto, ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com três voos semanais, ampliando a mobilidade, o turismo e as oportunidades de negócios para a região.

A participação em Vacaraia reuniu lideranças políticas e empresariais da Serra Catarinense e da Serra Gaúcha, que destacaram a importância da nova conexão para o desenvolvimento regional. O presidente da ACIL, Antonio Wiggers, ressaltou a necessidade de fortalecer a ocupação dos voos para viabilizar a ampliação das frequências. Prefeitos da região também enfatizaram o impacto positivo da rota na economia, no turismo e na realização de grandes eventos.

A ação marcou o início de uma estratégia conjunta de divulgação em municípios num raio de até 250 quilômetros, com o objetivo de atrair passageiros e consolidar a nova operação aérea, fruto da união entre entidades empresariais e instituições das duas regiões serranas.

Informações e foto: Sheila Rosa

Cavalhada em Cazuza Ferreira: luta entre mouros e cristãos

Esta matéria jornalística faz parte da série produzida sobre o distrito de Cazuza Ferreira, em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. A localidade está imboída em alavancar o turismo, em várias frentes, seja em experiências através da roterirização em locais atrativos, eventos, cicloturismo, entre outras possibilidades. O projeto O Turismo é Aqui, da Serra Catarinense, está atuando como apoiador das iniciativas, além fronteira.

A Cavalhada de Cazuza Ferreira, em São Francisco de Paula (RS), é uma das mais antigas e importantes manifestações culturais do Rio Grande do Sul, realizada desde 1885. Inspirada nos torneios medievais europeus, a festa encena a batalha simbólica entre Mouros e Cristãos, reunindo cerca de quarenta cavaleiros montados, divididos em dois grupos, que se enfrentam em campo aberto diante da comunidade. O espetáculo é marcado pela religiosidade, com missa e procissões, além de música e celebrações que envolvem toda a população local.

Imagens da Cavalhada – Jerre Rocha

Mais do que uma encenação, a Cavalhada é um patrimônio cultural vivo, transmitido de geração em geração, que reforça a identidade de Cazuza Ferreira e mantém viva a memória coletiva da região. O evento mobiliza moradores e visitantes, que participam de jantares, bailes e atividades paralelas, transformando a festa em um grande encontro comunitário.

Após alguns anos de interrupção, a Cavalhada foi retomada recentemente, reunindo milhares de pessoas e reafirmando seu papel como símbolo da tradição e da cultura popular gaúcha. Além de preservar a história, ela representa um potencial turístico significativo, capaz de integrar roteiros culturais e religiosos da Serra Gaúcha, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e atraindo novos visitantes para Cazuza Ferreira.

Assim, a Cavalhada não é apenas um espetáculo, mas sim um marco cultural e social, que une fé, tradição e convivência, consolidando-se como um dos maiores tesouros da comunidade e da região serrana.

Assim, a Estação Cazuza não apenas acolhe viajantes, mas também se posiciona como um projeto de desenvolvimento comunitário e turístico, que une tradição, modernidade e visão de futuro para Cazuza Ferreira e toda a Serra Gaúcha.

Reportagem: Paulo Chagas

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O Turismo é Aqui

Deputado gaúcho se mostra contra moção de apoio à BR 438

O jornalista joaquinense Artur Hugen, tem se dedicado, em Brasília, a buscar apoio para incluir a pavimentação da Rota Caminhos da Neve no PAC. Trata-se de um projeto vital para aproximar Gramado de Florianópolis, impulsionar o turismo e atender comunidades que há décadas esperam por essa ligação.

Mas o que deveria ser consenso encontrou resistência vergonhosa. O deputado Bibo Nunes (PL-RS), eleito com votos da própria Serra Gaúcha, recusou-se a assinar uma simples moção de apoio. Sua justificativa: ser contra qualquer medida vinculada ao presidente Lula.

Esse argumento é tão frágil quanto ofensivo. Parlamentares existem para representar o povo, não para alimentar birras ideológicas. Ao se negar a apoiar o projeto, Nunes não apenas traiu seus eleitores, como humilhou quem acreditou em sua palavra.

O resultado é claro: enquanto empresários, agricultores e moradores aguardam desenvolvimento, o deputado mostra que seus interesses pessoais estão acima das necessidades coletivas. Resta saber se, no próximo pleito, os serranos terão memória suficiente para responder à altura.

Deputado Alciobio ignora pedido de moradores da serra gaúcha, ao negar assinatura de pedido de Moção de apoio para Inclusão no PAC projetos em BR da região / Foto: Agência Câmara dos Deputados.

Diante das negativas, o jornalista decidiu então expor a posição dos deputados. Entre eles, Bibo Nunes (PL-RS, que segundo Artur, ignora e humilha moradores da Serra Gaúcha ao negar arrogantemente pedido de apoio para assinar moção de apoio para inclusão no PAC Projetos, importante de interesse das comunidades serranas.

Confira o posicionamento do jornalista em publicação no Portal Bancada Sulista

O deputado ALCIBIO MESQUITA BIBO NUNES (PL-RS), conhecido por Bibo Nunes, procurado pela equipe da Coordenação do Grupo BR-438 que liga Gramado à Florianópolis, via Bom Jesus – São Joaquim e Urubici, para assinar Moção pela inclusão da BR-438 “Rota Caminhos da Neve”, no PAC projetos registrou uma recusa que merece ser registrada.

Porém, sua resposta foi decepcionante, segundo interpretação de empresários e o povo sofrido da região dos Campos de Cima da Serra.

Observem neste pequeno registro que o fato que envergonha a todos: Bibo Nunes, se recusou terminantemente a assinar a moção. Alegou que é contra qualquer coisa em relação ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

É abominável a posição de um parlamentar, eleito pelo voto popular e, certamente, ele levou muitos votos na Serra Gaúcha.

Quer seja de direita ou esquerda como destaca a Constituição Federal, “o dever de um parlamentar, é trabalhar para conquistar benefícios para a população que, supostamente, representa.

Mas quando tal deputado toma uma posição desse nível, além de descumprir a Constituição ele ofende e humilha pessoas de bem que, ingenuamente. o elegeram. “Imaginava-se que o apoio solicitado seria acolhido, mas o que se viu foi este lamentável acontecimento ignaro”.

Respeitadas as devidas opiniões, os empresários, fazendeiros, os humildes moradores e até políticos terão uma lição clara e límpida de um parlamentar que, preocupado está sim, com seus interesses.

O ano vem tem eleições e o povo ‘desprezado’ da serra gaúcha, saberão como e em quem votar no pleito que se avizinha”. Esta é a conversa que se ouve aos quatro ventos em afirmações dos moradores da região.

BR-285 e BR-438 incluídas no PAC Projetos

Em recente audiência com a comitiva dos Campos de Cima da Serra, com o superintende do DNIT no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva, se conversou sobre o alinhamento de ações referente à pavimentação de rodovias na região.

Superintendente do DNIT, Hiratan Pinheiro da Silva, presidente Jaziel de Aguiar Pereira, vereadores Sérgio Augusto Billieri e Velocino Tristão da Silva e assessores gaúchos da deputada estadual, Patrícia Alba e do deputado federal, Márcio Biolchi

Entre os temas discutidos, as obras da BR-285 Rodovia Bioceânica que interliga o Atlântico ao Pacífico, com destaque para a aprovação de uma emenda de bancada no valor de R$ 35 milhões na LDO de 2025. Assunto que vem sendo cobrado dos Deputados Federais e Senadores.

O Superintendente do DNIT, informou que “serão necessários R$ 35 Milhões para o Orçamento de 2025 e mais de R$ 35 Milhões para o Orçamento de 2026, para que a BR-285 seja inaugurada em 2026

Rota Caminhos da Neve

Quanto à BR-438 (Rota Caminhos da Neve) os Estudos dos Técnicos confirmaram a viabilidade da pavimentação da rodovia. O projeto vai criar um corredor logístico conectando a BR-285 à BR-486, em Santa Catarina.

O projeto interligará a Serra Gaúcha e Serra Catarinense, passando por São Joaquim, Urubici, Bom Retiro, Imbuia, Vidal Ramos e Brusque, onde se conectará ao Porto de Itajaí.

O que se sabe é que o empreendimento já faz parte da lista de demandas de rodovias em todo o Brasil, mas para agilizar a implementação recomenda-se que os parlamentares articulem sua inclusão no PAC Projetos.

A questão é o tempo. Não há previamente um prazo específico para a praticidade do projeto a ser executado na Rota Caminhos da Neve. Enfim, deputados gaúchos poderiam se debruçar na questão de forma mais ampla. O desenvolvimento dessa Roda carece de total engajamento. Porém, pouco se vê!

Rota Caminhos da Neve carece de atenção política

Um pessoal eclético participa de forma efetiva de um grupo de WhatsApp, exatamente para discutir providências e acompanhar o desenrolar das ações envolvendo a Rota Caminhos da Neve, entre as serras catarinense e gaúcha. Recentemente, todos comemoraram o final da construção da Ponte das Goiabeiras, sobre o Rio Pelotas, um passo decisivo para o complemento de todo o trajeto.

Na foto, o registro do trânsito na nova Ponte das Goiabeiras, feita com recursos dos catarinenses / Crédito: Luiz Gonzaga Cechinel

Entre as argumentações do grupo, salientam-se que dinheiro nunca foi problema para o Caminhos da Neve. Num exemplo de 2019 o projeto chegou a ter R$ 20 milhões à disposição no Orçamento da União, mas foi perdido porque não foi executado.

Já em 2022 gastaram-se várias semanas nos cálculos dos itens remanescentes que compõem o orçamento preliminar (R$ 52,9 Milhões). Foi enviado para o Gabinete do Governador de SC; por sua vez, o Gabinete mandou para o Secretário de Infraestrutura, e o Secretário autorizou a publicação do edital. São pontos que evidenciam os interlocutores que acompanham o andar do processo.

Agora, pedem ao governador Jorginho Mello, a atenção necessária para que essa obra da Rota, seja concluída, no lado catarinense, pois, tudo se arrasta por muitos anos. “Nossa região precisa de rodovias. É o oxigênio que faz a economia girar”, ressaltam.

Roteiro turístico precisa avançar

O clamor das comunidades catarinenses e gaúchas é de que a Rota Caminhos da Neve tem que andar em Santa Catarina, via Governo do Estado. O entendimento é de que SC tem condições, e utilizam a expressão “tem café bule”.

Já no Rio Grande do Sul, o Governo está falido devendo mais de R$ 80 bilhões, e enfrenta dificuldades diárias com a ERS-020, ERS-427, ERS-476 e outras. Por outro lado, é preciso continuar cobrando investimentos por parte do Governo Federal via BR-438/RS.

A esperança, recai unicamente ao governo de Santa Catarina. Jorginho Mello deverá ser pressionado para que a BR-285 se encaminhe para ficar pronta, e assim, drenar mais de 4 mil veículos por dia na BR-470 e a BR-282. A Serra Catarinense vai sentir as consequências positivas da abertura da BR-285, mas não se a Rota Caminhos da Neve continuar parada.

Enfim, quando se evidencia o Programa Estrada Boa e a marca do turismo no Estado, sem olhar para a Rota Caminhos da Neve, não soa bem.

Chegam as vigas pré-moldadas da Ponte das Goiabeiras

Eis uma boa notícia para quem vive na divisa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre Bom Jesus e São Joaquim.

Pois, uma das principais obras estruturante da Serra Catarinense, que ligará São Joaquim a localidade de São Francisco Xavier em Bom Jesus (RS), a ponte das Goiabeiras começa a sair definitivamente do papel.

Acabam de chegar no local da obra, seis carregas com estruturas pré-moldadas que servirão de base da pista de rolamento da ponte.

A empresa Zanco do Oeste do Estado foi a vencedora da licitação para executar a obra orçada em R$ 12 milhões. Localizada sobre o rio Pelotas, no prolongamento da SC-114, a ponte terá altura de 5.90 metros acima do nível da atual e 136 metros de comprimento.

No trecho denominado Caminhos da Neve, a ponte das Goiabeiras será um elo importante no escoamento da produção da fruticultura e pecuária. E será estratégica para o fomento do turismo das serras Catarinense e Gaúchas.

(Informações e fotos: Oneres Lopes)

Visão de quem sabe o que diz

“A que ponto chegamos. Sem a Corvo Branco, sem a BR 285, sem a 020, sem a Caminhos da Neve e sem a Serra do Faxinal cai tudo na BR-282 e vira colapso na chegada da Florianópolis. E, em eventuais colapsos também na Rota do Sol. Investir em infraestrutura é fundamental para a qualidade de vida das pessoas. É preciso mais investimentos em nossa região. As conexões entre a Região Serrana com a BR-101 transformariam a Serra Catarinense e a Gaúcha numa potência em Turismo no Brasil.”

Foto ilustrativa

Possibilidade de neve na Região Serrana

É o que diz a previsão, embora remota a possibilidade do fenômeno neve acontecer neste sábado, e pela manhã, apenas.

neve23Registro da neve em São Joaquim, em 2014

Há mais chance de nevar na Serra Gaúcha. Na catarinense, se não nevar, os turistas que já lotaram as pousadas e hotéis em São Joaquim e Região, poderão, quem sabe, ver o sincelo ou chuva congelada.

O jeito é torcer para que o fenômeno aconteça e faça a alegria de quem está esperando.