Dona Maria do Carmo, 93 anos, e vende balas de goma na rua!

Muitos motoristas que trafegam pela Av. Presidente Vargas, sentido Centro para o Coral, devem conhecer a senhora Maria do Carmo. Ela vende balas de gomas, pertinho do semáforo, na esquina com a Av. Belizário Ramos.

Ela é uma simpatia. Pois, para quem não sabe, ela tem 93 anos, e permanece naquele lugar todos os dias, praticamente, das 13 às 18 horas, há mais de 50 anos. De carro em carro, se aproxima sempre sorrindo e abençoando a cada um dos motoristas, independente de comprarem a goma ou não.

Hoje não trabalhou. Foi se despedir de uma amiga que faleceu. E foi justamente no velório que a encontrei, ao lado do esposo, o seu Antônio, de 78 anos. Ela tem uma história fabulosa.

Mereceria uma grande homenagem do município. No entanto, está lá, com sol ou chuva, anonimamente, ainda trabalhando para complementar a aposentadoria, que prefiro não falar quanto recebe, e nem o que ela arrecada diariamente com as vendas. Ela acompanhou a evolução da Avenida e arredores.

Mora em uma casa própria, herança da mãe. Contou-me que fez um empréstimo num banco para reformar a casa, e que está pagando até hoje.

Outra curiosidade, é a paixão por gatos. Disse-me que o prefeito Ceron lhe prometeu dar ração se ela continuasse cuidando dos bichanos. Eram 21, mas doou seis, outro sumiu, e agora são 14. Reclamou da qualidade da ração que recebe do município. “Os gatos não comem. É muito ruim. Nós comemos qualquer coisa, mas eles não”, disse.

Enfim, anda cansada, mas não pretende parar. Adora estar na rua trabalhado. Primeiro, por necessidade, e em segundo, porque adora passar o tempo em meio aos carros, vendendo as gominhas. Sente-se feliz. “Recebo muita ajuda, cestas básicas e coisas para a minha casa”, disse-me com a mesma simpatia transmitida a todos que encontra na rua.

Novo semáforo é instalado

A Diretoria de Trânsito (Diretran) instalou um novo semáforo no cruzamento da Rua São Joaquim com a 7 de Setembro, no bairro Copacabana, em Lages. O equipamento começou a funcionar nesta quarta-feira (16).

A medida foi necessária devido às dificuldades de travessia por parte dos motoristas, principalmente no sentido bairro/Centro.

A providência abre oportunidade de retirar o semáforo próximo à Igreja São Judas e instalar uma rotatória no local.

(Foto: Carlos Becker)

Mexidas no trânsito

A Rua São Joaquim, que corta o bairro Copacabana, em Lages, começa a ganhar atenção especial. O movimento nesta rua está cada vez mais intenso, em razão do crescimento que inclui agência bancária, instalação de novas empresas, e até ampliação de supermercados.

Uma das providências foi a instalação de um semáforo no cruzamento com a 7 de Setembro. Até porque, a Rua é a principal ligação com o bairro Santa Helena.

Por hora, a sinaleira, já instalada, permanece com o sinal de alerta, devendo funcionar ainda esta semana. Fica o alerta aos motoristas que se utilizam das vias.

Por outro lado, vale lembrar que o trânsito estará interditado para execução de obras, amanhã, terça-feira (15), das 7 às 19 horas, bem no começo da Papa João XXIII, no cruzamento com o Belizário Ramos. Os motoristas terão que buscar rotas alternativas.

Lages: apenas para lembrar

  • O maior fluxo de pedestres, com certeza, se dá na passagem em frente ao Terminal de Passageiros, no Centro da cidade. Portanto, não sei o que esperam para consertar a sinaleira, a da travessia dos pedestres. Está um problema. O sinal abre para os carros e as pessoas não têm a mínima orientação e nem segurança se atravessam ou esperam. Muitas até enfrentam os veículos, que por sua vez, se obrigam a parar próximos à faixa;
  • Há um casarão antigo, não sei se tombado também como patrimônio histórico, mas abandonado isso está. Fica quase em frente ao Bradesco, na Rua Correia Pinto. Hora de alguém se manifestar também a respeito do destino do lugar;
  • Por falar em abandono, o velho prédio da Casan no Bairro São Cristóvão caiu no esquecimento de novo, e acho que agora, em definitivo. Dia desses fizeram uma limpeza. Coisa paliativa. Falta “voia” para destinar o patrimônio a uma causa maior.