Resultado esperado: sabatina de Flávio Dino foi mera formalidade

A aprovação do ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino influencia e interessa a todos, indistintamente de onde se vive no Brasil. O assunto é a principal manchete na mídia.

Flávio Dino na CCJ sendo sabatinado / Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Porém, a sabatina cumpriu mera formalidade. O estabelecido no Plenário do Senado era o que se esperava, desde o primeiro momento da indicação. Pois, até mesmo uma churrascada já estava sendo preparada, mesmo antes da votação.

Os 47 votos a favor, com 31 contrários, feitos secretamente por grande parte, protege uns e outros da evidência que coloca no Supremo Tribunal Federal (STF), um alguém cujo cunho político é repleto de ideologia.

Quem observou a atuação dele enquanto ministro da Justiça, entende muito bem o que fez o Senado, principal responsável pela aprovação do novo integrante da Suprema Corte. Dino vai ocupar a vaga deixada pela ex-ministra Rosa Weber.

No senado, dia de sabatina de Flávio Dino e Paulo Gonet

Por mais que grande parte da sociedade não concorde com a indicação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal (STF) está nas mãos dos senadores aprovar ou não. Historicamente, eles têm aprovado, ignorando os manifestos contrários, seguindo apenas os próprios interesses.

Lula ao lado dos indicados: Paulo Gonet para a PGR e Flávio Dino para o STF / Foto: Ricardo Stuckert/PR

Este é o desenho do que deve acontecer na manhã desta quarta-feira (13), no Senado. Qualquer decisão contrária, será surpreendente. Além de Dino, estará sendo submetido ao “crivo”, também com indicativos de aprovação, o nome do subprocurador-geral da República, Paulo Gonet, na Procuradoria-Geral da República (PGR). Ambos serão sabatinados simultaneamente.

Os dois relatórios apresentados por senadores na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ) foram favoráveis às aprovações. Portanto, o resultado final já é sabido, embora haja resistência dos senadores mais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Resta saber quem terá mais força, governistas ou oposição. Um jogo em que as cartas na mesa, estão marcadas.

Senado irá sabatinar os nomes de Dino e Gonet

Bastou a indicação do Presidente da República para o presidente do Senado Rodrigo Pacheco anunciar que haverá um esforço concentrado de 12 a 15 de dezembro, para votar as nomeações do Governo Federal. Dando a entender que desde já os nomes serão aprovados.

Pacheco anunciou em coletiva ter recebido indicações ao STF e à PGR e adiantou pauta de votações / Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Entre as indicações a serem avaliadas, estarão as de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF) e de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR), ambas anunciadas nesta segunda-feira (27). Segundo Pacheco após a realização das sabatinas, a apreciação se dará pelo voto secreto. Por hora, as indicações serão encaminhadas para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pelas sabatinas.

Dino, que é senador licenciado (PSB-MA), é o atual ministro da Justiça. Sua indicação preenche a vaga aberta pela aposentadoria da ministra Rosa Weber. Gonet é subprocurador-geral da República e procurador-geral eleitoral interino, e foi indicado para substituir Augusto Aras na chefia do Ministério Público.

Outros indicados

Além dos nomes para o STF e a PGR, o Senado deve votar outras 22 indicações de autoridades para cargos públicos durante o esforço concentrado. São 20 ofícios (OFS) e mensagens (MSF) que já aguardam deliberação das comissões e do Plenário, e Rodrigo Pacheco antecipou a chegada de duas indicações para preencher assentos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A maior parte das indicações está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): além de Gonet e Dino, são oito para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e duas para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O colegiado deve votar os ofícios nesta quarta-feira (29), às 10h. (Fonte: Agência Senado)

Bolsonaro surfa em sabatina durante pool de transmissão

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas abriu mão da presença, afirmando incompatibilidade com agenda de campanha. Obviamente perdeu grande oportunidade de fortalecer suas ideias. Adversários políticos entenderam que foi uma demonstração de fraqueza e medo dos questionamentos a respeito do passado político, que certamente iriam surgir. Saiu perdendo, em todos os sentidos, notoriamente.

Portanto, em forma de sabatina, calmamente, Jair Bolsonaro (PL), surfou em meio aos profissionais da imprensa, e com ampla liberdade respondeu a todas as questões, por uma hora, isso, somente no tempo oficial, sem contar o amplo espaço inicial ne forma coletiva junto à imprensa.

É de se esperar do Partido, pedidos de resposta, os quais, acredito não ter direito, pois, Lula foi convidado e não quis participar. Poderia fazer a própria defesa, presencialmente.

O Presidente Bolsonaro volta a ser sabatinado neste domingo (23), às 21h30, ao vivo, na TV Record. Lula da Silva, do PT, decidiu não participar do debate. Bolsonaro por diversas vezes citou o PT e falou sobre a corrupção.

Tempo generoso em sabatina

Uma mega estrutura fora preparada para o debate entre os candidatos à Presidência da República, num dos maiores pools organizados para a retransmissão. Sem a presença do petista Luiz Inácio Lula da Silva, todo o aparato foi entregue ao atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL). Oportunidade excepcional para responder às mais diversas perguntas.

Antes mesmo de se posicionar para a entrevista oficial, atendeu aos jornalistas, enfatizando a liberdade de expressão, citando o episódio de censura imposto sobre a Jovem Pan, em desobediência à Constituição. Teve para si, um tempo generoso para explicar suas políticas de governo, em todas as áreas.

Na econômica, por exemplo, defendeu a permanência do ministro Paulo Guedes. Aliás, de todos os demais, a não ser que queiram deixar os cargos. A entrevista teve a participação, além da TV aberta do SBT, a CNN Brasil, Estadão/Rádio Eldorado, Veja, Terra e Nova Brasil.

Fotos: reprodução vídeo