Registros que a gente lamenta

O município de Taió, no Vale do Itajaí, é um dos que está em séria situação. No centro e nos bairros, a água cobre as casas. Há todo um trabalho de resgate às pessoas ilhadas em segundo pisos de casas, também de animais. Segundo a Defesa Civil municipal, o centro do rio atingiu 11,25 metros às 22h, de domingo (8).

Famílias atingidas retiram móveis antes que a água invada as casas / Foto: Ascom PML

Já em Lages, lembro que foi encomendado um estudo para prevenir futuras enchentes. Ele foi feito. Na época, o prefeito Antonio Ceron, na primeira gestão, dizia que era preciso ter um diagnóstico claro, para atuar na contenção das águas sem “achismo”.

Pois bem. O estudo ficou pronto, e nenhuma atitude foi tomada. Nunca mais se falou nele. Enquanto isso, as enchentes continuam, sem que as providências sugeridas no diagnóstico fossem tomadas.

Sistema de Captação de água opera normalmente

Devido às chuvas ocorridas na cidade, nos últimos 15 dias, houve um fenômeno natural de desbarrancamento de solo no leito do rio, as margens da captação da Semasa, no Rio Caveiras.

Desde então, a equipe técnica da Semasa tem se reunido juntamente com especialistas, para avaliar a real situação e as medidas urgentes a serem tomadas.

Na manhã deste sábado uma nova reunião, com a participação da Dra. Raquel Valério, geóloga do CAV/Udesc, juntamente com a secretária, equipe da Semasa, e o prefeito Juliano Polese, quando foram definidas as novas ações que iniciarão nesta segunda-feira.

A Semasa lamenta a circulação de notícias sem fundamento de falta d’água em Lages por qualquer período. “Não procede essa informação, o sistema de captação está operando normalmente”, explica a secretária.

Fotos: Semasa/captação/Divulgação

Rio Caveiras sobe e deixa casas ilhadas no Salto

As imagens feitas com drone, do amigo Marlom Sá Molim, da empresa Imagens Aéreas, mostram a atual situação de diversas casas ribeirinhas, totalmente ilhadas. É o que se observa ao longo do que deveria ser as margens do  do Rio Caveiras, em Lages. O rio subiu devido à contínua chuva. Ao fundo, a ponte sobre o Caveiras, na BR 116.

É grande o volume de água na barragem do Salto Caveiras

Uma boa informações enviada pela assessoria de comunicação da Amures. Nem ouso mexer no texto. 

Nível do rio Caveiras na Usina do Salto, está com uma das maiores vazões dos últimos tempos. Os registros de imagens feitos na tarde desta quinta-feira (05), pela equipe de Comunicação da Amures comprovam o gigantesco volume de água que precipita no canal do rio.

A água está passando por cima da estrutura de contenção no barramento próximo da ponte do Salto. E o nível do rio continua a subir, mesmo não tendo chovido nesta quinta-feira. As áreas de alagamento, acima da barragem, voltaram a ter água como a muito não se via.

Informações e fotos: Comunicação da Amures

Para tentar prevenir inundações

A atual administração sentiu os efeitos das inundações em vários bairros no início de junho de 2017. Na ocasião prometeu que deveria buscar um meio para tentar prevenir futuras inundações, sem “achismo”.

Para tanto, a Prefeitura, a partir da elaboração do projeto através da Defesa Civil Municipal, acabou pedindo junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, e conseguiu a liberação de quase R$ 900 mil.

Ordem de serviço entregue ao representante da Udesc

Caberá ao CAV/Udesc trabalhar nas pesquisas de obras ou medidas estruturais de prevenção e minimização dos efeitos das inundações causadas pelos altos volumes de chuvas. Os trechos hídricos que serão analisados compreendem os rios Carahá e Caveiras.

Sem dúvida, um grande passo para os trabalhos de prevenção de enchentes, enxurradas e alagamentos em áreas consideradas de alto risco em Lages foi dado. Pois, a partir dos estudos será possível ter um diagnóstico preciso sobre o que pode ser feito na prevenção das inundações.

Assim, dentro de aproximadamente 180 dia, os estudos deverão ficar prontos. Então, obviamente, a expectativa será para as ações preventivas, de parte do Município.

Foto: Ari Junior

Possíveis causas da mortandade de peixes no Caveiras

A Polícia Militar Ambiental, sediada em Lages, apresentou na tarde desta quinta-feira (5) os resultados de análises laboratoriais que atestam as possíveis causas da mortandade de peixes da espécie cará, ocorrida no mês de abril deste ano. O trabalho de análise foi realizado em conjunto com a Semasa e o CAV.

Não há certeza

Em resumo, a conclusão é de que não se pode afirmar a verdadeira causa, ou seja, de que o agente causador das mortes seletivas dos peixes (indivíduos jovens) tenha sido um fato isolado, mas sim a interação de fatores naturais e de origem antrópica (atividades humanas), produzindo um ambiente, mesmo que temporário, favorável à morte seletiva da espécie Geophagus brasiliensis (cará).

De acordo com as explicações, entre os diversos fatores que influenciaram na ocorrência das mortes seletivas destaca-se oxigênio dissolvido, causado pela alta carga orgânica (esgoto não tratado) lançado nos rios que desaguam no rio Caveiras.

Coliformes fecais

Neste caso, uma forte concentração elevada de coliformes termotolerantes, que são indicadores da existência de esgoto não tratado como fator poluente das águas (relação DQO/DBO 24,4), e incremento de elementos químicos, fósforo e nitrogênio, oriundos do esgoto, de efluentes industriais e fertilizantes, os quais ficam represados no alagado, e nestes casos a fotossíntese eleva o PH das águas.

Outro fator que influenciou a morte dos peixes, segundo as análises realizadas, foi a elevação da temperatura, podendo ter ocorrido então um choque térmico, devido à variação de 20,2°C a 24,5°C.

Trabalho conjunto

A partir de agora, a corporação policial e as instituições deverão trabalhar em conjunto na busca das soluções que são necessárias para monitorar os rios e agir de forma precisa e técnica, sempre tendo como objetivo a preservação ambiental.

A análise

Análises foram realizadas por um laboratório especializado, tendo sido coletadas amostras de água em seis pontos do perímetro urbano de Lages e em diversos pontos ao longo do curso do rio Caveiras e da área do Alagado da Usina do Salto.

Fotos: Toninho Vieira

Sobre o terreno à Berneck

No caso do terreno para a Berneck, às margens do rio Caveiras, em Lages, a Justiça está dando especial atenção.

A expectativa é de que a qualquer momento o município possa repassar a área para a empresa, uma vez que, o que se questiona não é a transferência pura e simples do terreno, e sim os valores.

Portanto, como disse, a Justiça deverá autorizar a sequência do negócio. Lages aguarda o desfecho para que não tenha mais complicações, devendo depositar, inclusive, a diferença apresentada pela nova avaliação pericial.

Por outro lado, há quem conheça bem aquela área, e afirma que não vale tudo o que estão pedindo. Mas isso, não vem ao caso, pois, a questão anda na esfera judicial.

Além disso, se ela for área urbana como vem sendo dito, seria importante saber se os impostos estão em dia, dentro da conformidade: IPTU ou ITR.

Nova coleta de água do Caveiras

A busca de uma resposta da mortandade de peixes, da espécie Cará, ocorrida no Rio Caveiras, tem tido contínuas investigações.

Nesta sexta-feira (13), por exemplo, houve a coleta de amostras da água do Caveiras, em 14 pontos diferentes do rio.

A Polícia Militar Ambiental acompanhou os trabalhos feitos pela Agência de Regulamentação de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC).

Estudos da água já tinham sido feitos pela Secretaria de Águas e Saneamento, porém, os resultados não ofereceram subsídios conclusivos.

 Com essa nova amostragem, o laboratório credenciado junto a ARESC analisará parâmetros químicos, físicos, biológicos, alguns pesticidas e metais. O resultado deve sair em cerca de 15 dias.

(Fotos: Ambiental)