Deputado alerta para crise no agronegócio da Região Serrana

Nesta quarta-feira, o deputado Lucas Neves (Podemos) apresentou dados alarmantes sobre a situação do agronegócio na Serra Catarinense.

Deputado solicita ação urgente para socorrer agricultores: prejuízos ultrapassam R$ 210 milhões na safra 2023/2024 / Foto: Agência AL

De acordo com um relatório das cooperativas Copercampos, Cooperplan, Copérdia e Cravil, nas cidades de Lages, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Correia Pinto, São José do Cerrito, Otacílio Costa, Palmeira e Bom Retiro, o setor deve enfrentar uma perda de faturamento de R$ 210 milhões na safra 2023/2024.

Lucas lembrou que os agricultores estão pedindo socorro. Estamos vivendo a pior crise dos últimos 25 anos em decorrência da chuva.

Média de chuva

Desde a safra de 1995/1996, a média de chuva na região é de 1899,81 mm. No entanto, na safra atual, a quantidade de chuva já ultrapassou os 2903,00 mm, representando um aumento de 1000 mm acima do normal.

Lucas Neves destacou que 70% das lavouras de milho, 40% das lavouras de feijão e 50% das lavouras de soja apresentam danos significativos.

El Niño

Especialistas dizem que esses problemas na Serra Catarinense e no estado gaúcho foram causados pelo El Niño. O fenômeno aquece as águas do oceano, mudando o clima e causando mais chuvas no Sul do Brasil.

Covid-19: o reflexo no turismo brasileiro devido à pandemia

A pandemia da Covid-19 atingiu duramente o turismo brasileiro e, entre março e outubro deste ano, o setor amargou um prejuízo de cerca de R$ 228,6 bilhões. O dado é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a entidade o faturamento do setor deve retornar a níveis pré-pandemia apenas no terceiro trimestre de 2023. Juntos, os estados de São Paulo – R$ 82,28 bilhões – e do Rio de Janeiro – R$ 33,71 bilhões – concentram 50,7% do prejuízo nacional. Isso sem falar de Santa Catarina e de outros estados. 

Apoio do Governo

Para reverter as perdas na área, o Governo Federal lançou o programa Retomada do Turismo, iniciativa que vai unir esforços dos setores público e privado, terceiro setor e Sistema S, com o objetivo de fortalecer a área diante de tantas perdas. O programa vai reunir uma série de iniciativas que serão lançadas até 31 de julho do próximo ano. 

Desde o começo da pandemia, o Ministério do Turismo afirma que já destinou R$ 5 bilhões de crédito a empresas do setor, o que proporcionou a preservação de mais de 26 mil empregos.

Emprego

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre março e setembro o setor de turismo eliminou 489,2 mil postos de empregos formais, o que equivale a 13,5% da força de trabalho na área. Segundo a CNC, é previsto um encolhimento de 37,1% no faturamento real do setor de turismo em 2020. (Fonte: Brasil 61)

Os prejuízos no comércio com a chuva de granizo

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Lages, por telefone fez uma pesquisa com cerca de 200 empresas comerciais, e levantou, mesmo de forma preliminar, prejuízos financeiros que superaram os R$ 27 milhões.

O maior prejuízo aconteceu com lojas de automóveis (novos e usados). Os carros que estavam desprotegidos (caso principalmente dos seminovos) e que foram atingidos em cheio pelas pedras de granizo, ficaram com a lataria e vidros danificados.

Em seguida, os prejuízos decorrem de coberturas (telhados quebrados ou furados), vidraças quebradas, gesso que pegou água e desabou, materiais de escritório (computadores, impressoras, prateleiras, mesas, sofás e cadeiras) e alguma coisa também em mercadorias.

Como se pode notar, o prejuízo no comércio foi enorme. Se contar, os problemas individuais em veículos e casas.

Por outro lado, cumprimento os empresários que se solidarizaram com seus funcionários, e os liberaram nesta terça-feira (14), para que eles pudessem atender suas necessidades em suas residências.