A Polícia Militar Ambiental, sediada em Lages, apresentou na tarde desta quinta-feira (5) os resultados de análises laboratoriais que atestam as possíveis causas da mortandade de peixes da espécie cará, ocorrida no mês de abril deste ano. O trabalho de análise foi realizado em conjunto com a Semasa e o CAV.

Não há certeza
Em resumo, a conclusão é de que não se pode afirmar a verdadeira causa, ou seja, de que o agente causador das mortes seletivas dos peixes (indivíduos jovens) tenha sido um fato isolado, mas sim a interação de fatores naturais e de origem antrópica (atividades humanas), produzindo um ambiente, mesmo que temporário, favorável à morte seletiva da espécie Geophagus brasiliensis (cará).
De acordo com as explicações, entre os diversos fatores que influenciaram na ocorrência das mortes seletivas destaca-se oxigênio dissolvido, causado pela alta carga orgânica (esgoto não tratado) lançado nos rios que desaguam no rio Caveiras.
Coliformes fecais
Neste caso, uma forte concentração elevada de coliformes termotolerantes, que são indicadores da existência de esgoto não tratado como fator poluente das águas (relação DQO/DBO 24,4), e incremento de elementos químicos,
fósforo e nitrogênio, oriundos do esgoto, de efluentes industriais e fertilizantes, os quais ficam represados no alagado, e nestes casos a fotossíntese eleva o PH das águas.
Outro fator que influenciou a morte dos peixes, segundo as análises realizadas, foi a elevação da temperatura, podendo ter ocorrido então um choque térmico, devido à variação de 20,2°C a 24,5°C.
Trabalho conjunto
A partir de agora, a corporação policial e as instituições deverão trabalhar em conjunto na busca das soluções que são necessárias para monitorar os rios e agir de forma precisa e técnica, sempre tendo como objetivo a preservação ambiental.
A análise
Análises foram realizadas por um laboratório especializado, tendo sido coletadas amostras de água em seis pontos do perímetro urbano de Lages e em diversos pontos ao longo do curso do rio Caveiras e da área do Alagado da Usina do Salto.
Fotos: Toninho Vieira