Manifestação de Daniela sobre Plano Safra

A deputada federal Daniela Reinehr usou das redes socias para protestar sobre o assunto do corte de crédito ao agro. Mais tarde voltou para dizer, que depois da forte pressão adotada por parlamentares, e mais precisamente, pelo setor, o Governo Federal, ao liberar R$ 4 bilhões, tenta resolver o impasse do Plano Safra, criado pelo próprio Governo.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Segundo ela, isso demonstra que quanto há cobrança, os resultados são alcançados. É por aí. Daniela tem tido uma forte participação em várias causas justas à população, especialmente na defesa dos interesses nacionais, e que acabam influenciando diretamente no bolso dos produtores e dos consumidores.

Seja como for, a questão teve novo desdobramento

Volto ao assunto do corte dos financiamentos a agro, de parte do Governo Federal, visando atualizar o contexto, pois, expus a questão neste mesmo espaço, dias atrás. Também teve quem me cobrasse, pois, o fato teve novos contornos, depois da forte pressão de todos os setores ligados ao agronegócio.

A liberação de novos valores foi a solução do Governo Federal para assegurar o andamento do Plano Safra 2024/2025 e manter acesso ao crédito para o setor agropecuário / Foto: Wilton Junior/ Estadão Conteúdo

Por fim, o governo brasileiro anunciou na última sexta-feira (21), a liberação de R$ 4 bilhões em créditos extraordinários para destravar as linhas de financiamento do Plano Safra 2024/2025, através de uma MP. Essa medida foi tomada após a suspensão dos repasses devido ao atraso na aprovação do Orçamento de 2025.

Solução emergencial

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a solução encontrada evita a descontinuidade dos financiamentos e respeita os limites do arcabouço fiscal. A expectativa é que as linhas de crédito sejam normalizadas já nesta semana.

Seja como for, o baque no setor foi gigante. O Plano Safra anunciado pelo Governo, era tido como o maior da história, com R$ 476 bilhões previstos. A falta de novos recursos, trariam sérios problemas, pois, os produtores teriam enormes dificuldades para bancar custos e investimentos. O impacto, obviamente terá de ser repassado aos custos, elevando os preços ao consumidor.

Governo penaliza quem produz

A nova decisão, mediante a liberação de R$ 4 bilhões em créditos extraordinários, está longe de atingir os objetivos propostos anteriormente pelo Plano Safra, anunciado pelo próprio presidente Lula. O Governo Federal consegue se superar, com um erro atrás do outro.

Vale lembrar, que somente em 2024, o agronegócio correspondeu a 22% do PIB do Brasil. Como se vê, a porcentagem reforça que decisões sobre crédito rural afetam não só os preços nas prateleiras, mas também toda a economia. Enfim, soa como a uma punição ao setor que está segurando no que pode a economia do país.

Novos subsídios ao agro do Plano Safra 24/25 são suspensos

Não entendo muito de economia, mas imagino o que poderá acontecer, já a partir desta sexta-feira (21), com a decisão do Governo Federal, em suspender as novas contratações de linhas de crédito rural subsidiadas pelo Tesouro Nacional.

Presidente Lula durante o lançamento do Plano Safra 2024/2025, no Palácio do Planalto, em julho do ano passado, tido como o maior Plano da história – Foto: Ricardo Stuckert / PR

Essa medida, segundo a justificativa, é uma resposta à alta da Selic e ao aumento significativo dos custos para manter os subsídios. A suspensão afeta principalmente pequenos produtores rurais, inclusive, da agricultura familiar, que dependem desses créditos para custear suas operações e investimentos.

A notícia pegou de surpresa um dos maiores setores da economia brasileira. Sendo assim, o setor que mais tem fomentado a economia do Brasil, e que tem um caráter essencial e de grande relevância, se vê agora, desamparado das linhas de crédito, ou seja, dos financiamentos com taxas mais baixas que as dos juros comuns. E aí que entra o Plano Safra, com a cobertura do governo, em forma de subsídio.

Impacto no campo

 Diante da decisão e cortar tais subsídios, por certo, o impacto será enorme em boa parte dos produtos que dependem de crédito, a fim de custear as operações, investimentos e expansão da produção agrícola. Na prática, os produtores terão que passar a pegar crédito a taxas mais altas para manter suas operações. Em suma, a produção de alimentos ficará mais cara, além do que já está.

Para se ter ideia, em 2024, foram R$ 400 bilhões destinados ao Plano Safra, o que representou um aumento de 10% em relação aos recursos programados no ano-safra anterior. Cortar gastos de uma máquina de governo extremamente inchada e onerosa, não se cogita.