SC cresce 4,9% e lidera ranking de atividade econômica

Santa Catarina lidera o ranking nacional de atividade econômica ao registrar crescimento de 4,9% entre janeiro e novembro de 2025, segundo o Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), prévia do PIB. O desempenho é mais que o dobro da média brasileira, que ficou em 2,4%, e coloca o estado à frente de Goiás (4,7%) e Pará (4,4%).

Desempenho de Santa Catarina é superior ao dobro da média nacional, que somou elevação de 2,4% no mesmo período – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

O avanço é puxado principalmente pela indústria, comércio e serviços. A indústria catarinense cresceu 3,4% no período, contra 0,6% no país; o comércio teve alta de 5,7%, quase quatro vezes a média nacional (1,5%); e os serviços avançaram 3,7%, acima dos 2,7% do Brasil.

O governador Jorginho Mello atribui o resultado à força produtiva do estado, à desburocratização e ao apoio ao empreendedorismo. Já o secretário Silvio Dreveck destaca que o crescimento econômico se reflete em bons indicadores sociais, como a menor taxa de desemprego e de desigualdade do país, consolidando Santa Catarina como referência nacional em desenvolvimento.

Serra Catarinense: tarifaço dos EUA ameaça empregos e PIB

A sobretaxa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não é apenas um problema econômico; é também um reflexo da fragilidade política do Brasil no cenário internacional. E Santa Catarina, especialmente a Serra Catarinense, pode ser uma das regiões mais penalizadas.

Exportações em risco: Serra Catarinense entre as mais afetadas pela sobretaxa dos EUA (Foto: Freepik)

Setores como carnes suína e avícola, motores elétricos, autopeças, confecções e o setor moveleiro, todos com forte presença na economia catarinense, perderão competitividade de forma imediata. Já há empresas do Planalto Norte suspendendo contratos e concedendo férias coletivas. São milhares de empregos ameaçados em municípios cuja estrutura produtiva depende diretamente das exportações para os EUA.

Impacto econômico direto

Segundo estimativas preliminares da FIESC, apenas em Santa Catarina as perdas podem superar US$ 500 milhões em exportações ao longo de 12 meses, considerando o histórico de vendas para os EUA. O impacto no PIB estadual pode chegar a 0,4% em 2025, com a possibilidade de eliminação de 10 a 15 mil postos de trabalho diretos, especialmente nos polos de móveis, carnes e têxteis.

Na Serra Catarinense, onde a agroindústria e a produção de madeira representam parte significativa da economia, o efeito pode ser devastador. Em cidades menores, como São Bento do Sul e municípios vizinhos, o risco de retração econômica é real: empresas com 90% da produção voltada ao mercado norte-americano estão na iminência de fechar linhas de produção inteiras de móveis.

O reflexo político

No campo político, a medida expõe a ausência de uma estratégia sólida do Brasil para proteger seus interesses. O governo federal vive uma inércia diplomática enquanto a relação com os EUA se deteriora. Em vez de abrir canais de diálogo, o presidente Lula tem feito ataques reiterados ao governo americano e ao presidente Donald Trump, justamente no momento em que seria necessário um esforço para desarmar tensões.

Essa postura enfraquece ainda mais a posição do país e compromete qualquer tentativa de reversão do tarifaço. É inaceitável que quase 36% das exportações brasileiras para o mercado americano fiquem sob risco sem uma reação proporcional. A diplomacia brasileira parece paralisada, incapaz de articular coalizões em organismos multilaterais ou negociar acordos setoriais que minimizem os danos.

Santa Catarina

O governo de Santa Catarina, por sua vez, também tem um papel fundamental. É hora de mobilizar a bancada federal, pressionar o Itamaraty e abrir frentes com outros mercados para reduzir a dependência dos EUA. Sem ação coordenada, a Serra Catarinense, que depende fortemente da exportação de carnes, móveis e produtos industriais, será uma das regiões mais prejudicadas do estado.

Este “tarifaço” dos EUA é um chamado à maturidade política e à integração federativa. Se a reação for tímida, a conta chegará rapidamente às fábricas e aos lares dos trabalhadores catarinenses. O desafio vai muito além de uma questão comercial: trata-se da capacidade do Brasil de se posicionar de forma firme no tabuleiro global e proteger sua indústria e sua gente.

PIB de Santa Catarina acima da média nacional

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina se divide nos resquícios do governo anterior e no começo do atual. Há méritos de ambos. O desempenho apresentado nos últimos 12 meses, limitado no mês de março, em relação ao mesmo período anterior, demonstra a retomada da aceleração da economia catarinense.

Foto: Secom SC

Fato que está sendo comemorado. E não é para menos. Afinal, o Estado cresceu em 5%, enquanto que a média nacional foi de 3,3%, com o fechamento também em março. O Governo de hoje, puxa muito para si o bom desempenho. Mas não dá para lhe tirar o mérito.

Os dados positivos tiveram influência justamente pelo crescimento dos serviços, que tiveram alta de 10,4% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo trimestre de 2022, quase o dobro da média brasileira, de 5,8%. É preciso aplaudir.

Santa Catarina responde bem aos atrasos em muitas questões vividas nacionalmente. Como bem disse o governador Jorginho Mello (PL), a economia estadual encontra-se bem tracionada, com um modelo competitivo.

Alta no PIB do setor agropecuário de Lages

O setor agropecuário de Lages tem motivo de sobra para comemorar. Afinal, o notório crescimento do setor é apresentado através de dados da Secretaria de Agricultura e Pesca.

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O índice de crescimento do setor  gira em torno de 79,8% nos anos 2013, 2014 e 2015.

Os dados são baseados no movimento econômico agropecuário do município que é apurado com a soma de todas as notas fiscais de produtores rurais do ano. Pode-se dizer que esse dado representa o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária nestes três anos.

Trata-se de um índice real que representa o que os agricultores estão efetivamente comercializando. Em 2012 esse valor era de R$ 80,97 milhões e em 2015 145,59 milhões, tendo, portanto, um crescimento de quase 80%.

Esse crescimento pode ser atribuído ao resultado da soma de diversos fatores, tendo alguns como principais.

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A expansão das áreas de lavoura e o fortalecimento da agricultura familiar estão entre eles.

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Pecuária

O Município também reconhece que a pecuária também vem contribuindo como sempre, pois é um setor importante.

Aproveito aqui e apresento também os números, num trabalho que começou a se evidenciar em 2009, numa série de ações que foram executadas visando fortalecer o setor na Região.

Num balanço apresentado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), nos últimos anos, os dados reais mostram um crescimento no giro dos negócios em torno de 140%.

Feira do Terneiro

O controle é feito pela emissão das Guias de Trânsito Animal (GTA). Para se ter ideia, em 2013 foram emitidas mais de 26 mil, contabilizando o comércio de quase 194 mil animais.

Já em 2014, o número de guias expedido chegou a 29,5 mil, elevando as vendas para 210 mil animais. Isso tudo somente na Região Serrana. Uma elevação nos índices reais no número de animais comercializados, de quase 10%.

Mas o que impressiona são os valores que giram com os negócios na pecuária serrana. Somente em 2014, chegou-se à conta de aproximadamente R$ 380 milhões.

Um ano antes, em 2013, R$ 328 milhões. Não tenho os números de 2015. Sabe-se apenas que houve um novo incremento.

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Estradas

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Com todos os este números positivos para o setor do agronegócio, está a razão de tantas reclamações e pedidos para a manutenção das estradas do interior. E, mesmo com tantos problemas, o resultado comprova cada vez mais a importância dos negócios do campo.

(Fotos: Divulgação)

Instabilidade na economia brasileira

economiaO Diário Catarinense deste sábado (30) publicou uma completa reportagem falando da economia brasileira, justamente neste momento em que o país vive a véspera das eleições.

Através de apontamentos do IBGE, a revelação é de que a economia brasileira está frágil, e em queda.

As famílias, por exemplo, estão investindo menos. O assunto repercute entre os presidenciáveis.

Dilma Rousseff justifica o recuo da economia dizendo que é por causa dos excessos de feriados e devido à Copa do Mundo. Os economistas discordam. O País, segundo eles, estaria vivendo entra a estagnação e a recessão.

Em Santa Catarina

Embora não sejam tão positivos, os prognósticos, Santa Catarina, apresenta um melhor resultado em comparação com o País, impulsionado, pelo setor agropecuário.

A indústria sentiu a retração, mas bem menos que a média nacional. Já o setor de comércio e serviços, cresceu, mas apenas 3%. A média anual era de 8%.

Assim, a economia catarinense vai se segurando, neste período de turbulência.