O peso das decisões

A pandemia obrigou as lideranças de todas as esferas a tomarem decisões. Certas ou erradas foram obrigadas a fazer alguma coisa que levasse ao máximo a segurança à população. Não entro aqui no mérito do uso do dinheiro público, e sim, no que efetivamente devia e deve ser feito. Pois, na semana que passou, o governador Carlos Moisés, pensou em dividir com os prefeitos a decisão das flexibilizações, a partir dos apontamentos de cada realidade local. Uma decisão sábia, ao meu modo de pensar. Cada município tem suas peculiaridades, e ninguém mais do que seus gestores para conhecer o quadro. É nesse viés, a decisão do Governo do Estado.

Governador Carlos Moisés divide decisões com os prefeitos

No entanto, percebe-se, no comportamento de alguns prefeitos, a temeridade dessa prerrogativa em decidir. E se errar? Mais ou menos isso. Muito fácil deixar para as costas de gestores das estâncias superiores, e apenas cumprir o que se decreta. Simplifica tudo. Tem prefeito que perdeu o sono. Afinal, precisa ser meticuloso nas suas decisões, e recorre aos conselhos da cidade, dividindo as responsabilidades.

Isso, ocorre em Lages, por exemplo, em que o prefeito Antonio Ceron só decide a partir das opiniões de um colegiado de lideranças municipais, e que fazem para do que chama de Gabinete Emergencial de Prevenção e Acompanhamento da Covid-19. Está correto. Mas, leve-se em conta o período de pré-campanha eleitoral. Qualquer deslize do gestor, por certo, refletirá mais à frente.

Liderança em xeque

Até mesmo estância superior da Justiça delegou a governadores e prefeitos o poder da tomada de decisões neste período de pandemia. Os governadores têm feito uso dele bem ou mal. Os prefeitos seguem ou restringem ainda mais, apenas. Porém, está na hora de que cada um, como disse, dentro da realidade local, tome as decisões que precisam, e que a situação exige.

Que os prefeitos mostrem suas capacidades de liderança, caso tenham a oportunidade de deliberar. A hora é agora. Que esqueçam a política e pensem no melhor para seu povo. Se for possível flexibilizar alguns segmentos a mais, muito bem. Caso contrário, faça o que for preciso. Menos se acovardar.