Prefeito de Fpólis Gean Loureiro retorna ao cargo

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido) está de volta ao cargo na Prefeitura, após o desembargador federal Leandro Paulsen, do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), ter revogado as medidas cautelares que o impediam de exercer a função.

O desembargador considerou que nenhum elemento surgiu durante a busca e apreensão, por isso, determinou a retomada do exercício do mandato de prefeito. O Ministério Público Federal (MPF) fez manifestação favorável ao retorno de Loureiro ao cargo. Já a PF foi contra.

Em coletiva à imprensa, nesta segunda-feira (24), à noite, ele disse que agora se sente absolvido e que foi eliminada qualquer restrição contra ele. 

Prisão

O prefeito chegou a ser preso no último dia 18 de junho, durante a Operação Chabu, da Polícia Federal, e que apura o vazamento de informações sigilosas de atividades policiais. Outras seis pessoas também foram presas, e todas já foram liberadas. Foram cumpridos ainda 23 mandados de busca e apreensão. (Fonte: G1 SC)

Foto: Jean Raupp/NSC TV

Prefeito Gean Loureiro está impedido de exercer o cargo

O prefeito de Florianópolis, Gean Marques Loureiro, detido na Operação “Chabu”, nesta terça-feira (18), deverá ficar afastado de suas funções por trinta dias a contar do início da sua prisão temporária.

Também fica proibido de fazer contato, por qualquer forma (presencial, telefônica, telemática etc.), pessoalmente ou mediante interposta pessoa, com os demais envolvidos e não poderá deixar o Estado de SC. Também deverá entregar o passaporte.

Gean foi levado pela PF durante a operação Chabu que investiga suposta violação de sigilo de operações policiais, e foi solto ainda na noite desta terça-feira. Na rede social, o prefeito da Capital catarinense afirmou que respondeu cerca de 70 perguntas durante o depoimento.

TRF4 expede 30 mandados

O desembargador federal Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), expediu 23 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária (de 5 dias) na Operação Chabu, deflagrada hoje (18/6) pela Polícia Federal (PF), em Santa Catarina.

Fachada do TRF4

A operação investiga uma organização criminosa composta de políticos, empresários e agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que violava o sigilo das operações policiais no estado, com vazamento de informações privilegiadas relativas a essas ações e interceptações.

O caso corre em segredo de Justiça e está em fase de inquérito, não havendo ainda ação penal. Têm acesso aos autos apenas magistrados, procuradores e advogados de defesa.

Foram presos temporariamente:

Além do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, também estão detidos o Fernando Amaro de Morais Caieron (Delegado da PF); José Augusto Alves (operador); Luciano da Cunha Teixeira; Marcelo Rubens Paiva Winter (diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Rodoviários de SC); Luciano Veloso Lima (ex-secretário da Casa Civil do governo Eduardo Pinho Moreira); Hélio Sant’Anna e Silva Júnior (delegado da PF aposentado).

Todos terão que comparecer perante juízo regularmente e tiveram várias outras imposições judiciais, como não se afastar do Estado e a entrega dos passaportes. (Fonte: TRF4)

Fotos: divulgação

A prisão do prefeito de Fpólis

Sem dúvida, a bomba no campo político desta terça-feira (18) foi a prisão temporária do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), na chamada operação “Chabu”, realizada pela Polícia Federal. Vale lembrar que a prisão temporária é por cinco dias, mas pode ser prorrogada.

Não somente Gean Loureiro, outros servidores e políticos também são alvo da ação que tem como objetivo desarticular uma organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina, de acordo com a Polícia Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão temporária e outros 23 de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4) em Porto Alegre (RS). A competência é do TRF4 em função do foro privilegiado.

O caso está em segredo de justiça e a relatoria é do desembargador federal Leandro Paulsen, o mesmo que atua nas operações Moeda Verde e Lava-Jato. (Fonte: NSC Total).

Foto: Marco Favero / Agencia RBS