Policial penal de carreira na Administração Prisional

Depois dos imbróglios iniciais envolvendo nomeação e exoneração do secretário de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa, o governador Jorginho Mello agora parece ter acalmado os ânimos da categoria, a partir da indicação do novo titular, o policial penal Edenilson Schelbauer, de Mafra, para o cargo.

Edenilson Schelbauer (D) assume como titular da SAP e Neuri Mantelli (E) volta ao cargo de adjunto – Foto: Secom

A nomeação ocorreu na última sexta-feira (13), e deve ser publicada no começo desta semana. Com isso, Neuri Mantelli, que estava interinamente no comando da SAP, volta a ser o adjunto da pasta.

Edenilson já foi vereador de Mafra, presidente da Câmara Municipal e, em 2020, concorreu à prefeitura da cidade. É concursado na Polícia Militar de Santa Catarina, formado em direito, e passou para concurso da SAP, sendo nomeado policial penal em 2014.

Portanto, fim das discussões internas. Jorginho cumpre, finalmente, com a promessa de nomear para a função uma pessoa que fosse agente de carreira.

Vereador Jeferson Cardoso não é mais secretário prisional

Jeferson Cardoso foi o escolhido pelo governador Jorginho Mello (PL) para comandar a Secretária de Estado da Administração Prisional e Socioeducativo. Porém, já está fora do circuito antes mesmo de assumir efetivamente o cargo. A situação, sem dúvida, se transforma num primeiro grande constrangimento do atual governo.

Jeferson Cardoso – Divulgação/Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul

Pesou contra o indicado, o fato de ter um processo, pelo qual responde na justiça, tendo sido, inclusive, preso, acusado de suspeita de corrupção ativa no âmbito da Operação Sinal Vermelho. Algo negativo que obrigou a Jorginho voltar atrás quanto e tirar Cardoso da função. Em uma live, no Facebook, ele falou sobre o assunto.

Neuri Mantelli – Foto: Assessoria Parlamentar Câmara de Vereadores de Chapecó

Há possibilidade do adjunto, o vereador de Chapecó, Neuri Mantelli, vir assumir o posto. Porém, parece que não há consenso entre os agentes penais, por ele não ser um servidor de carreira, e por atuar na condição de Admissão em Caráter Temporário (ACT).

O assunto está na mesa do governador, uma vez que a categoria exige o cumprimento de promessa de campanha, e indique um servidor efetivo, de carreira para o cargo.