No dia 5 de dezembro de 2016, em solenidade no Centro Cultural do Sesc, o jornalista Moacir Pereira lançou o livro “A Vida pela Arte”, contando a história do artista plástico Malinverni Filho.

Naquela ocasião, estava presente o então governador Raimundo Colombo e o prefeito na oportunidade era Toni Duarte, entre outras autoridades locais e regionais.
Lá estiveram também os familiares de Malinverni, em especial, a esposa dele, a dona Maria do Carmo, que ainda continua a labuta da divulgação das obras do esposo, através da manutenção do Museu Malinverni Filho, em Lages.

Porém, a notícia mais aguardada naquele dia, e que, aliás, foi muito comemorada, foi o anúncio dito pelo próprio governador, da liberação de R$ 250 mil para a restauração do Museu Malinverni Filho, em Lages.
Mas, até hoje, quase três anos depois, o dinheiro nunca foi liberado. Justamente para restaurar o espaço fica na casa de dois andares que o artista viveu com a mulher e idealizadora do acervo.
Prestes a fechar
Diante de tanto descaso, sem que ninguém faça algo, mesmo com tantas promessas, o Museu Malinverni Filho deverá fechar as portas até o final deste ano.
Na semana passada, encontrei a dona Maria do Carmo no Supermercado Martendal. Aos 93 anos e ainda fazendo compras sozinha. Uma mulher admirável, mas esgotada de tanta promessa vaga.
Confessou que não tem mais como manter o Museu com seu salário de professora aposentada, e nem saúde para continuar trabalhando. “Não queria fechar antes de Deus me levar”, disse.
É tocante ver a dedicação da vida dessa senhora para manter viva a arte de um dos mais importantes artistas plásticos de Santa Catarina, reconhecido internacionalmente; em livros, enfim, por tanta gente, menos pelas autoridades da terra em que nasceu e morreu.

Dona Maria do Carmo ainda luta pela revitalização, mas está entregue ao descaso das autoridades.
Chamo atenção
Escrevo isto, mais uma vez, para reacender a valorização do Museu pela cidade, que não é de uma pessoa apenas. É de toda uma comunidade. Está passando da hora do apoio chegar. A dona Maria do Carmo, está decidida a fecha-lo.
Fica aqui o registro e meu apelo ao Prefeito, aos vereadores, aos deputados, ao Governo, à comunidade para que estendam a mão e preservem a velha casa, onde hoje está o Museu.
Fotos: Paulo Chagas




