Show e oficina do coletivo de mulheres Cores de Aidê

Considerado um dos mais importantes grupos de difusão da cultura afro-brasileira do Sul do Brasil, a banda Cores de Aidê tem a arte como ferramenta para dar o seu recado: valorizar as mulheres e lutar por um mundo menos desigual, sem preconceitos.

Elas acabam de chegar de uma turnê internacional – Dubai e México – e encerram o ano com o show “Quem é Essa Mulher” em Lages, no dia 26 de novembro, às 20 horas, transmitido pelo canal da Fundação Cultural de Lages.

No dia 25, no mesmo horário, o grupo leva seu samba-reggae para as oficinas de música e dança no mesmo endereço virtual.

Neste show, o coletivo entoa músicas de referências de grandes nomes do samba reggae, como Olodum e Ilê Aiyê. E, no palco, Cores de Aidê é movimento, com dança, vozes e um conjunto de instrumentos percussivos, como repique, caixa/tarol, surdo marcação, entre outros.

 Oficinas

Para manter viva a cultura negra o projeto oferece a mulheres, homens e crianças, um curso virtual e gratuito de samba-reggae, percussão e dança afro.

A partir de instrumentos como caixa, repique, surdos e xequerê, a oficina trabalha com diversos ritmos desse gênero musical nascido em Salvador, na década de 1980.

São ensinadas convenções rítmicas com influências do Olodum, tambores e Cores de Ilê Aiyê, além de composições próprias.

Quem é Aidê?

Aidê era uma mulher africana que foi traficada no período escravocrata. O sinhozinho apaixonou-se por ela e lhe ofereceu a liberdade em troca do casamento. Aidê se recusou e fugiu para o quilombo de Camugerê, onde descobre o amor na coletividade.

Cores de Aidê quer, com Quem é Essa Mulher, recuperar, em alguma medida, os significados da história de Aidê, uma mulher que não negocia seus valores, que dá força, que inspira o coletivo de mulheres.

Fotos: Dfato Comunicação