Colega Loreno Siega Acompanhou a reunião do Conselho de Segurança de Lages – Consel, na manhã desta terça-feira (29).
Os condutores de moto, motociclistas, ou motoqueiros, como queiram se chamar, mereceram atenção especial nas discussões.
Assim, o consenso foi de que há a necessidade de que seja realizada uma forte campanha de conscientização, com palestras em escolas, práticas na rua, como blitz, entre outras alternativas.
A popularização da moto é grande, e, a imprudência também, o que eleva o número de acidentes.
O reflexo do número de motos
No Brasil, já faz alguns anos que o perfil dos acidentes de trânsito vem sofrendo uma mudança preocupante.

(Foto meramente ilustrativa)
Ao invés do maior número de vítimas serem decorrentes de acidentes de trânsito envolvendo veículos (em muito maior número), isso vem acontecendo com motos.
Em Santa Catarina, não é muito diferente. Em 2010, por exemplo, foram 1.847 vítimas fatais em acidentes de trânsito no Estado. Destes, 634 envolveram motociclistas. E 613 foram mortes em acidentes envolvendo veículos.
Houve ainda 371 atropelamentos de pedestres, 136 mortes de ciclistas, 69 mortes em acidentes envolvendo caminhões, uma morte envolvendo ônibus e 23 mortes envolvendo outros tipos de acidentes de trânsito.
Por fim, tenho feito uso de meus espaços de comunicação pedindo providências nesse sentido. A decisão pela ação, vem em boa hora e deve ser permanente.
Sobre os semáforos
Além deste principal assunto, sobre os motoqueiros, o Consel também discutiu na reunião de hoje formas de melhorar algumas questões pontuais de trânsito em Lages, como: como reduzir o número de ocorrências envolvendo motoristas infratores (gente que fura o sinal vermelho, que não dá sinal de alerta ou de pisca ao dobrar para a direita ou esquerda, entre outras).
Foi ventilada também a possibilidade de mudar o sistema de funcionamento de muitos semáforos, que hoje funcionam em sistema quaternário (com demora de 120 segundos para abrir) e passar para um sistema binário (que reduziria o tempo de demora para 60 segundos).
Que bom que questões pontuais como essas estejam na mesa de debates. Aguardemos pois, as providências.