Audiência de instrução e julgamento de vice-prefeito

A audiência de instrução e julgamento envolvendo o vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, avançou mais uma etapa no andamento do processo que apura denúncias de violência doméstica e infrações relacionadas, supostamente ocorridas em março de 2025. A sessão ocorreu na 2ª Vara Criminal da Comarca de Lages, iniciando no começo da tarde de segunda-feira (2) e se estendendo por aproximadamente sete horas, o que demonstra a complexidade do caso e o volume de depoimentos analisados.

Vice-prefeito Jair Junior / Foto: Reprodução

Durante a audiência, foram ouvidas 16 testemunhas indicadas tanto pela defesa quanto pela acusação. Advogados das duas partes tiveram a oportunidade de questionar seus próprios depoentes e também os apresentados pela parte contrária. O Ministério Público e o juiz responsável pelo caso também realizaram questionamentos, buscando esclarecer os fatos descritos na denúncia.

A suposta vítima, ex-companheira do vice-prefeito, prestou depoimento sem a presença do investigado no mesmo ambiente, procedimento comum em casos dessa natureza. Jair Júnior foi o último a depor.

Com o encerramento dessa fase, o processo entra agora em duas etapas que antecedem a sentença. Inicialmente, defesa, acusação e Ministério Público terão prazo para apresentar eventuais provas ou informações complementares. Depois disso, será aberto o período para as alegações finais, momento em que cada parte reforça seus argumentos pela absolvição ou pela condenação. Somente após essas manifestações o Judiciário deverá proferir a decisão de primeiro grau, que, pela previsão atual, pode ocorrer ainda neste semestre.

Por tramitar em segredo de justiça, os detalhes do processo permanecem restritos, especialmente para preservar a integridade da suposta vítima. No entanto, o fato de o investigado ocupar cargo público eletivo acaba ampliando o interesse e a repercussão do caso na esfera pública.

Quanto aos possíveis desdobramentos, eles ainda são incertos. Caso haja condenação, o vice-prefeito poderá recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina e, posteriormente, a tribunais superiores. Isso significa que uma eventual perda de mandato não ocorreria de forma imediata, podendo depender do esgotamento de todos os recursos judiciais, o que, em alguns casos, ultrapassa o tempo do próprio mandato.

Seja como for…

Casos envolvendo agentes públicos e acusações de violência doméstica exigem equilíbrio entre dois princípios fundamentais: o respeito ao devido processo legal e a necessidade de responsabilidade e transparência na vida pública. A preservação do segredo de justiça é essencial para proteger a vítima e garantir que o processo ocorra sem exposição indevida, mas a sociedade também possui interesse legítimo em acompanhar situações que envolvem representantes eleitos.

Além disso, episódios como este reforçam a importância de que cargos públicos sejam exercidos sob permanente escrutínio social e institucional. Independentemente do resultado judicial, o simples fato de uma autoridade enfrentar acusações dessa natureza já impõe desgaste político e exige postura responsável, tanto do investigado quanto das instituições que o cercam. O desfecho do caso, quando ocorrer, terá não apenas efeitos jurídicos, mas também impactos na confiança da população em seus representantes e na credibilidade das instituições públicas.

Vice-prefeito de Lages enfrenta audiência decisiva na Justiça

A audiência de instrução e julgamento marcada para segunda-feira, dia 2, na Comarca de Lages, coloca novamente no centro do debate público a situação judicial do vice-prefeito Jair Junior. Tornado réu após o recebimento de denúncia pelo Ministério Público, ele passa agora por uma das etapas mais importantes do processo, quando serão ouvidas as partes e testemunhas e analisados os elementos que sustentam a acusação e a defesa.

É preciso destacar que essa fase não representa condenação, mas é decisiva para o andamento da ação penal. Trata-se do momento em que o Judiciário aprofunda a apuração dos fatos, avalia versões e confronta provas. Em termos jurídicos, é o ponto em que o processo deixa de ser apenas uma acusação formal e passa a ser examinado com maior densidade probatória.

No campo político, porém, os efeitos já são concretos. Independentemente do desfecho judicial, o desgaste institucional é inevitável. Cargos majoritários do Executivo exigem não apenas legalidade, mas também estabilidade de imagem e confiança pública, dois fatores que ficam tensionados quando um processo criminal dessa natureza avança de fase.

O caso também reforça como a vida pública hoje convive com um nível de escrutínio permanente. A Justiça cumpre seu papel técnico; a sociedade, por sua vez, acompanha e forma juízo político, duas esferas que não se confundem, mas que caminham lado a lado.

A audiência de segunda-feira não encerra o caso, mas certamente marca um novo capítulo, jurídico e político, que tende a repercutir no cenário local nas próximas semanas.

A audiência não será aberta. Ninguém, exceto as partes, podem participar da audiência de instrução e julgamento.

Foto: Ascom PML

Vice-prefeito de Lages pode se complicar ainda mais

Um segundo caso de violência doméstica paira sobre o vice-prefeito de Lages, Jair Junior / Foto: divulgação

Um segundo Boletim de Ocorrência contra o vice-prefeito, foi lavrado um dia depois do primeiro, e que resultou no escândalo da violência doméstica propiciado pelo vice-prefeito de Lages, Jair Junior. Isso já havia notoriedade. A novidade, está no avanço desta segunda ocorrência registrada.

Seja como for, exatamente como trouxe a nova reportagem reproduzida pela repórter Schaina Marcon, da Rádio Clube, o caso agora ganha novos contornos, com a reverberação da segunda denúncia, de outra ex-namorada.

A questão foi explicada pelas advogadas da suposta nova vítima, Natália Ferreira e Tatiane Sá, durante entrevista, com os relatos de novas denúncias de uma também ex-namorada ter sofrido violência doméstica em relacionamento entre 2022 e 2023.

O primeiro caso denunciado motivou a atitude dela, e também trazer à tona o que havia passado, e por um bom tempo, ter precisado de apoio emocional.

Portanto, por hora, as advogadas ainda estão reunindo material probatório e a inclusão das versões de testemunhas, para assim levar o caso ao Ministério Público, para que possa aceitar ou não, que sabe, oferecer novas denúncias contra o vice-prefeito de Lages, Jair Junior.

Mais detalhes não foram divulgados em razão de haver segredo de justiça imposto pela Lei Maria da Penha. A advogada adiantou, que diferente do primeiro caso, este segundo, se refere à violência psicológica, além de perseguições, entre outras fatos ocorridos depois do término do relacionamento.

A nova denúncia foi formalizada somente agora, porque a vítima sentia-se receosa em delatar, por Jair se tratar de uma figura pública e muito popular na época. O caso transcorre separadamente do primeiro, em processos diferentes.

Acessibilidade: Lages terá que adequar à legislação vigente

Será uma mudança gradual, com diálogo e bom senso. Assim, o Município de Lages irá nortear o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público de Santa Catarina e a Prefeitura Municipal de Lages.

O acordo foi feito ainda em 2020, visando a acessibilidade de estabelecimentos comerciais da cidade, mas sem muitos avanços nos últimos anos.

Exigências

De acordo com o documento, a Prefeitura deveria exigir o cumprimento de medidas em prol da inclusão de pessoas com deficiência (PCD) e o livre acesso delas aos segmentos econômicos atuantes em Lages, sob pena de cancelamento e suspensão de alvarás de funcionamento.

Contudo, atenta aos anseios da comunidade, tanto no que tange à equidade de direitos e da necessidade de viabilizar os acessos, quanto à realidade dos negócios lageanos e sua aplicação prática, a Secretaria de Planejamento Urbano (Seplam), encontrou alternativas para atender o acordo firmado junto ao MPSC, porém sem prejudicar a economia local.

Nenhum alvará será permanentemente suspenso ou cancelado conforme possibilidade inicialmente prevista. Em vez disso, a Seplam encontrou um formato alternativo para a emissão das licenças de funcionamento.

Fotos: Fábio Pavan / Divulgação Seplam

Problemas e soluções para minimizar as enchentes em Lages

A preocupação com as enchentes em Lages e as possíveis soluções, não são de hoje. Há tempos que questão tem ocupado a mente de gestores da cidade, mas, sem nada prático. Houve, no passado recente, a prospecção de um estudo, que até apontou soluções. Nada foi feito a partir dele.

Há poucos dias, no II Fórum de Drenagem Urbana de Lages, realizado no auditório do Ministério Público, em Lages, o tema voltou a ser discutido.

Lá estiveram representantes da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Planalto Catarinense (AEA), do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Lages (Sinduscon), do Núcleo de Engenharia e Arquitetura e Associação Empresarial de Lages.

Na ocasião, foram apresentados os problemas e possíveis soluções relacionados à drenagem urbana, além da formação de um grupo de trabalho para tratar das questões levantadas no encontro.

Drenagem urbana

A drenagem urbana é um sistema de manejo projetado pelo poder público para coletar e escoar as águas da chuva para galerias e esgotos pluviais, direcionando-as a cursos hídricos capazes de recebê-las. Este sistema é crucial no combate a enchentes, pois gerencia as águas pluviais, garantindo seu adequado escoamento e minimizando os riscos de inundações.

Sistema em Lages

Segundo dados do Instituto Água e Saneamento, apenas 43,1% das vias públicas possuem redes ou canais pluviais subterrâneos, na área urbana, evidenciando a precariedade do sistema de drenagem urbana. Outro dado que chama a atenção, é que 57,7% da população ainda não possui coleta de esgoto.

Case

O promotor Alexandre Schmitt apresentou o case de um parque linear implantado em Jaraguá do Sul e foi construído para receber água das enchentes.

Os equipamentos públicos disponíveis no espaço são todos de concreto para que não sejam danificados e após limpos, sejam perfeitamente reutilizados pela população. “O parque linear inundado, cumpre sua função, a água espraia e escoa, evitando alagamentos em outros pontos”, explicou.

Participação ampliada

Além dos profissionais ligados às entidades organizadoras, também participaram do fórum integrantes da Defesa Civil de Lages, da Secretaria de Planejamento e Mobilidade Urbana, da Semasa, da Universidade do Planalto Catarinense – Uniplac, do Centro de Ciências Agroveterinárias (Cav/Udesc), Centro Universitário Unifacvest, entre outros.

Hora, quem sabe, de pedir à Prefeitura os detalhes do estudo já feito pelo Município. Vai que ajuda.

(Informações e fotos: Sheila Rosa)

TSE agenda julgamento de Seif

O senador Jorge Seif (PL) acusado de abuso econômico na eleição passada, e que está sofrendo um processo de cassação, tem agora uma fase mais decisiva, e está pronto para ser votado. Portanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já agendou na pauta o julgamento, com data marcada para o dia 4 de abril.

Senador Jorge Seif (PL-SC). / Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O processo tem ainda o pedido da Procuradoria-geral eleitoral pela cassação e a inelegibilidade do senador, através de recurso especial de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), por abuso de poder político, junto ao Supremo Tribunal Eleitoral (STE).

Ação

O processo faz parte de ação impetrada pela Coligação “Bora Trabalhar”. Além do senador, estão arrolados o primeiro suplente Artur Klan, o segundo suplente Adriano Rogers Censi, o empresário Luciano Hang, e o presidente do Sindicato das Indústrias Calçadistas de São João Batista, Almir Manoel Atanazio dos Santos.

A ação indicou a prática de três ilícitos que teriam sido abuso de poder econômico no pleito de 2022: cessão de uso, ou seja, a cessão irregular de veículo de transporte (helicópetero); uso de estrutura material e pessoal da Havan, e financiamento de propaganda eleitoral por entidade sindical. Fatos que o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC) julgou improcedentes.

Operações da justiça põem na cadeia 18 prefeitos

Já são 18 os prefeitos presos no Estado em razão das operações desencadeadas para investigar ações criminosas como lavagem de dinheiro e fraudes em licitação. Começou com a Operação Mensageiro, que já colocou na prisão 16 gestores. A partir dela, nove prefeitos e um vice já renunciaram, além da extinção de dois mandatos em decisão dos vereadores. Há outros réus à espera de julgamento.

Na semana passada, na Operação Travessia, deflagrada pelo Ministério Público (MPS), através do Gaeco e GEAC foi preso o prefeito de Barra Velha, Douglas Elias Costa (PL), por suposta fraude em licitação de uma ponte. O prefeito, por hora está afastado do cargo, por 180 dias.

A ação teve outros reflexos. O vice-prefeito Eduardo Peres (Republicanos) acabou renunciando ao cargo. O presidente da Câmara, Daniel Pontes da Cunha (PSD), está interinamente no comando da Prefeitura.

Mais recentemente, na sexta-feira (26) quem esteve arrolado em nova operação, denominada de “Limpeza Urbana”, foi o prefeito de Ponte Alta do Norte (PL), Auri Alves Wolinger. Ele, os filhos e o secretário de Administração, Antônio Borcardo, também foram detidos.

Foto: divulgação MPSC

Prefeito de Lages: incerteza na continuidade do cargo

Desde que o prefeito de Lages Antonio Ceron (PSD) se viu arrolado na Operação Mensageiro, sendo preso, inclusive, tem tido pressões na administração. Uma delas, natural, por não mais circular em atos públicos, com o temor de ser ofendido por quem quer que seja. Ceron, tem atuado de forma restrita, e sem condições plenas de gerir as ações do município. Fato.

Diante de tantas incertezas, esta semana, circulam nas redes sociais informações de que ele estaria saindo de férias, como costumeiramente tem feito nesta época do ano, repassando o cargo ao vice, Juliano Polese. Por outro lado, em tom de boataria, se fala de que, após o período de férias, ele não voltaria mais, renunciando o mandato.  Enfim, não há nenhuma informação oficial a respeito.Porém, diante da anormalidade na vida pessoal e política do prefeito, há possibilidade de que possa mesmo renunciar ao cargo.

 Sobre o andamento do processo no âmbito da Operação Mensageiro, os réus, em Lages, tiveram até o dia 11 de dezembro para apresentar as alegações finais. Trata-se de um processo bastante grande. Somente nas alegações finais do Ministério Público (MP/SC), há mais de 900 páginas. O desfecho está sendo esperado para fevereiro ou início de março, logo adiante.

Cairia bem uma nota oficial a respeito, pelo menos, sobre as férias..