Dona Ivete Silveira no Senado?

Durante um encontro casual, nesta semana, com um dos expoentes da política catarinense, Francisco Kuster, e que, beirando aos 80 anos, carrega sobre os ombros uma grande história.

Homens como Kuster precisam ser ouvidos. Disse-me que o governador Carlos Moisés não será reeleito, caso queira contar com o MDB. E explicou-me o que poucos estão lembrando.

Na eleição passada, o agora pré-candidato ao Governo, Jorginho Mello (PL), estava fechado com o MDB, e foi eleito Senador a partir dessa aliança.

O “fantasma” de Luiz Henrique e a presença viva de dona Ivete ao Senado, “assombram” Carlos Moisés.

Além disso, a brusquense Ivete Appel da Silveira, viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, esteve engajada na campanha das candidaturas de Mauro Mariani ao governo do estado e de Jorginho Mello ao Senado.

Pois bem. Poucos lembram. Mas dona Ivete é a primeira suplente de Jorginho Mello ao Senado. E o que isso quer dizer? Simples. Basta dizer que uma grande parte do MDB poderá estar ao lado da dona Ivete, e de Jorginho Mello.

Caso Jorginho se eleja governador, o MDB herda o Senado por quatro anos. Eis aí um trunfo que Jorginho Mello carrega, e pouco expõe. Assim como Jorginho se aliou a MDB no pleito passado, não é impossível o MDB se aliar a ele agora. E se isso acontecer, Moisés nada mais pode fazer, e compromete por completo a reeleição.

Política por Santa Catarina

A política em Santa Catarina segue basicamente sem grandes definições, embora a maioria dos postulantes ao cargo de governador já tenham exposto suas faces. Exceção apenas, a composição entre os nomes ligados ao União Brasil, com o ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro e Eron Giordani, PSD, com Raimundo Colombo, ao Senado.

As demais siglas ainda não encontraram as parcerias certas, e mantêm as negociações. Entre elas, a curiosa indefinição que pesa entre o governador Carlos Moisés e o possível vice. Uma briga que promete. Agora, Antídio Lunelli, descartado da possibilidade de ser o vice de Moisés, volta à condição de pré-candidato e o MDB irá se arrastar a um desfecho inesperado, por muitos. Além disso, neste mesmo grupo, há briga interna para que seja apontado um nome para concorrer ao Senado. Também indefinidas as composições do PT, do PL, ou do PP.

Antídio Lunelli do MDB pode ser o vice de Moisés

O MDB catarinense avança nas tratativas para dar ao ex-prefeito de Jaraguá do Sul, e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, Antídio Lunelli (Foto) uma nova perspectiva no pleito de outubro, ou seja, se encaixando como vice de Carlos Moisés (Republicanos).

O martelo ainda não foi batido nesse ponto. Há outras pendências que a Executiva precisa ajustar, como por exemplo a intenção do presidente do partido, o deputado federal Celso Maldaner para ser indicado ao Senado, em detrimento a outros interessados. São, por hora, pretensas articulações.

Dentro do MDB, prevalece a soberba de se considerar um grande partido e ter de se submeter a um nanico, no caso, o Republicanos, de Moisés. Tudo indica, que as definições devam acontecer durante a convenção do Partido, previamente marcada para o dia 5 de agosto.

MDB sinaliza apoio a Moisés

Os rumos do maior partido de Santa Catarina para o pleito de 2022 estão em compasso de definição. Fritado, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, acabou desistindo da candidatura. Estava tentando escalar uma montanha sem cordas. Mais ou menos isso.

Diante das novas conjecturas dentro do MBD, a sinalização evidente é de que estará junto na tentativa de reeleição de Carlos Moisés (Republicanos), com a indicação do vice. Lunelli, talvez seja encaixado numa saída mais honrosa, com a possível indicação ao Senado.

O que se sabe, é que o presidente Ceslo Maldaner e o deputado federal Carlos Chiodini, aliado de Lunelli, já se reuniram com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para ajustar detalhes para o fechamento da aliança.

Maldaner já convocou o diretório estadual para reunião no dia 13, para discutir e decidir quais os rumos que o partido deve seguir, porém, nesta altura, a aliança com Moisés parece estar já selada. 

Foto: Reprodução DI Regional

Panorama político e a complexa situação do MDB/SC

Em que pesem todos os problemas internos e as indefinições do MDB catarinense, a tomada de decisões visando o pleito de outubro deverá influir de alguma forma. O maior partido de Santa Catarina está dividido e em crise. Longe do protagonismo vivido em tempos passados e recentes.

Pré-candidato ao governo pelo MDB, Antídio Lunelli

Está numa retaguarda, sem saber qual o caminho a seguir, por mais que tenha um nome tentado firmar a posição como pré-candidato ao Governo. Antídio Lunelli sacrificou o cargo de prefeito de Jaraguá do Sul, ainda no início do mandato. No entanto, a atitude dele está a ponto de ser sacrificada, com possível decisão da Executiva.

E, caso defina pelo apoio à reeleição de Carlos Moisés, indicando, quem sabe, o vice, que pode ser ou não o ex-prefeito, Lunelli estará fora do jogo. Há quem sugere que o vice de Moisés seja o deputado estadual Moacir Sopelsa.

Deputado estadual Moacir Sopelsa, MDB, cotado para vice de Carlos Moisés (Foto: Agência Alesc)

Assim, nesta terça-feira, em reunião da Executiva, pelo que se sabe, haverá um ponto final quanto ao rumo a ser seguido. Tudo indica que o anúncio será mesmo o da aliança com o governador, e tomada das demais decisões para compor a chapa majoritária.

O MDB na condição que está, será o fiel da balança neste próximo pleito. Por fim, acredito que as definições do Partido não serão de consenso, seja qual for o lado a ser seguido. O racha é evidente.

Política com rumos incertos

É mais ou menos assim que está a política catarinense envolvendo, especialmente os caciques que postulam a cadeira do governo. Não se entendem. Poucos arriscam a dizer o rumo que estão seguindo, a exemplo do PSD que decidiu apoiar o nome de Gean Loureiro (União Brasil), e deixar a prateleira de cima, para ser coadjuvante.

Quanto aos demais, enrolação por completo para definir quem vai ou fica com quem. Pobre MDB, que outrora era o maior; detinha poder. Bastava, sussurrar. Hoje grita agoniado e ninguém parece ouvir.

Jorginho Mello (PL), tenho a impressão que pretende ser candidato sozinho e com o amparo apenas da imagem do presidente Bolsonaro. Nem por um momento citou com quem pode fechar para indicar o vice. E assim, vai.

Penso que nossos políticos estão debruçados num tempo que cada vez está menor. Azar deles. Quanto mais demoram, menos o povo eleitor se interessa.

Colombo e Antídio tiveram boa conversa em Florianópolis

As conversações entre os nomes da política catarinense, e que ambicionam o cargo de governador tem tido uma sequência de conversações.

Na manhã desta terça-feira (19), o ex-governador Raimundo Colombo se encontrou em seu escritório em Florianópolis com o ex-prefeito de Jaraguá do Sul Antídio Lunelli, pré-candidato ao Governo pelo MDB.

Colombo e Antídio trataram do atual cenário político e das eleições majoritárias de outubro de 2022.

Depois do encontro em Florianópolis, Colombo seguiu para Criciúma, onde participa ainda nesta terça de reunião com equipe do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, e o senador Esperidião Amin.

Raimundo está sendo assertivo. Tem buscado dialogar com as pessoas influentes e que poderão lhe dar sustentação ao projeto da candidatura ao Governo.

Foto Alexandre Lenzi

A política e suas amarrações!

Desta vez a história circunda mais em torno da MDB, e sobre o vice de Carlos Moisés (Republicanos). Mas não deixo de lado o que se sucede pelos lados do PSD, por exemplo, que tem o ex-governador Raimundo Colombo, como expoente ao governo, tem o devido apoio do prefeito João Rodrigues, e que até pouco tempo teve a chance de ser o candidato pedessista.

Colombo bem de boa com João Rodrigues, com bons contatos para o fechamento da chapa

É tempo de definições entre os partidos. Jogar certo no agora, pode significar vantagem sobre os adversários políticos depois.

Por isso, chama atenção a rolagem dos ajustes envolvendo o MDB. É, o maior partido de Santa Catarina. No entanto, não está fechado 100% com o atual pré-candidato Antídio Lunelli, que renunciou a prefeitura de Jaraguá do Sul. Pensem na situação do homem, que não consegue ter consenso.

Governador Carlos Moisés quer alguém do MDB como vice

Murmúrios ocorrem em todos os lados. O mais premente, é que o MDB poderia indicar o vice de Carlos Moisés. Menos, Antídio, que nem mesmo ao Senado talvez tenha chance de ser o indicado. Quer saber, o MDB vai fritar seu pré-candidato e vai indicar um vice ao Governador tentar a reeleição. Não vai insistir em um nome que dificilmente decola, e não tem outro para o lugar.