MDB estabelece foco na escolha do Presidente da Alesc

Não tem como deixar de lado o assunto da eleição do futuro presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O tempo está passando e ainda não há consenso em meio aos parlamentares.

Executiva do MDB se reuniu durante a semana / Foto: Assessoria de Imprensa

O que se sabe é que o MDB que conta com seis deputados na bancada, está com mais força para eleger o representante dele, o deputado Mauro De Nadal. A estratégia é interessante. O Partido decidiu centrar foco nesta eleição, e, confirmando, ganha em poder.

Por isso deixa a briga por espaços no Governo para segundo plano. Depois, caso consume o projeto de conquistar a cadeira principal da Casa terá, nas barganhas, peso muito maior. Tudo o que Jorginho Mello está tentando evitar.

Presidência da Alesc: em busca de um nome de consenso

O assunto é repetitivo. Porém, pertinente. A eleição da Mesa Diretora e do presidente segue sem definição, mesmo diante da importância política que a situação se reveste. É por esta razão que o tema requer análise constante.

No dia 1º de fevereiro, os deputados serão empossados para um novo período legislativo, e neste mesmo dia, são obrigados a compor a Mesa Diretora. O cargo de presidente é bastante cobiçado. T

anto, que mexe com os interesses do próprio governo, que já adiantou apoio a José Milton Scheffer (PP). De outro lado, Mauro De Nadal (MDB), costura o suporte das demais bancadas para voltar ocupar a maior cadeira da Alesc.

Há quem sustente a necessidade de um nome de consenso; de alguém que possa aglutinar os interesses da Casa e do próprio governador. Diante dessa premissa, os 11 deputados do Partido Liberal e o governador Jorginho Mello se reúnem nesta quarta-feira (24), para discutir a questão.

Deputado Julio Garcia / Foto: Bruno Collaço / Agência Alesc

Surge a possibilidade de um terceiro nome, o do deputado Júlio Garcia (PSD), que pode quebrar a indefinição. Julio não tem desgaste interno, e conta com ótimo trânsito. Quem sabe seja a saída para a unificação interna e possa assim colocar um ponto final num desgaste que vem se acentuando nos bastidores da política. Eis uma possibilidade, apenas.

Ivan Naatz defende nome de consenso para presidir a Alesc

Em férias e longe do Brasil, o deputado Ivan Naatz (PL), líder da bancada do Partido Liberal na Assembleia Legislativa, se manifestou a respeito das conversas em torno da disputa da presidência e da mesa diretora do parlamento catarinense.

Foto: Deputado Ivan Naatz, líder da bancada do PL na Alesc. (Divulgação).

Naatz defende que seja outro nome, que tenha consenso, que aglutine, que agrade a maioria, caso os deputados José Milton Scheffer (PP) e Mauro De Nadal (MDB) não conseguirem maioria prévia. Tem lógica. O deputado afirma que tem mantido contato com o governador Jorginho Mello (PL), dizendo ser a melhor alternativa para a Casa. A escolha do presidente acontece no dia 1º de fevereiro.

Por outro lado, seguem as conversações para o complemento do secretariado do novo governo, com a manutenção do foco da governabilidade, e por isso, a necessidade, talvez, do consenso na Alesc. Zé Milton e De Nadal precisam da maioria mínima de 21 votos dos 40 deputados. A disputa entre os dois se acirrou quando a bancada do PL sinalizou apoio ao progressista.

MDB desconversa interesse por cargos no Governo

A semana política catarinense teve atenção voltada para eventuais conversações entre o MDB e o governador Jorginho Mello, visando costurar o melhor ambiente para a escolha do presidente da Assembleia Legislativa. Informações, consideradas fakes circularam, dando conta de que o Partido estava muito próximo de alinhar a governabilidade a partir da conquista de cargos no primeiro escalão do colegiado de Jorginho.

Na foto, a cordialidade entre o deputado Mauro de Nadal (MDB) e o deputado Ivan Naatz (PL) / Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL.

Nisso tudo sempre há meias verdades. O MDB gosta de ser partícipe dos governos. O histórico dos últimos anos comprova. Seja como for, lançou nota contrária às informações ditas como equivocadas sobre cargos e a declinação à Presidência da Alesc.

No desmentido, o MDB reafirma que mantém o projeto para a principal cadeira da Mesa Diretora do parlamento, e reitera o fortalecimento de uma proposta independente, tendo Mauro De Nadal à frente.

A bancada do União Brasil que conta com três deputados também notificou manifesto, alienando a conduta a uma proposta autônoma, e distante do governo e da bancada do PL, porém coerente com os interesses dos catarinenses. 

O que esperar do novo período do Legislativo Catarinense?

O período legislativo que ainda está vigente, e que se encerra no final deste mês de janeiro, teve um protagonismo diferenciado, especialmente no tocante à influência no governo de Carlos Moisés. Um governador iniciante, inexperiente, e que experimentou a contrariedade de quase todo o Parlamento, ao decidir, lá no começo, gerir o Estado de maneira centralizadora e isolada, distante dos deputados, sem diálogo.

O comportamento do gestor acabou influenciando diretamente nos primeiros dois anos de governo, quando por muito pouco, quase perdeu o cargo, ao sofrer dois impeachments. A essa altura dos acontecimentos, o atrelo em meio aos deputados teve novo comportamento, e um novo elo havia se formado. E, foi graças à conciliação, que Moisés foi salvo do impeachment, e só então conseguiu fazer o governo deslanchar.

Abro esse precedente na política catarinense, para prospectar a atuação parlamentar partir de agora, em relação a Jorginho Mello. Pelo que se vê, há divergência antes mesmo do novo período legislativo ter início.

Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL

Governabilidade irá precisar de muito diálogo e persuasão

A escolha dos últimos nomes do primeiro escalão do governador eleito Jorginho Mello não é mais tão simples como o esperado.

Deputados Júlio Garcia (PSD) e Mauro de Nadal (MDB) entre os principais articuladores na Alesc (Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL)

Passa por uma estratégia que pode comprometer a propalada governabilidade, ou seja, está ligada diretamente à eleição do presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC).

Depois de ter hipotecado apoio ao progressista José Milton Scheffer, os demais blocos partidários sentiram-se preteridos e decidiram se aliar, formando uma unidade de pelo menos 26 parlamentares, o suficiente para decidir quem é quem na Casa, e isolar os liberais e progressistas, que somam 14.

Por esta razão, é preciso acima de tudo, levar em consideração o peso da liderança de Júlio Garcia (PSD) e de Mauro de Nadal (MDB).

Por fim ao desequilíbrio completo

Não está sendo vista com bons olhos a estratégia de atrair o MDB com possíveis cargos nesta fase final de composição do secretariado.

Soa como uma medida que pode ser equivocada, apenas para desmobilizar o grupo maior. Jorginho só não fechou o quadro do secretariado exatamente pelo imbróglio criado por ele mesmo e os pares do PL. Qualquer posicionamento, novamente mal pensado, pode ocasionar um desequilíbrio completo.

Mauro de Nadal à esquerda ouve o que dizia Jorginho Mello. A foto foi feita durante visita do governador eleito na Alesc, em 17 de novembro. (Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Sendo assim, a conversação poderá chegar à possibilidade do compartilhamento de cargos envolvendo todos os partidos, formando um governo suprapartidário. O que é também possível.

Lá atrás, há pouco tempo, se for lembrada a situação política vivida pelo governador Carlos Moisés, quando ele contou com o apoio até mesmo dos deputados petistas para sobreviver politicamente.

Assim penso…

Jorginho Mello, terá que rebuscar a própria experiência política para consertar a primeira decisão mal tomada, com mais habilidade. Ele e o PL não previram a capacidade de mobilização dos demais partidos.

Entendo, que o diálogo ainda está em aberto, para que seja desfeita a primeira impressão, que pode retirar a inclusão de nomes do PL na Mesa Diretora. Pois, já havia o aceno de que Ana Campagnolo estaria na condição de ser a 1ª vice.

Em suma, Mauro de Nadal está coeso e certo de que terá 26 votos para leva-lo novamente à Presidência da Alesc. Por outro lado, sabe ele, que também carece de harmonia com o Governo. O MDB não irá se contentar em apenas ter o poder de voto no Parlamento. Gosta de compartilhar os feitos em conjunto com o Executivo.

Tem sido assim, nos tempos em que foi ficando fora das urnas. Jorginho tem o caminho de recuar no apoio a Scheffer, e quem sabe condicioná-lo, a líder do governo. E por fim, firmar novo acordo especialmente com o MDB e o PSD.

Embaraços no apoio do PL a Zé Milton para presidir a Alesc

O governador eleito tem dito que pensa na governabilidade, ao se inserir no processo de escolha do presidente da Assembleia Legislativa. No entanto, ao hipotecar apoio ao nome do progressista José Milton Scheffer (foto) poderá ter criado um problema. A conta inicial é a de que terá três deputados do PP e mais 11 do PL, somando 14.

Deputado José MIlton Scheffer pode não ter sido a melhor escolha do PL e de Jorginho Mello para apoiar à Presidência da Alesc / Foto: Fábio Queiroz

No meu pensamento, o ajuste teria de ser com o MDB, que tem a segunda maior bancada, com seis deputados. Pesa o fato de que Mauro De Nadal (MDB) está na disputa da presidência também, e pode ter no contexto geral a maior soma de votos.

A não ser que haja alguma outra disposição envolvendo o próprio MDB, que já conta com gente da sigla na lista de secretários, caso do ex-deputado federal Valdir Colatto escalado para a Agricultura. Vai saber.

Nos bastidores, outros blocos já mostraram articulação. Portanto, a postura do governador eleito em dar sustentação a um nome, cuja bancada tem apenas três cadeiras, gera dúvidas ao sucesso de seu projeto de governabilidade.

Seria oportuno o próprio Jorginho vir a público e dizer qual a estratégia. Seja como for, o modus operandi de Jorginho, nos deixa repletos de dúvidas quanto à aspiração dos seus objetivos, no tocante à titularidade maior da Mesa Diretora, da Alesc. 

Governabilidade em pauta entre bancada do PL e Jorginho Mello

É o que deve acontecer durante encontro nesta terça-feira (13), entre o governador eleito Jorginho Mello e toda a bancada do Partido Liberal. O ponto a ser discutido é o posicionamento quanto à eleição da presidência da Casa e da Mesa diretora.

A expectativa cerca o resultado das conversações, que devem dar o indicativo final sobre a conduta da bancada na Assembleia Legislativa, no tocante às definições que devem indicar o futuro presidente. A tendência é o PL apoiar um nome que possa aglutinar com os interesses da governabilidade, e que passa pela ALesc.

O deputado Ivan Natz tem atuado como articulador e reitera que a intenção é ter um acordo firmado ainda neste mês de dezembro, até o dia 20.

Por outro lado, entre as tendências que podem indicar o novo presidente envolvem os nomes de Mauro De Nadal (MDB) e Zé Milton Scheffer (PP). A eleição da Mesa Diretora ocorre no dia 1º de fevereiro, tão logo aconteça a posse dos deputados.

(Foto: arquivo Jornal Diário do Iguaçu).