Produtores de leite sob o risco de abandono da atividade

Deputados catarinenses devem se debruçar em busca de uma solução definitiva para os problemas enfrentados por produtores de leite do Oeste e Meio-Oeste. Há um apelo veemente para que se tenha um fim ao problema.

O assunto vem sendo discutido pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa. Segundo os produtores, a atividade corre sério risco, com a ameaça de abandono.

Entre os problemas na produção, além da redução do valor pago pelo litro do leite, eles enfrentam o encarecimento dos insumos e a concorrência com o produto importado da Argentina e do Uruguai por um preço mais baixo.

Os produtores também pediram apoio das prefeituras e criticaram a carga tributária sobre insumos e equipamentos utilizados pela cadeia do leite. Um problema grave e que precisa ser solucionado o mais breve possível. 

(Fotos: audiência pública em Seara / Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL)

SC é o quarto maior produtor de leite industrializado do Brasil

Uma boa notícia. Pois, com 2,44 bilhões de litros de leite captados pelas indústrias, Santa Catarina supera Goiás e se torna o quarto maior produtor de leite industrializado do país.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Catarina foi o único Estado entre os principais produtores de leite do Brasil a apresentar um crescimento na produção em 2016.

Enquanto a captação de leite pelas indústrias no Brasil diminuiu 3,7% no último ano, em Santa Catarina o crescimento foi de 3,82%.

Os números divulgados pelo IBGE se referem à captação de leite cru pelas indústrias inspecionadas, o que representa 76% do total produzido em Santa Catarina.

A estimativa é que a produção de leite do Estado gire em torno de 3,2 bilhões de litros, incluindo o leite consumido pelas famílias rurais e na alimentação de animais.

Exposição do mundo leite em Chapecó

mercolácteaChapecó lança oficialmente nesta quinta-feira (3), mais uma edição da Mercoláctea Rural.

Vão participar do lançamento autoridades, empresários rurais, expositores, jornalistas, produtores, técnicos e especialistas da cadeia produtiva de lácteos.

A MERCOLÁCTEA 2014 está programada para o período de 22 a 25 de maio deste ano, no Parque de Exposições Tancredo Neves (Efapi).

Para quem não sabe, Chapecó está no centro da maior bacia leiteira brasileira, formada pelo oeste catarinense, sudoeste sul-rio-grandense e noroeste paranaense.

A Mercoláctea, em sua quinta edição, terá como foco a automação rural e a programação geral Mercoláctea Chapecócontempla sete atividades, sendo a principal delas, a feira de comercialização de animais, máquinas e equipamentos, genética e nutrição animal, além de equipamentos para leitarias e sanidade animal.

A feira técnica terá visitação de 12 mil pessoas e oportunizará negócios da ordem de 85 milhões de reais. Os eventos pecuários reunirão 2.000 animais em exposição, julgamento e venda. Sucesso!

Em busca da melhor qualidade do nosso queijo

Com este propósito técnicos gaúchos e catarinenses buscam a melhor qualidade e a identificação geográfica do queijo serrano.

Reunião queijo (4)As duas regiões trabalham com um objetivo comum, o direito de produzir e comercializar o queijo artesanal como um produto da cultura local. É uma longa reivindicação de produtores.

De qualquer forma as experiências de produção do queijo artesanal serrano produzido por pecuaristas familiares dos Campos de Cima da Terra do Rio Grande do Sul, foi a pauta de discussão na tarde desta quinta-feira (20), na Amures, em Lages.

Da discussão, participaram os responsáveis pelo Serviço de Inspeção Sanitária Municipal dos 18 municípios da Serra Catarinense.

Queijo1Uma das propostas é garantir a regulamentação do queijo feito com leite cru.

O Serrano, feito com coalho e sal, sem o uso de qualquer tipo de conservante ou pasteurização, já tem regulamentação e processo de fabricação definido.

As discussões devem avançar em novos encontros entre os técnicos da Serra Gaúcha e Catarinense.