Sem a LOA, Governo Federal permanece com receitas travadas

Pela primeira vez, desde 2021, o governo inicia o ano sem a aprovação da lei orçamentária anual. E lá se foram dois meses sem que o governo pudesse fazer investimentos e gastos extras, já que a LOA que deveria ter sido votada nos últimos dias do ano passado, ficou para este ano. Fevereiro, mês útil no Congresso, terminou sem a votação da LOA e março começa do mesmo jeito.

Segundo o relator do Orçamento no Congresso, senador Angelo Coronel (PSD-BA), a questão será retomada depois do recesso de Carnaval/ Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Seja como for, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 ainda está em processo de votação no Congresso Nacional. De acordo com o relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), a previsão é que seja votada tanto na Comissão Mista de Orçamento (CMO) quanto em plenário no dia 17 de março.

A votação foi adiada devido a ajustes necessários no texto e ao impasse das emendas parlamentares. Há quem diga que foi em razão de que o Congresso tinha pressa em aprovar o pacote de cortes de gastos.

Pagamento de emendas travado

Mas, na verdade, um dos fatores principais, se deveu ao impasse das emendas parlamentares. Recentemente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou um plano de trabalho conjunto apresentado pelo governo e pelo Congresso para aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares.

Essa decisão destrava o pagamento de parte dos recursos, mas ainda mantém bloqueados alguns repasses, como os destinados à Saúde que não tenham uma conta específica regularizada e as transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, sem plano de trabalho aprovado.

Lei Orçamentária Anual

A LOA é um instrumento fundamental para a gestão pública, pois define as receitas e despesas do governo federal para o ano seguinte. Ela inclui as metas e prioridades da administração pública, a estrutura e organização dos orçamentos, as diretrizes para a elaboração e execução dos orçamentos da União, e disposições relativas à dívida pública, despesas com pessoal, e transparência.

Sem a votação da LOA 2025, apenas despesas obrigatórias ou essenciais podem ser pagas, entre elas os salários, aposentadorias e serviços de saúde. Também estão previstos pagamentos de recursos para ações de prevenção de desastres ou em respostas a situações de emergência ou calamidade pública, entre outras.

Prejuízos para SC

O deputado Mauro de Nadal (MDB) em entrevista à imprensa, comentou que em Santa Catarina a LOA é votada antes da virada do ano, pois, não se consegue trabalhar sem ela. Fez crítica à não aprovação da Lei Orçamentária Anual em Brasília, que também deveria ter sido aprovada em dezembro.

Deputado Mauro de Nadal (MDB) / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Sem isso, o Estado fica com obras paralisadas, como a revitalização da BR-158. Enquanto isso, a espera continua pela aprovação do Orçamento da União. “O Governo Federal trabalha com retalhos do orçamento de 2024. Se tivesse aprovado, os contratos estariam acontecendo, mas não. O Dnit é outro exemplo, e encontra-se sem orçamento e sem recursos”, disse Nadal.

Gerson quer projeto de prevenção de cheias

gerson projetoO vereador Gerson Santos teve moção aprovada solicitando a implantação de um projeto de prevenção e contenção às cheias. O assunto, inclusive, já foi discutido nas gestões anteriores. O projeto objetiva diminuir os alagamentos na cidade.

Conforme o vereador, estudos analisando a velocidade da água, a quantidade de chuva, além de outros aspectos, foram realizados e os técnicos entenderam que fazendo a contenção dos cinco afluentes do rio Carahá, a redução nas enchentes pode ser de até 80%. 

O orçamento para a realização da obra já está encaminhado para 2017. Serão R$ 3 milhões de origem do município, através da emenda aditiva número 003/2016, da Lei Orçamentária Anual, e outros R$ 2.5 milhões repassados do Governo do Estado.

(Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores)

Hora de apontar as prioridades

As audiências públicas do orçamento regionalizado, realizadas pela Assembleia, são estabelecidas pela Constituição Estadual que determina o cumprimento de um calendário específico com o intuito de aproximar a sociedade civil organizada dos poderes públicos constituídos.

Além disso, a partir do que foi listado no Plano Plurianual (PPA), em cada uma das audiências, serão definidas três ações ou obras que serão incluídas na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual do próximo ano.

Em Lages, o evento será nesta sexta-feira , dia 1º de julho, às 16h30min, no salão Roma do Map Hotel (Centro).

Audiências do Orçamento Regionalizado

As audiências públicas do Orçamento Regionalizado começam nesta quinta-feira, em Joinville, porém, houve mudança de datas em algumas regionais, entre elas Lages e São Joaquim.

audiências

Até o final de julho, os deputados vão percorrer as cidades-sede das 36 Agências de Desenvolvimento Regional (ADR) onde ouvirão as prioridades apontadas pela população.

Em Lages, a audiência pública passou para o dia 1º de julho, às 16h30min, no salão Roma do Map Hotel (Centro).

Já em São Joaquim, o evento será no dia seguinte, 2 de julho, no auditório da Câmara Municipal, às 9h30min.

A partir do que foi elencado no Plano Plurianual (PPA), em cada uma das audiências, serão definidas três ações ou obras que serão incluídas na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual do próximo ano.

(Informações e foto: Tarcísio Poglia)

Audiência sobre orçamento estadual

Nesta próxima quarta-feira (4), em Lages, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), realiza Audiência Pública do Orçamento Estadual, visando definir as obras prioritárias para a Lei Orçamentária do ano de 2015.

A audiência da Serra Catarinense (Amures), envolvendo as SDR de Lages e São Joaquim, acontece às 19 horas, no auditório do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV).

Estão sendo aguardados os prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e lideranças de diversos segmentos.

Palmeira faz as contas e projeta aumento da receita

Visando atualização quanto a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Orçamentária Anual, a administração de Palmeira, na Serra Catarinense tratou de debater sobre os embaraços dessas leis, durante Seminário, nesta quinta-feira (5).

Palmeira4Toda a discussão feita em conjunto, ou seja, com autoridades e comunidade.

O Município está se preparando para o possível aumento da arrecadação a partir do ano que vem, podendo chegar a R$ 14 milhões. Atualmente, o faturamento está próximo dos R$ 6 milhões, bem abaixo da média.

Se, tudo correr conforme as previsões, acontecem também maiores investimentos em setores prioritários do Município.

(Informações e foto: Oneres Lopes)