Pesquisa do Ipec em SC aponta Jorginho Mello na liderança

Pesquisa Ipec (ex-Ibope) encomendada pela NSC Comunicação e divulgada nesta sexta-feira (30), mostra a corrida eleitoral para o cargo de governador de Santa Catarina em votos validos. É a última pesquisa de intenção de voto do instituto antes das eleições de domingo (2).

Nos votos válidos, Jorginho Mello (PL) lidera a disputa no primeiro turno com 29% das intenções de voto, seguido pelo candidato à reeleição Moisés (Republicanos), com 23%.

Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Na sequência, outros três candidatos aparecem empatados também dentro da margem de erro: Gean Loureiro (União Brasil) com 16%, Décio Lima (PT) com 15% e Esperidião Amin (Progressistas) com 14%. Veja o resultado com todos os candidatos abaixo.

Para o Senado

Para o Senado em Santa Catarina, o levantamento revela que Raimundo Colombo (PSD), foto ao lado, lidera com 31% dos votos válidos, seguido por Jorge Seif (PL) com 19%, Dario (PSB) com 16%, Kennedy Nunes (PTB): 11%, e Celso Maldaner (MDB): 10%. Estes os mais bem colocados.

A pesquisa

A pesquisa ouviu 1008 pessoas entre os dias 28 e 30 de setembro em 40 cidades catarinenses. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Santa Catarina (TRE-SC) com o número SC-07610/2022 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02209/2022.

Num eventual segundo turno, entre Jorginho e Moisés, a pesquisa aponta:

Moisés (Republicanos): 36%

Jorginho Mello (PL): 42%

Brancos e nulos: 14%

Não sabe: 8%

Fonte: G1/SC (Veja pesquisa completa)

Acompanhado de Hang, Seif é recebido pela diretoria da ACIL

Na manhã desta quinta-feira (29), dirigentes da Associação Empresarial de Lages receberam o candidato ao Senado, Jorge Seif (PL) e o empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan. Ambos percorrem o Estado visitando entidades e empresários empenhados na causa conservadora, e pela reeleição de Jair Bolsonaro.

Na ACIL, o candidato ouviu os principais pleitos da entidade para o desenvolvimento regional, e que constam no documento “Voz Única”, entregue na ocasião.

Luciano Hang explicou as razões de estar na luta política em prol das famílias brasileiras, apontou os perigos que representa a volta da esquerda, e exemplificou as situações vividas pela Argentina, Cuba, Venezuela ou Chile. “Não queremos isso para o Brasil”, disse.

Também se referiu ao candidato ao Senado, Jorge Seif, muito embora Lages tenha um representante direto, no caso, Raimundo Colombo, dizendo que é preciso pensar bem no voto, pois, o lageano não está alinhado com a proposta bolsonarista.

Seif, também relatou seu histórico político e a representatividade com o setor pesqueiro em Santa Catarina, e a trajetória dele ao lado de Bolsonaro, junto ao Governo Federal.

Fotos: Paulo Chagas

Candidato ao Senado Jorge Seif na terra de Colombo

Eis uma curiosidade política que acontece exatamente nos domínios de Raimundo Colombo (PSD), principal adversário de Jorge Seif (PL), na disputa da única vaga ao Senado.

O candidato estará nas Associações Empresariais de Lages e Chapecó, nesta quinta-feira (29). Em Lages, a agenda está prevista para às 9 horas.

Além da conversa com os empresários, está agendada entrevista para a imprensa. Acompanham a agenda o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira e o empresário Luciano Hang.

Foto: divulgação

Bolsonaro não vem mais à SC na véspera do pleito

Todo o alarido em torno da visita do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, no sábado, (1/10), em Joinville, para marcar o encerramento da campanha, foi por terra. A programação já estava pronta, incluindo uma “Motociata”.

A notícia da desistência foi confirmada pela assessoria de Jorginho Mello (PL), candidato ao Governo por Santa Catarina.

No final de semana, Bolsonaro usou as redes sociais para dizer que estaria no Estado para apoiar o candidato ao Senado, Jorge Seif (PL), e que iria percorrer de moto as ruas de Joinville, encerrando assim a campanha.

As informações a respeito ainda são desencontradas, e sem nenhuma confirmação oficial se tudo realmente procede, ou das razões da mudança de rumo do presidenciável.

E quer saber, seria mesmo um tiro no pé, uma vez que Bolsonaro já tem a maioria dos apoiadores do Estado.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Repercute apoio de vereador do MDB a Colombo e Loureiro

A adesão do vereador Luiz Fernando Almeida, do MDB de Jaraguá do Sul, ao projeto de eleição de Raimundo Colombo (PSD) ao Senado e de Gean Loureiro (UB), ao Governo, é mais uma demonstração da dissidência de lideranças que estão descontentes com o encaminhamento dado pela Executiva do partido, na aliança com Carlos Moisés.

O vereador reuniu mais de 400 pessoas num encontro realizado no domingo, 25, no Clube Beira Rio. No encontro teve ainda a participação do deputado federal emedebista Carlos Chiodini, candidato à reeleição, e de Ivandro de Souza, candidato a suplente de Colombo. O fato ganhou enorme repercussão nos bastidores do partido e no meio político neste começo de semana.

Por outro lado

Em uma pesquisa divulgada ontem, segunda-feira (26) destaca a liderança na corrida ao Senado na cidade de Criciúma, com 27,8% dos votos. 

Na segunda colocação aparece o candidato Dário Berger, com 19,2%. Na sequência mais próxima Jorge Seif (17,8%), Kennedy Nunes (13,2%) e Celso Maldaner (5,7%).

A pesquisa do Instituto de Pesquisas Catarinense (IPC) ouviu 600 pessoas entre os dias 22 e 24 de setembro, contratado pela rádio Som Maior e pelo portal 4oito. A pesquisa está registrada no TRE (SC-05437/2022) e no TSE (BR-02524/2022).

Jair Bolsonaro em SC aos 45 do segundo tempo

É mais ou menos assim: “aos 45 minutos do segundo tempo”, dia 1º de outubro, na véspera das eleições, o dia em que o presidente e candidato à reeleição, Jair Messias Bolsonaro (PL) irá pisar novamente em solo catarinense. A movimentação política que marcará o encerramento da campanha, será em Joinville, maior colégio eleitoral de Santa Catarina. Jorginho Melo (PL) e todos os demais candidatos conservadores comemoram. Entre os mais entusiasmados, o postulante ao Senado, Jorge Seif (PL), que atuou na articulação para a vinda de Bolsonaro ao Estado.

Jorginho Mello quer impulsionar a própria campanha nesta reta final – foto: divulgação

Pelo que se apurou, Bolsonaro não deverá fazer grandes discursos, mas irá andar pelas ruas numa “motociata”. A expectativa é de que haverá uma mobilização grandiosa. Obviamente, desta vez, não haverá ação na justiça para coibir a presença no ato de outros candidatos amigos e simpatizantes de Bolsonaro durante a visitação, como é o caso de Esperidião Amin (Progressistas) ou de Gean Loureiro (UB). Imagino que será o momento mais importante e crucial da campanha de Bolsonaro. Joinville ficará pequeno.

Pesquisa dá novo cenário para o Governo em Santa Catarina

Tenho contestado a formatação de algumas pesquisas ao governo e senado, em Santa Catarina. Algumas delas apresentam candidatos isolados estratosfericamente acima; outras com números bem abaixo. Confundem o eleitor.

Mauricio Vieira/Secom/Waldemir Barreto/Ag. Senado

Dentro de uma visão mais real, o levantamento do Instituto de Pesquisas Cananéia – IpeC (ex-Ibope) divulgado nesta terça-feira, 20, em Santa Catarina, pela NSC mostra Jorginho Mello (PL) e Carlos Moisés (Republicanos) empatados com 20%.

Pouco atrás, e com boas chances de segundo turno, estão Esperidião Amin (Progressistas) com 15% e Gean Loureiro (UB), com 14%. Décio Lima (PT), cresceu um pouco em relação à pesquisa anterior, e soma 10%.

Como se vê, esta talvez, pode estar mais próxima da realidade. Porém, a desfiguração das mais variadas pesquisas, me deixa um tanto descrente. Enfim, o cenário está posto.

A pesquisa ouviu 800 pessoas entre os dias 17 e 19 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Santa Catarina sob o número SC‐07903/2022 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR‐07730/2022.

 Colombo segue liderando para o Senado

Seguindo os mesmos condicionantes do registro e margem de erro, apontados acima, os índices ao Senado seguem dando vantagem ao ex-governador Raimundo Colombo (PSD), com 26% das intenções de voto.

Logo abaixo, com 13%, aparece Dário Berger (PSB), e em terceiro, Jorge Seif (PL), com 9%. Este ano, os eleitores do estado elegem apenas um senador.

Pela pesquisa, a visão demonstra que o eleitor está optando mais pela experiência dos candidatos, e pelo histórico na política dentro do Estado. Isto também é fato. E é algo que realmente pode fazer a diferença no parlamento, diante do conturbado cenário político nacional.

O que vi e ouvi no primeiro dia de Propaganda Eleitoral

Propaganda eleitoral ajuda, mas não é tudo para os candidatos. Foi-se o tempo em que os candidatos apostavam tudo nas propagandas eleitorais gratuitas veiculadas no rádio e na televisão. Obviamente ajudam. Considero oportunas, inclusive. Há quem prefira ver e avaliar as propostas e depois decidir o rumo da escolha. Isso vale especialmente para os candidatos ao Governo e ao Senado. Na faixa do parlamento, o eleitor costuma ter uma definição antecipada, pois, os candidatos circulam mais e até andam próximos, aparentemente. Na televisão, no trato visual e contextualizado, o eleitor se situa melhor. Essa observação se reserva mais diretamente a quem ainda não se definiu. Concluo, esta curta narrativa, reafirmando a importância dos programas no julgamento dos mais indecisos.

iStock/Getty Images

Programas mesclados, diferentes

Ao conferir o primeiro programa dos catarinenses, ontem, confesso que gostei do formato. Deixou de ser editado em quadros completos de cada coligação. Os quadros iam e voltavam, com alternância das coligações, o que deixou mais leve todo o tempo disponibilizado às produções. Por sua vez, os marqueteiros também capricharam. Todos os candidatos com bom visual, e alguns, com mais tempo, aproveitaram para deixar no ar um tom reflexivo, visto, por exemplo, no programa de Décio Lima (PT).

Ao Senado

Tive o cuidado de observar o que apresentaram os principais candidatos ao Senado.

Dário Berger (PSB) – Dário Berger, está no final de oito anos no cargo de senador. Para tentar a permanência e ser reeleito, relembrou o passado como ex-prefeito de São José e Florianópolis, e a soma de realizações na época. Fechou com uma imagem ao lado do candidato a presidente, Lula;

Celso Maldaner (MDB) – Associou a imagem do falecido irmão, Casildo, nas lutas políticas que ele teve ao lado de líderes como Ulisses Guimarães. Comovente até a mensagem de Casildo, em vídeo, deixada a Celso, pedindo a ele a continuidade da luta política;

Jorge Seif (PL) – Aproveitou o tempo sendo apresentado pelo próprio presidente e candidato à reeleição. Foi a mensagem que deixou. Provou que é o nome preferencial de Jair Bolsonaro, em Santa Catarina;

Raimundo Colombo (PSD) – Foi quem teve a maior produção, com uma narrativa e imagens do que acontece no Senado. Um ambiente que ele conhece, pois, já esteve lá uma vez. Quer voltar carregando a vontade de defender os interesses dos catarinenses, ancorado pela história política e a experiência, também de governabilidade;

Kennedy Nunes (PTB) – Começou, como bem disse, no papo reto. Quer proximidade com o eleitor. Pediu para que enviem perguntas, para que ele possa ir se apresentando. Aposta na coragem prometendo, caso eleito, restabelecer a ordem. Quem acompanha o que acontece no Brasil deve ter entendido o recado do candidato;

Hilda Deola (PDT) – Apresentou-se bem. Ressaltou ser ela a única mulher a disputar a vaga ao Senado. Não teve tempo para dizer mais nada.

 Candidatos a deputado estadual

A apresentação dos candidatos a deputado ou deputada estadual é a mais simplória. Com pouquíssimo tempo, mal conseguem se apresentar, e falar rapidamente a proposição como candidato. Alguns, com boa expressão, outros nem tanto. Há também gente experiente na política, como é caso de alguns que foram prefeitos. No final, o pedido de voto ao candidato a Governador. Faz parte da regra.

Candidatos ao Governo

Jorginho Mello (PL) foi o primeiro deles. De cara chamou a responsabilidade para o campo da saúde, prometendo zerar a fila de espera de exames e cirurgias eletivas. Também tirou proveito de uma fala de Bolsonaro ao lado dele, declarando apoio.

Gean Loureiro (UB), preferiu estimular a força da família, e dar ênfase à formação. Justificou a razão de ter a voz rouca. Foi devido a um acidente que quase lhe tirou a voz. Lembrou de outro, que quase lhe tirou a vida. Politicamente lembrou a trajetória de vereador, deputado estadual e federal, e por duas vezes prefeito de Florianópolis.

Jorge Boeira (PDT) – Filosofou na primeira aparição retratando o estado como sendo a “Mãe Catarina”. Lembrou a capacidade que possui em gestão pública. Teve pouco tempo. E, menos tempo ainda teve Odair Tramontin (Novo), que apenas afirmou que não vai utilizar recursos do Fundão para custear a campanha.

Carlos Moisés (Republicanos) com um tempo maior, conseguiu se apresentar, falar de propósitos, coragem e honestidade. Quer continuar sendo governador para seguir no jeito de bem governar. Citou ações como a vernda de aviões para pagar dívidas do Estado; investimentos em saúde, salário de professores. Toda narrativa teve cenas dele no convívio familiar.

O candidato do PT, Décio Lima, abriu o programa com a aparição do candidato a presidente, Lula, intercedendo por ele, sugerindo que se eleito vai construir Santa Catarina com alegria. Por sua vez, o petista ressaltou que com a ajuda do seu presidente vai oportunizar mais igualdade. Foi, se não me engano, o único que abriu espaço para a vice, Bia Vargas poder suscitar algumas palavras.

Esperidião Amin (PP) dispensou as grandes produções. Disse que fará seus programas olho no olho. Quer mostrar que sabe fazer com simplicidade. Mostrou uma de suas obras no passado de governo, a Serra Dona Francisca. Disse que está abandonada, e quer devolver aos catarinenses como ela era quando feita. Falou em apontar os problemas e encontrar as soluções.

O último na série inicial a falar foi Ralf Zimmer (Pros). Teve tempo suficiente apenas para dizer que pretende construir ferrovias de Leste a Oeste no Estado.

Resumindo

Preferi contextualizar basicamente sobre, especialmente os candidatos ao Senado e ao Governo do Estado, para dar a entender a você eleitor, a importância de estar atento às propostas de cada um dos candidatos. Assim, a clareza diante das exposições poderá servir de endereçamento ao nome que realmente poderá ser o melhor representante. Não vou aqui, fazer nenhuma analogia sobre quem se saiu melhor ou pior. Esta primeira aparição dos candidatos foi apenas um cartão de visita. O caldo grosso dos programas eleitorais ainda está por vir.