Deputado levanta a voz e cobra posição do governo brasileiro

O deputado estadual, Dr. Vicente Caropreso (PSDB) reagiu diante do clamor internacional pela defesa da democracia e dos direitos humanos da Venezuela. Conforme ele, diante dos recentes acontecimentos envolvendo a prisão arbitrária da advogada e ativista política Rocío San Miguel e o fechamento da representação da ONU no país pelo governo de Nicolás Maduro, o parlamentar ocupou a tribuna da Alesc nesta terça-feira, 20, para expressar preocupação com a omissão do Brasil diante dessa crise.

Dr. Vicente ergue sua voz pela defesa da democracia e dos direitos humanos na Venezuela / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Ao observar o posicionamento conjunto de países como Uruguai, Argentina, Paraguai, Costa Rica e Equador em condenar veementemente os abusos contra a liberdade na Venezuela, o deputado lamentou a ausência da assinatura brasileira no documento.

Para Dr. Vicente, a falta de posicionamento do Brasil representa não apenas uma falha diplomática, mas também uma omissão moral diante da violação dos direitos humanos, da liberdade e da democracia que aflige o povo venezuelano.

Ele também criticou veementemente a fala do presidente Lula que comparou a reação de Israel em Gaza ao extermínio de judeus por Hitler. Para o deputado, o presidente Lula cometeu um erro grave ao usar o termo holocausto para comparar o revide do governo de Israel contra grupos terroristas na Palestina.

Deputados de oposição pedem impeachment de Lula

A deputada Júlia Zanatta (PL/SC) ressalta que Lula desprezou a memória dos judeus ao igualar Israel ao regime nazista, em declarações que repercutiram muito mal internacionalmente e, inclusive, fez o governo israelense declará-lo uma “persona non grata”.

Deputada Júlia Zanatta / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Diante do que classifica como crime de responsabilidade, conforme o Art. 5 da Lei do Impeachment. Segundo a deputada, o ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade, já alcançou um grande número de assinaturas, a partir do pedido de impeachment apresentado pela deputada Carla Zambelli, além de uma moção de repúdio.

Ameaça à exportação de frango

O setor do agronegócio este em polvorosa com a decisão da Arábia Saudita em desabilitar mais de 30 frigoríficos brasileiros, que exportam frangos para aquele país, com impacto maior sobre cinco unidades, entre elas a JBS e a BRF.

Há quem diga por todas as letras que é o primeiro aviso, só pela possibilidade de a embaixada brasileira em Israel sair de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fez os Estados Unidos.

Aqui no Estado, lideranças da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC), já estão se mobilizando de todas as formas, uma vez que, dessas cinco empresas, duas são de Santa Catarina. O mercado está assustado, só com a possibilidade da transferência da embaixada, o que poderá acarretar sérios prejuízos ao Estado e ao País, podendo haver o rompimento com os maiores importadores de carne de frango do Brasil.

As ações incluem um alerta ao governador Carlos Moisés da Silva, do mesmo partido do Presidente da República, para que interaja com muita força, a partir da gravidade do problema, antes que o mal maior aconteça. Pois, os embargos iniciais dão clara ideia do começo da retaliação à carne brasileira. E, Santa Catarina, maior exportador será o mais prejudicado. Moisés precisa mostrar força junto ao Governo Federal, diante da atual realidade, e já.